{"id":3612,"date":"2009-09-09T10:25:00","date_gmt":"2009-09-09T10:25:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3612"},"modified":"2009-09-09T10:25:00","modified_gmt":"2009-09-09T10:25:00","slug":"a-resposta-que-vale-mais-do-que-um-milhao-de-euros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-resposta-que-vale-mais-do-que-um-milhao-de-euros\/","title":{"rendered":"A resposta que vale mais do que um milh\u00e3o de euros"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM<\/p>\n<p>Leituras: Is 50, 5-9; Sl 114 (116), 1-2.3-4.5-6.8-9; Tg 2, 14-18; Mc 8, 27-35<\/p>\n<p>\u00abTu \u00e9s o Messias\u00bb (Mc 8,29).<\/p>\n<p>Os americanos t\u00eam a \u201cone million dollar question\u201d, a pergunta que vale um milh\u00e3o de d\u00f3lares. A express\u00e3o tem origem nos concursos televisivos, mas \u00e9 usada em muitos outros contextos. Os bons entrevistadores t\u00eam sempre uma \u201cone million question\u201d para tramar ou fazer brilhar os entrevistados. Os professores usam-na nos exames para destrin\u00e7ar os bons alunos dos excelentes. No fundo, qualquer pessoa que queira distinguir-se nas suas fun\u00e7\u00f5es tem de arranjar uma \u201cone million question\u201d e dar-lhe uma resposta \u00e0 altura.<\/p>\n<p>Jesus n\u00e3o tinha uma \u201cone million question\u201d. Tinha muitas: Quem est\u00e1 na face da moeda? Quem n\u00e3o tem pecados? Se um homem tem cem ovelhas e perde uma, n\u00e3o vai \u00e0 procura dela? O que vale mais, o que entra no homem ou o que sai do seu cora\u00e7\u00e3o? O que aproveita ao homem ganhar o mundo, se perde a alma?&#8230;<\/p>\n<p>Fazer boas perguntas \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil como dar boas respostas. E, frequentemente, \u00e9 o caminho mais apelativo para a descobrir a verdade ou provocar uma mudan\u00e7a de atitude. Jesus sabia fazer boas perguntas.<\/p>\n<p>Antes da \u201cone million question\u201d, no Evangelho deste domingo, Jesus fez uma outra que hoje poderia ser respondida com uma sondagem, um inqu\u00e9rito ou uma abordagem na rua, como este jornal costuma fazer: \u201cQuem dizem os homens que \u00e9 Jesus de Nazar\u00e9?\u201d A pergunta \u00e9 interessante, mas a resposta n\u00e3o mexe connosco. O que os outros dizem pode ser ou n\u00e3o o que eu penso. Hoje, um inqu\u00e9rito \u00e0 popula\u00e7\u00e3o diria que Jesus \u00e9 uma personagem da hist\u00f3ria, o fundador do cristianismo, um l\u00edder religioso. Para alguns, menos informados (porque j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 sensato duvidar da exist\u00eancia hist\u00f3ria de Jesus), ser\u00e1 um mito; para outros, um fil\u00f3sofo, para muitos, \u201cum amigo\u201d, para alguns, o Salvador\u2026 A \u201cone million question\u201d, a que faz tremer o interlocutor, \u00e9 aquela cuja resposta implica quem a d\u00e1: \u201cE tu, o dizes que Eu sou?\u201d Nenhuma pergunta questiona tanto cada um de n\u00f3s e a pr\u00f3pria humanidade em geral como esta. Se eu sei que ele diz que \u00e9 \u201ca Ressurrei\u00e7\u00e3o e a Vida\u201d, \u201co Caminho, a Verdade e da Vida\u201d, \u201ca Porta\u201d, \u201co P\u00e3o da Vida\u201d, \u201ca \u00c1gua viva\u201d, e digo que ele \u00e9 apenas uma personagem hist\u00f3ria, ou mesmo \u201cum amigo\u201d, das duas uma: ou n\u00e3o o levo a s\u00e9rio ou n\u00e3o me levo a mim a s\u00e9rio. Porque Ele \u00e9 mais do que isso. Mas se dou a resposta certa e n\u00e3o me implico nela, o cheque do milh\u00e3o vem com os n\u00fameros certos, mas \u00e9 careca. \u00c9 s\u00f3 fachada.<\/p>\n<p>Podemos imaginar que quando Jesus fez a pergunta \u00abE v\u00f3s, quem dizeis que Eu sou?\u00bb os ap\u00f3stolos olham uns para os outros e a seguir para Pedro, para que este responda. Se ele \u00e9 o l\u00edder dos ap\u00f3stolos, a ele compete dar a resposta. E saiu-se bem, embora n\u00e3o compreendesse o alcance efectivo da resposta: a seguir, repreendeu Jesus.<\/p>\n<p>A pergunta, que no Evangelho serve de pretexto para anunciar a Paix\u00e3o de Jesus, exige hoje e em cada \u00e9poca da hist\u00f3ria, uma resposta pessoal e intransmiss\u00edvel. Agora j\u00e1 ningu\u00e9m pode d\u00e1-la pelo outro, embora possa ajud\u00e1-lo na busca da resposta. E n\u00e3o adianta muito copiar a resposta de Pedro. Temos, contudo, uma vantagem sobre o chefe dos ap\u00f3stolos. Conhecemos o desfecho da hist\u00f3ria. Podemos evitar repreender o Mestre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-3612","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3612","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3612"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3612\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}