{"id":3529,"date":"2009-09-16T10:26:00","date_gmt":"2009-09-16T10:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3529"},"modified":"2009-09-16T10:26:00","modified_gmt":"2009-09-16T10:26:00","slug":"e-deus-criou-a-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/e-deus-criou-a-europa\/","title":{"rendered":"E Deus criou a Europa"},"content":{"rendered":"<p>Livro <!--more--> Quando algumas tend\u00eancias pol\u00edticas e a indiferen\u00e7a geral dos cidad\u00e3os contribuem para apagar Deus da vida social e dos espa\u00e7os p\u00fablicos, \u00e9 curioso que venha de Fran\u00e7a, o pa\u00eds mais dado ao laicismo de sinal negativo, um livro que diz basicamente isto: Deus construiu a Europa. Deus n\u00e3o \u00e9 europeu, mas sem Ele a Europa n\u00e3o se aguenta. Ou pelo menos perde muito.<\/p>\n<p>Que Deus tenha constru\u00eddo a Europa, isto \u00e9, que o cristianismo tenha sido o factor crucial da identidade desta por\u00e7\u00e3o de terra que, em termos f\u00edsicos, \u00e9 simplesmente a parte atl\u00e2ntica da \u00c1sia, prova-o a hist\u00f3ria da Europa. O Deus crist\u00e3o irrompe (no Imp\u00e9rio Romano), \u00e9 sublinhado (Idade M\u00e9dia), discutido (Reforma), reelaborado, desconstru\u00eddo e negado (racionalismos, cientismos, ate\u00edsmos), exportado e imposto (descobertas, colonialismos)\u2026 Veja-se apenas umn exemplo, o momento em que a palavra Europa ganha cidadania (j\u00e1 existia, era nome de deusa grega, nas n\u00e3o era usada):<\/p>\n<p>\u201cO Papa Pio II (1405-1464) tenta constituir esta unidade europeia projectando uma nova cruzada ap\u00f3s a queda de Constantinopla. Fracasso total, os pr\u00edncipes t\u00eam a cabe\u00e7a noutro lado. Ele tenta tamb\u00e9m convencer Maom\u00e9 II da oportunidade de uma aproxima\u00e7\u00e3o, sonhando realizar com ele o que os crist\u00e3os do Imp\u00e9rio tinham conseguido com Constantino no s\u00e9culo IV, convert\u00ea-lo. Se o sult\u00e3o aceitar, o Papa promete-lhe a \u00abadmira\u00e7\u00e3o de toda a Gr\u00e9cia, de toda a It\u00e1lia, de toda a Europa\u00bb. A palavra Europa tinha sido lan\u00e7ada. Pio II ser\u00e1 o primeiro Papa a utilizar t\u00e3o frequentemente o substantivo \u00abEuropa\u00bb e o adjectivo \u00abEuropeu\u00bb. Pode dizer-se que Deus fez a Europa atrav\u00e9s da cristandade e que um Papa lhe deu o seu nome\u201d.<\/p>\n<p>\u201cDeus e a Europa\u201d n\u00e3o se det\u00e9m no passado. Escrito j\u00e1 depois da elei\u00e7\u00e3o de Ratzinger, que escolheu para seu nome de Papa o de um \u201cpai da Europa\u201d (S. Bento), e do \u201cn\u00e3o\u201d franc\u00eas ao tratado constitucional, este livro de um jornalista e ensa\u00edsta franc\u00eas equaciona a entrada da Turquia, constitucionalmente laica, mas socialmente isl\u00e2mica, e a globaliza\u00e7\u00e3o de Deus (que, obviamente, n\u00e3o \u00e9 europeu), al\u00e9m do futuro do cristianismo nesta parte do mundo.<\/p>\n<p>A Europa n\u00e3o \u00e9 crist\u00e3 apenas nas suas origens. \u00c9-o tamb\u00e9m por causa dos seus valores e das suas paisagens. Deus continua a construir a Europa, mesmo que esta continue a desconstru\u00ed-lo, com o individualismo e o relativismo. \u201cO cristianismo continuar\u00e1 a ser um componente da identidade europeia e esta nada ter\u00e1 a ganhar negando-o\u201d (p. 181).<\/p>\n<p>Deus e a Europa<\/p>\n<p>Jean Boissonnat<\/p>\n<p>Gr\u00e1fica de Coimbra \u2013 2<\/p>\n<p>210x145mm, 190 p\u00e1ginas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-3529","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3529","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3529"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3529\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3529"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3529"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}