{"id":3611,"date":"2009-09-09T10:00:00","date_gmt":"2009-09-09T10:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3611"},"modified":"2009-09-09T10:00:00","modified_gmt":"2009-09-09T10:00:00","slug":"padre-reaviva-o-dom-que-ha-em-ti","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/padre-reaviva-o-dom-que-ha-em-ti\/","title":{"rendered":"Padre, &#8220;reaviva o dom que h\u00e1 em ti&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es do VI Simp\u00f3sio do Clero de Portugal apelam a uma cultura de forma\u00e7\u00e3o na Igreja<\/p>\n<p>Conclui-se na passada sexta-feira, 4 de Setembro, em F\u00e1tima, o VI Simp\u00f3sio do Clero de Portugal, subordinado ao tema \u201cReaviva o dom que h\u00e1 em ti\u201d. Mais de 800 padres, alguns di\u00e1conos e os seus bispos viveram estes quatro dias entre confer\u00eancias, tempos de ora\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, momentos de reflex\u00e3o, de partilha e de conv\u00edvio.<\/p>\n<p>\u201cFoi uma aut\u00eantica experi\u00eancia de comunh\u00e3o eclesial e de fraternidade sacerdotal\u201d, refere a organiza\u00e7\u00e3o do evento, em comunicado.<\/p>\n<p>No documento conclusivo do Simp\u00f3sio pede-se que \u201cse crie uma cultura de forma\u00e7\u00e3o permanente na Igreja, pois ainda n\u00e3o existe\u201d. A vida do padre ou \u201c\u00e9 forma\u00e7\u00e3o permanente, ou \u00e9 frustra\u00e7\u00e3o permanente, repetitividade, desleixo geral, in\u00e9rcia, apatia, perda de credibilidade, inefic\u00e1cia apost\u00f3lica\u201d.<\/p>\n<p>De 1 a 4 de Setembro, os participantes tiveram oportunidade de ouvir v\u00e1rios oradores que colocaram a t\u00f3nica na identidade sacerdotal. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o nos semin\u00e1rios, faz-se refer\u00eancia a uma \u201caten\u00e7\u00e3o cuidada aos v\u00e1rios programas de forma\u00e7\u00e3o dos semin\u00e1rios\u201d. S\u00f3 assim os padres poder\u00e3o optar \u201cpelo modelo de integra\u00e7\u00e3o, polarizado no dinamismo da Cruz como \u00edcone do Mist\u00e9rio Pascal, onde o amor entregado nos convida incessantemente, iluminando-nos e aquecendo-nos, a recebermos agradecidos o dom que a vida sacerdotal \u00e9, e a oferecermo-la alegremente como dom\u201d.<\/p>\n<p>Os caminhos a percorrer para que a Igreja responda aos novos desafios do mundo de hoje \u201cn\u00e3o est\u00e3o ainda bem definidos e tra\u00e7ados\u201d. O texto aponta pistas: \u201cTemos de utilizar a lucidez na an\u00e1lise do que se apresenta, e a paci\u00eancia misericordiosa para enfrentar as incompreens\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>Como as pessoas \u201cn\u00e3o se seduzem nem se cativam verdadeiramente com a acomoda\u00e7\u00e3o do Evangelho aos seus desejos e gostos pessoais\u201d, as conclus\u00f5es deste simp\u00f3sio sublinham que \u201cs\u00f3 quando o sacerdote se deixou, primeiro, seduzir no encontro pessoal com Cristo, poder\u00e1 falar de tal maneira que as pessoas o descobrem possu\u00eddo de uma luz e beleza que ele mesmo desconhece.\u201d<\/p>\n<p>Ao padre, hoje, s\u00e3o lan\u00e7ados in\u00fameros desafios e as res-postas n\u00e3o podem ser mais \u201caquelas que sempre se deram, ou porventura, aquelas que o tempo de hoje n\u00e3o necessita\u201d. Para al\u00e9m de cataloga\u00e7\u00f5es sociais entre conservadores ou progressistas, \u201cassumiu-se que \u00e9 necess\u00e1rio revisitar o Conc\u00edlio Vaticano II e o Magist\u00e9rio posterior, num esfor\u00e7o de caminhos de comunh\u00e3o e leitura dos \u2018sinais dos tempos\u2019\u201d.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Filipe Santos<\/p>\n<p>FOI DITO NO SIMP\u00d3SIO<\/p>\n<p>Esperan\u00e7a no futuro<\/p>\n<p>Quando nos colocamos diante de Deus e nos deixamos modelar espiritualmente pela presen\u00e7a activa e contemplativa da sua gra\u00e7a; quando olhamos o caminho percorrido, mesmo que muitas vezes seja sofrido e desgastante; quando procuramos for\u00e7as para o caminho que se desenha no horizonte; quando fazemos mem\u00f3ria viva de tantas vidas de sacerdotes cujos tra\u00e7os de d\u00e1diva em n\u00f3s cinzelaram marcas de fidelidade e de b\u00ean\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 lugar para a exalta\u00e7\u00e3o mas nascem espa\u00e7os de encanto, de alegria e de esperan\u00e7a no futuro.