{"id":3559,"date":"2009-09-23T09:41:00","date_gmt":"2009-09-23T09:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3559"},"modified":"2009-09-23T09:41:00","modified_gmt":"2009-09-23T09:41:00","slug":"a-diferenca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-diferenca\/","title":{"rendered":"A diferen\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>A diferen\u00e7a! A diferen\u00e7a marcou o discurso do Presidente dos EUA, por ocasi\u00e3o da abertura do ano escolar. Contra todas as expectativas, n\u00e3o foi um discurso sobre te\u00f3ricas pol\u00edticas educativas, n\u00e3o foi a \u201cvenda\u201d de simpatias eleitoralistas, n\u00e3o foi o auto-elogio dos programas propostos ou das ac\u00e7\u00f5es realizadas.<\/p>\n<p>Toda a interven\u00e7\u00e3o \u00e9 dirigida aos alunos. E um veemente apelo \u00e0 responsabilidade pessoal dos mesmos, em ordem ao sucesso educativo, exemplificando com a sua pr\u00f3pria vida e a da esposa e citando casos pr\u00e1ticos de pessoas que venceram, apesar das dificuldades de sa\u00fade, dos problemas familiares, das falhas e erros cometidos.<\/p>\n<p>E, curioso: descendo ao pormenor da fazer sentir quanto, muitas vezes, aquilo que, no imediato, n\u00e3o parece ter utilidade, \u00e9, em verdade, o pressuposto para alcan\u00e7ar os objectivos pretendidos: \u201cPodes ter g\u00e9nio de escritor; mas, se n\u00e3o fizeres aquela ficha de ingl\u00eas, nunca l\u00e1 chegar\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p>Entre n\u00f3s, as preocupa\u00e7\u00f5es foram outras. Proclamar a normalidade na abertura do ano, o n\u00famero das escolas requalificadas, a prepara\u00e7\u00e3o e o refor\u00e7o de or\u00e7amento para enfrentar a gripe H1N1, o recorde de celeridade na coloca\u00e7\u00e3o de professores\u2026 Como se tudo isso valesse algumas coisa com alunos desmotivados, com projectos faci-litistas, com uma cultura de lazer escolar em vez de trabalho escolar.<\/p>\n<p>Num outro pa\u00eds, pude testemunhar, recentemente, a preocupa\u00e7\u00e3o da aluna e dos pais. A aus\u00eancia da escola por tr\u00eas semanas, por justificados motivos familiares, levou a uma combina\u00e7\u00e3o de trabalhos entre a jovem e os professores, para que se n\u00e3o atrasasse em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 turma e pudesse caminhar\u00e3o mesmo n\u00edvel, quando estivesse de regresso. <\/p>\n<p>Um ano n\u00e3o se ganha com maratonas em v\u00e9speras de testes ou de exames, com umas pitadas de \u201ctrabalho\u201d entre avalanches de divertimento, com desregramento total de hor\u00e1rios de descanso\u2026 Nem com distribui\u00e7\u00e3o gratuita de tecnologia, que enche os olhos, mas n\u00e3o trabalha sozinha! E pode mesmo tornar-se um subtil instrumento de pregui\u00e7a mental.<\/p>\n<p>Felizmente, tamb\u00e9m h\u00e1 quem se distinga do lado de c\u00e1! Aquela noite estava animada. Mas os pequenos j\u00e1 sentiam o peso do hor\u00e1rio &#8211; da escola e do descanso. E, c\u00famplices com a m\u00e3e, afastaram-se no tempo oportuno. Marcaram, ali mesmo e sem reac\u00e7\u00f5es minimamente negativas, a diferen\u00e7a! E marcam-na ainda com a utiliza\u00e7\u00e3o criteriosa das tecnologias de ponta que o sistema oferece.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A diferen\u00e7a! A diferen\u00e7a marcou o discurso do Presidente dos EUA, por ocasi\u00e3o da abertura do ano escolar. Contra todas as expectativas, n\u00e3o foi um discurso sobre te\u00f3ricas pol\u00edticas educativas, n\u00e3o foi a \u201cvenda\u201d de simpatias eleitoralistas, n\u00e3o foi o auto-elogio dos programas propostos ou das ac\u00e7\u00f5es realizadas. Toda a interven\u00e7\u00e3o \u00e9 dirigida aos alunos. 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