{"id":3688,"date":"2009-09-16T11:58:00","date_gmt":"2009-09-16T11:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3688"},"modified":"2009-09-16T11:58:00","modified_gmt":"2009-09-16T11:58:00","slug":"patria-ze-povinho-e-subsidio-depedencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/patria-ze-povinho-e-subsidio-depedencias\/","title":{"rendered":"P\u00e1tria, Z\u00e9 Povinho e Subs\u00eddio-deped\u00eancias"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> As duas refer\u00eancias que encimam este apontamento s\u00e3o sobejamente conhecidas e, pelo que \u00e9 facilmente verific\u00e1vel, est\u00e3o muito bem inculturadas nos conceitos e  pr\u00e1ticas portuguesas, quer locais quer nacionais.<\/p>\n<p>Recorrendo ao que circula pelo mundo\u2026<\/p>\n<p>Este jeito peculiar vem, pelas \u201ccr\u00f3nicas\u201d, desde tempos de antanho!?<\/p>\n<p>Portugal \u00e9 reconhecido como na\u00e7\u00e3o num gesto que nos definir\u00e1 como povo.<\/p>\n<p>Em 1128, as tropas de Teresa de Le\u00e3o e Fern\u00e3o Peres de Trava defrontaram-se com as de Afonso Henriques na batalha de S\u00e3o Mamede, tendo as tropas do infante sa\u00eddo vitoriosas \u2013 o que consagrou a sua autoridade no territ\u00f3rio portucalense, levando-o a assumir o governo do condado. Consciente da import\u00e2ncia das for\u00e7as que amea\u00e7avam o seu poder, concentrou os seus esfor\u00e7os em negocia\u00e7\u00f5es junto da Santa S\u00e9 com um duplo objectivo: alcan\u00e7ar a plena autonomia da Igreja portuguesa e obter o reconhecimento do Reino. O que ser\u00e1 alcan\u00e7ado com a \u201cManifestis probatum\u201d, bula emitida pelo Papa Alexandre III, em 1179, que declara o Condado Portucalense independente do Reino de Le\u00e3o e Afonso Henriques o seu rei.<\/p>\n<p>Emancipado da m\u00e3e, o Rei Fundador (o Conquistador, de seu cognome) estende a m\u00e3o a Roma a troco de quatro on\u00e7as de ouro (uma on\u00e7a equivale aproximadamente a 28 gramas). Mas como n\u00e3o ia l\u00e1 com quatro, comprome-teu-se a entregar anualmente 16 on\u00e7as de ouro.<\/p>\n<p>Saltando para o bordalense Z\u00e9 Povinho\u2026<\/p>\n<p>\u00c9 a personagem de cr\u00edtica social, criada por Rafael Bordalo Pinheiro e adoptada como personifica\u00e7\u00e3o nacional portuguesa. \u00c9 tamb\u00e9m conhecido como Jo\u00e3o B\u00edtor, grande amante de binho e xixas.<\/p>\n<p>Apareceu pela primeira vez no 5.\u00ba exemplar d\u2019A Lanterna M\u00e1gica a 12 de Junho de 1875, num desenho alusivo aos impostos, onde se representava Fontes Pereira de Melo vestido de S.to Ant\u00f3nio com o \u201cmenino\u201d D. Lu\u00eds I ao colo, enquanto Serpa Pimentel (Ministro da Fazenda) sacava o dinheiro do Z\u00e9, que permanecia boquiaberto a co\u00e7ar a cabe\u00e7a vestido com um fato rural gasto e roto. Ao lado, o comandante da Guarda Municipal, observa de chicote na m\u00e3o, para prevenir uma eventual resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Nos n\u00fameros seguintes, o Z\u00e9 Povinho continuou a surgir de boca aberta e a n\u00e3o intervir, resignado perante a corrup\u00e7\u00e3o e a injusti\u00e7a, ajoelhado pela carga dos impostos e ignorante das grandes quest\u00f5es. O pr\u00f3prio Raphael Bordallo-Pinheiro diz: \u201cO Z\u00e9 Povinho olha para um lado e para o outro e&#8230; fica como sempre&#8230; na mesma\u201d.<\/p>\n<p>Um salto mais e estaremos na Gripe A e nos recursos para a erradicar\u2026 fica para a semana.<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230;pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-3688","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3688","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3688"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3688\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3688"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3688"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3688"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}