{"id":3722,"date":"2009-09-23T10:33:00","date_gmt":"2009-09-23T10:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3722"},"modified":"2009-09-23T10:33:00","modified_gmt":"2009-09-23T10:33:00","slug":"gabinetes-de-imprensa-na-igreja-sao-necessidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/gabinetes-de-imprensa-na-igreja-sao-necessidade\/","title":{"rendered":"Gabinetes de imprensa na Igreja s\u00e3o necessidade"},"content":{"rendered":"<p>\u201cGabinetes de Imprensa na Igreja: luxo ou necessidade?\u201d Este tema esteve em debate nas Jornadas Nacionais das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, que todos os anos re\u00fanem em F\u00e1tima respons\u00e1veis eclesiais pela comunica\u00e7\u00e3o e jornalistas que se dedicam \u00e0 religi\u00e3o nos diversos meios, muitos deles n\u00e3o ligados \u00e0 Igreja.<\/p>\n<p>Em nenhum momento foi tido que os gabinetes de imprensa (GI) s\u00e3o um luxo. Quase todos os especialistas convidados para este encontro que decorreu nos dias 10 e 11 de Setembro, a come\u00e7ar pelo P.e Federico Lombardi, porta-voz do Papa, real\u00e7aram que \u00e9 uma necessidade. A Igreja n\u00e3o existe sem comunica\u00e7\u00e3o. Os GI s\u00e3o um elo imprescind\u00edvel entre a institui\u00e7\u00e3o e os \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social. Os GI fazem um caminho de duplo sentido: levam a Igreja e os seus respons\u00e1veis aos meios de comunica\u00e7\u00e3o e ajudam os profissionais da comunica\u00e7\u00e3o no relacionamento com os respons\u00e1veis e as institui\u00e7\u00f5es da Igreja.<\/p>\n<p>D. Manuel Clemente, bispo do Porto e presidente da Comiss\u00e3o Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, abriu os trabalhos notando que no nosso tempo a comunica\u00e7\u00e3o deixou de ser instrumental para ser ambiental. \u201cEste tempo s\u00f3 pode ser vivido em termos de comunica\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cO que aparece \u00e9\u201d. \u201cViver \u00e9 conviver. A realidade \u00e9 comunicacional\u201d.<\/p>\n<p>A aten\u00e7\u00e3o da Igreja \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma realidade que se imp\u00f5e de fora, \u201cpela exig\u00eancia dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social\u201d, mas de dentro, pela \u201cexig\u00eancia da comunh\u00e3o\u201d. \u201cComo lembrou Bento XVI \u2013 disse o bispo do Porto \u2013, Deus \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o\/comunh\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Textos de Jorge Pires Ferreira<\/p>\n<p>Porta-voz do Papa<\/p>\n<p>O padre jesu\u00edta Federico Lombardi, director de programas da R\u00e1dio e Centro Televisivo do Vaticano, \u00e9 o porta-voz do Papa desde 2006.<\/p>\n<p>Antes das jornadas de F\u00e1tima propriamente ditas, afirmou num encontro com jornalistas que Bento XVI foi convidado para visitar o Santu\u00e1rio, que o Papa \u201csabe perfeitamente o que \u00e9 F\u00e1tima para o mundo cat\u00f3lico\u201d, que \u201ccertamente deseja vir a F\u00e1tima\u201d, mas que n\u00e3o lhe compete a ele, porta-voz, anunciar ou divulgar as visitas papais.<\/p>\n<p>Sobre a sua escolha para porta-voz, ou chefe do gabinete de imprensa da Santa S\u00e9, P.e Lombardi afirmou: \u201cAceitei-a com surpresa. Como a expliquei a mim mesmo? Creio que foi uma escolha de facilidade. Fui considerado um candidato com conhecimento profundo da realidade do Vaticano e do di\u00e1logo com os superiores da Igreja, com experi\u00eancia na comunica\u00e7\u00e3o na R\u00e1dio e no Centro Televisivo. Penso que ofere\u00e7o suficiente seguran\u00e7a e tranquilidade \u00e0s pessoas que me nomearam\u201d.<\/p>\n<p>Federico Lombardi considerou especialmente relevante a ida do Papa \u00e0 Terra Santa, mas pede que n\u00e3o se esperem resultados imediatos de tal acto. \u201cO Papa \u00e9 um profeta desarmado. A Igreja n\u00e3o entra nas negocia\u00e7\u00f5es [Israel\/Palestina]. N\u00e3o manda em pol\u00edticos, mas afirma os princ\u00edpios, deixa uma mensagem de paz com muito equil\u00edbrio\u201d.<\/p>\n<p>Amargura de Bento XVI<\/p>\n<p>Sobre as rela\u00e7\u00f5es por vezes complicadas do actual pontificado com a imprensa mundial, o porta-voz do Vaticano sublinhou que \u00e9 preciso esperar para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o correcta e lembrou que no in\u00edcio do pontificado de Jo\u00e3o Paulo II a imprensa, pelo menos em It\u00e1lia fortemente marcada pela esquerda, n\u00e3o lhe era t\u00e3o simp\u00e1tica como no final. Notou, por outro lado, que em Fran\u00e7a, pa\u00eds tradicionalmente laico e anticlerical, e nos EUA, principalmente durante a visita de 2008, a imprensa acolheu muito bem o Papa Ratzinger. Referiu, contudo, um caso que provocou \u201camargura\u201d em Bento XVI: o que se disse a prop\u00f3sito da tentativa de reintegra\u00e7\u00e3o dos lefebvrianos (tradicionalistas), entre os quais estava o bispo Richard Williamson, que chegou a negar o Holocausto. O Papa foi injustamente tomado como anti-semita, quando \u201cdedicou tanto do seu tempo e da sua reflex\u00e3o como te\u00f3logo ao di\u00e1logo entre crist\u00e3os e judeus\u201d e j\u00e1 assumira diversos gestos de aproxima\u00e7\u00e3o como Papa. \u201cChegou o bispo Williamson e tudo desapareceu\u201d, rematou Federico Lombardi.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cGabinetes de Imprensa na Igreja: luxo ou necessidade?\u201d Este tema esteve em debate nas Jornadas Nacionais das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, que todos os anos re\u00fanem em F\u00e1tima respons\u00e1veis eclesiais pela comunica\u00e7\u00e3o e jornalistas que se dedicam \u00e0 religi\u00e3o nos diversos meios, muitos deles n\u00e3o ligados \u00e0 Igreja. 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