<\/p>\n<p>D. Ant\u00f3nio Francisco, Bispo de Aveiro e presidente da Comiss\u00e3o Episcopal Voca\u00e7\u00f5es e Minist\u00e9rios<\/p>\n<p>Levantar os outros<\/p>\n<p>A sociedade tem \u201ctend\u00eancia a ser totalit\u00e1ria\u201d, as pessoas necessitam de \u201cboas imagens\u201d. (\u2026) \u201cNo altar, o sacerdote deve transmitir imagens positivas\u201d.  \u201cLevantar os outros \u00e9 uma imagem bonita para a nossa sociedade [e miss\u00e3o para os sacerdotes]\u201d.  \u201cVale a pena ser sacerdote para ajudar os outros\u201d. <\/p>\n<p>Os sacerdotes \u201cn\u00e3o devem fugir do medo, mas senti-lo porque s\u00f3 assim se consegue transmitir a mensagem da Boa Nova\u201d. \u201c\u00c9 importante assumir as fraquezas e sermos humildes\u201d.<\/p>\n<p>Anselmo Grun, monge beneditino alem\u00e3o<\/p>\n<p>Gestores ou pastores?<\/p>\n<p>\u201cEnquanto houver alguns, bispos e padres, que se consideram com o direito de decidir pela sua cabe\u00e7a, os caminhos de pastoral, o sentido da exist\u00eancia moral, a maneira de celebrar, estamos a fragilizar a proposta crist\u00e3, num mundo que saber\u00e1 aproveitar, com os seus crit\u00e9rios, as nossas divis\u00f5es. A Igreja \u00e9 hoje um todo global, perante um mundo globalizado\u201d.<\/p>\n<p>O padre \u201c\u00e9 chamado a p\u00f4r-se totalmente ao servi\u00e7o da edifica\u00e7\u00e3o da Igreja, com tudo o que \u00e9 e tudo o que tem\u201d. Esta radicalidade do servi\u00e7o \u201c\u00e9 a mais bela realiza\u00e7\u00e3o da liberdade; \u00e9 a dimens\u00e3o em que o sacerdote se humaniza, exercendo o seu minist\u00e9rio, porque viver a vida como um dom, a Deus e aos irm\u00e3os, \u00e9 a mais perfeita realiza\u00e7\u00e3o do ideal humano, num mundo retalhado de ego\u00edsmos e busca dos pr\u00f3prios interesses\u201d. <\/p>\n<p>H\u00e1 padres que s\u00e3o \u201cgenerosos no trabalho, desmultiplicam-se em actividades, como diz o povo, \u00abtrabalham que nem mouros\u00bb, mas permanecem egoc\u00eantricos quando reivindicam autonomia de crit\u00e9rios, na gest\u00e3o dos afectos, no estabelecer de prioridades, na atitude perante os bens materiais\u201d. \u201cMuitas vezes o \u00abpastor\u00bb assemelha-se mais a um \u201cgestor de empresas\u201d, do que ao pastor que conhece as pessoas, com os seus problemas pr\u00f3prios e o seu ritmo de caminhada.<\/p>\n<p>D. Jos\u00e9 Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa<\/p>\n<p>A cultura \u00e9 lugar de miss\u00e3o<\/p>\n<p>\u201cHoje a ac\u00e7\u00e3o do padre j\u00e1 n\u00e3o se prende necessariamente a fronteiras territoriais ou geogr\u00e1ficas, mas \u00e9 preciso entender, por exemplo o mundo da cultura, como um lugar de miss\u00e3o e da\u00ed a necessidade muito grande de traduzir numa linguagem cultural aquilo que tradicionalmente designamos como servi\u00e7o pastoral\u201d<\/p>\n<p>P.e Tolentino Mendon\u00e7a, padre<\/p>\n<p>Pastores e guias<\/p>\n<p>A cultura actual \u201cpromove uma descristianiza\u00e7\u00e3o, por demais vis\u00edvel, na maioria dos pa\u00edses crist\u00e3os, especialmente no Ocidente\u201d. Mas \u201cn\u00e3o devemos nem desencorajar-nos nem ter medo da sociedade actual nem, simplesmente, conden\u00e1-la\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio \u201cvoltar sempre \u00e0 identidade que Cristo instituiu: ser pastor e guiar a comunidade\u201d. Esta \u00e9 uma tarefa urgente que \u201cos \u00faltimos papas n\u00e3o se cansaram de insistir\u201d. \u201cExiste um novo paganismo e n\u00e3o \u00e9 suficiente que n\u00f3s procuremos manter o rebanho j\u00e1 existente\u201d (\u2026) \u201cN\u00e3o podemos limitar-nos a atender e evangelizar as pessoas que nos procuram na Igreja e na casa can\u00f3nica\u201d.<\/p>\n<p>Cardeal Hummes, prefeito da Congrega\u00e7\u00e3o para o Clero<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conclus\u00f5es do VI Simp\u00f3sio do Clero de Portugal apelam a uma cultura de forma\u00e7\u00e3o na Igreja Conclui-se na passada sexta-feira, 4 de Setembro, em F\u00e1tima, o VI Simp\u00f3sio do Clero de Portugal, subordinado ao tema \u201cReaviva o dom que h\u00e1 em ti\u201d. 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