{"id":3687,"date":"2009-09-16T11:56:00","date_gmt":"2009-09-16T11:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3687"},"modified":"2009-09-16T11:56:00","modified_gmt":"2009-09-16T11:56:00","slug":"uma-enciclica-incompleta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/uma-enciclica-incompleta\/","title":{"rendered":"Uma enc\u00edclica incompleta?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Cada nova enc\u00edclica social traz um novo contributo para a doutrina social da Igreja; nenhuma \u00e9 completa, embora todas se insiram num processo que tende para isso. Olhando a esta luz para enc\u00edclica de Bento XVI, \u00abCaritas in Veritate\u00bb, talvez se possa afirmar que, al\u00e9m do mais, ela n\u00e3o se ocupa, detidamente, de quatro grandes temas actuais: a empresa; o di\u00e1logo social; a configura\u00e7\u00e3o do sistema econ\u00f3mico; e o compromisso social dos cat\u00f3licos. <\/p>\n<p>Acerca da empresa, colocam-se-nos duas quest\u00f5es fundamentais: Sua ess\u00eancia est\u00e1 na rela\u00e7\u00e3o entre o empregador e os trabalhadores, ou na luta ancestral pela subsist\u00eancia, pela realiza\u00e7\u00e3o pessoal e pelo bem comum? Como conciliar a sua responsabilidade social com o risco de inviabilidade econ\u00f3mica?<\/p>\n<p>O di\u00e1logo social  constitui o dinamismo por excel\u00eancia das rela\u00e7\u00f5es laborais. Ele suscita hoje quest\u00f5es muito dif\u00edceis, como por exemplo a do  posicionamento recomend\u00e1vel dos \u00abparceiros\u00bb: Recomenda-se a simples co-exist\u00eancia? O entendimento t\u00e1ctico? A parceria? A  coopera\u00e7\u00e3o?&#8230; Nos n\u00bas. 81-85  da enc\u00edclica de Paulo VI, \u00abEcclesiam Suam\u00bb, 1964, figuram linhas de orienta\u00e7\u00e3o preciosas para o di\u00e1logo. Muito se lucraria se essas propostas fossem adaptadas \u00e0s rela\u00e7\u00f5es laborais; mais se lucraria ainda se fossem complementadas com as exig\u00eancias espec\u00edficas do di\u00e1logo social, da negocia\u00e7\u00e3o colectiva e da concerta\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Quanto ao sistema econ\u00f3mico, sabe-se que a doutrina social da Igreja n\u00e3o se reduz, nem d\u00e1 cobertura, a nenhum dos existentes, e n\u00e3o prop\u00f5e um outro. Por\u00e9m, sobretudo a partir de Jo\u00e3o XXIII, nos n\u00bas. 59-67 da \u00abMater et Magistra\u00bb, 1961, surgiram contributos de enorme valia para a configura\u00e7\u00e3o recomend\u00e1vel desse sistema. Hoje, nota-se a falta de um aprofundamento actualizado que esteja, para os nossos dias, como esteve a \u00abMater et Magistra\u00bb para o seu tempo.<\/p>\n<p>Relativamente ao compromisso social dos cat\u00f3licos, acham-se em aberto as quest\u00f5es relativas a: di\u00e1logo social no interior da Igreja; apoio intra-eclesial \u00e0 participa\u00e7\u00e3o no di\u00e1logo social, dentro das \u00abrealidades terrestres\u00bb; movimentos sociais crist\u00e3os para interven\u00e7\u00f5es na esfera sociopol\u00edtica, sem preju\u00edzo do respeito pelo pluralismo&#8230;<\/p>\n<p>Este vasto mundo de quest\u00f5es, apenas exemplificadas, deixa patente a insufici\u00eancia do pensamento social cat\u00f3lico, sobretudo laical. Na medida em que este \u00faltimo se clarifique e aprofunde, ficar\u00e3o esbo\u00e7adas novas linhas doutrin\u00e1rias, que poder\u00e3o ser consagradas atrav\u00e9s de novas enc\u00edclicas sociais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-3687","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3687","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3687"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3687\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}