{"id":3741,"date":"2009-09-23T10:34:00","date_gmt":"2009-09-23T10:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3741"},"modified":"2009-09-23T10:34:00","modified_gmt":"2009-09-23T10:34:00","slug":"caracteristicas-dos-gabinetes-de-imprensa-eclesiais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/caracteristicas-dos-gabinetes-de-imprensa-eclesiais\/","title":{"rendered":"Caracter\u00edsticas dos gabinetes de imprensa eclesiais"},"content":{"rendered":"<p>O P.e Lombardi, porta-voz do Vaticano, descreveu o trabalho e a necessidade dos gabinetes de imprensa na Igreja em dez pontos.<\/p>\n<p>1. Os gabinetes de imprensa (GI), constitu\u00eddos por crentes e crist\u00e3os, s\u00e3o um servi\u00e7o \u00e0 Igreja. \u201cS\u00e3o instrumentos \u00fateis para o an\u00fancio do Evangelho na comunica\u00e7\u00e3o social, em \u00e2mbitos bastantes superiores aos nossos contactos pessoais\u201d.<\/p>\n<p>2. O servi\u00e7o dos GI insere-se na comunidade que \u00e9 a Igreja. \u00c9 encarnado por pessoas concretas que se encarregam de a representar. \u201cPedem que falemos em nome de algu\u00e9m e n\u00e3o em nome pessoal\u201d. \u201cAproximamos a pessoa\/institui\u00e7\u00e3o que representamos ao mundo da comunica\u00e7\u00e3o social\u201d. \u201cA prioridade est\u00e1 em quem servimos\u201d.<\/p>\n<p>3. Os GI s\u00e3o um servi\u00e7o aos profissionais da comunica\u00e7\u00e3o e, por meio deles, ao p\u00fablico. \u201cSomos servidores de colegas servidores\u201d. \u201cTemos de ter uma atitude aberta e positiva, prudente e n\u00e3o ing\u00e9nua\u201d. \u201cN\u00e3o podemos partir do pressuposto de que s\u00e3o mal intencionados\u201d, mas \u201cdamos a cada um uma ajuda para que d\u00eaem passos na direc\u00e7\u00e3o certa\u201d. No entanto, \u201calguns falar\u00e3o sempre mal da Igreja porque s\u00e3o pagos para isso\u201d, por vezes pelo posicionamento editorial do pr\u00f3prio meio de comunica\u00e7\u00e3o. Os profissionais da imprensa devem ser encorajados pelos GI a fazerem o melhor de que s\u00e3o capazes. \u00c9 importante a disponibilidade do GI, o tratamento equitativo (\u201cdar a todos o mesmo texto ao mesmo tempo; \u00e9 importante para manter a autoridade do nosso trabalho\u201d). Os GI podem construir uma \u201ccomunidade de comunicadores com momentos de festa, conv\u00edvio e at\u00e9 de ora\u00e7\u00e3o para os que s\u00e3o crentes\u201d, e propor iniciativas no dia do patrono dos jornalistas e a pretexto da mensagem do Papa para as comunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>4. O trabalho dos GI n\u00e3o parte apenas da institui\u00e7\u00e3o para os m\u00e9dia, mas vai do mundo envolvente para a institui\u00e7\u00e3o. S\u00e3o um servi\u00e7o bi-direccional. Uma \u201cporta aberta de fluxo comunicativo\u201d. Nesta dimens\u00e3o, os GI fazem revistas de imprensa, monitoriza\u00e7\u00e3o da rede, contactos com respons\u00e1veis da comunica\u00e7\u00e3o social\u2026<\/p>\n<p>5. Os GI s\u00e3o servi\u00e7os para uma boa formula\u00e7\u00e3o da resposta da Igreja. \u201cProp\u00f5em ao bispo\/Igreja o momento oportuno para a resposta. Endere\u00e7am \u00e0 autoridade uma sugest\u00e3o de resposta\u201d.<\/p>\n<p>6. Os GI nunca devem deixar de insistir na linguagem simples. Devem mostrar com simplicidade e clareza o n\u00facleo central da comunica\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s de s\u00ednteses, comunicados, frases inspiradoras\u2026 \u201cA simplicidade produz credibilidade e n\u00e3o suspei\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cSe n\u00e3o tiverem respostas seguras, tendem a levantar hip\u00f3teses e a fazer insinua\u00e7\u00f5es\u201d. \u201c\u00c9 melhor sermos n\u00f3s a dar a informa\u00e7\u00e3o do que corrermos atr\u00e1s da informa\u00e7\u00e3o incorrecta\u201d.<\/p>\n<p>7. Este servi\u00e7o tem de ser sempre verdadeiro, mesmo perante perguntas dif\u00edceis. A contradi\u00e7\u00e3o \u00e9 o mal mais grave. \u201cNuma situa\u00e7\u00e3o de crise, nada pior do que pensarmos que podemos emendar a situa\u00e7\u00e3o sem verdade\u201d. \u00c9 preciso \u201cantecipar o problema, reduzir os riscos e estar preparado para o pior\u201d. \u201cA percep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico \u00e9 t\u00e3o ou mais importante do que a realidade dos factos. Se as pessoas pensam que h\u00e1 crise, h\u00e1 mesmo crise\u201d. \u201cAs m\u00e1s not\u00edcias t\u00eam de ser dadas o mais r\u00e1pido poss\u00edvel e de uma s\u00f3 vez\u201d. Por vezes, \u00e9 necess\u00e1rio consultar a assessoria jur\u00eddica para que o que \u00e9 dito n\u00e3o implique judicialmente a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>8. Os GI devem servir a seriedade e o aprofundamento da comunica\u00e7\u00e3o. A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 cada vez mais r\u00e1pida e superficial, mas os GI devem oferecer instrumentos para aprofund\u00e1-la, seja atrav\u00e9s de confer\u00eancias de imprensa, contactos de pessoas competentes, materiais e documentos (mas que n\u00e3o sejam desencorajadores pelo tamanho).<\/p>\n<p>9. Este \u00e9 um servi\u00e7o que n\u00e3o se faz isoladamente mas em comunica\u00e7\u00e3o com outros. Os GI dinamizam o uso dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, encorajam a comunica\u00e7\u00e3o social diocesana, lan\u00e7am novas iniciativas, ajudam os superiores a fazerem uma comunica\u00e7\u00e3o alargada, dedicam recursos econ\u00f3micos e materiais \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de operadores.<\/p>\n<p>10. O discurso da comunica\u00e7\u00e3o para a comunh\u00e3o coloca-se a v\u00e1rios n\u00edveis, mas a comunica\u00e7\u00e3o social \u00e9 a principal via para unir todos os dias a comunidade dos fi\u00e9is no espa\u00e7o mais amplo do mundo. Os GI s\u00e3o um servi\u00e7o imprescind\u00edvel para a comunica\u00e7\u00e3o. S\u00e3o um n\u00f3 central da rede capilarmente difundida pelo mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O P.e Lombardi, porta-voz do Vaticano, descreveu o trabalho e a necessidade dos gabinetes de imprensa na Igreja em dez pontos. 1. 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