{"id":3777,"date":"2009-09-23T11:34:00","date_gmt":"2009-09-23T11:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3777"},"modified":"2009-09-23T11:34:00","modified_gmt":"2009-09-23T11:34:00","slug":"viver-um-cristianismo-com-piada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/viver-um-cristianismo-com-piada\/","title":{"rendered":"Viver um cristianismo com piada"},"content":{"rendered":"<p>Se dissermos que Deus \u00e9 Amor, ningu\u00e9m se espanta. A afirma\u00e7\u00e3o tornou-se at\u00e9 um pouco banal \u00e0 for\u00e7a da repeti\u00e7\u00e3o. Mas se dissermos que Deus \u00e9 Humor, ficamos em estado de alerta, porque nos parece que algu\u00e9m est\u00e1 a tentar entrar, no territ\u00f3rio de Deus, \u201cpela entrada dos fundos\u201d e n\u00e3o pela \u201cporta principal\u201d. A verdade \u00e9 que o Amor n\u00e3o dispensa o Humor.<\/p>\n<p>O cristianismo n\u00e3o \u00e9 propriamente conhecido por ser a religi\u00e3o da alegria, e \u00e9 uma pena. \u00abO cristianismo seria muito mais cred\u00edvel se os crist\u00e3os vivessem em alegria\u00bb, escreveu Nietzsche, e n\u00e3o podemos dizer que sem raz\u00e3o. O nosso testemunho fica muitas vezes ref\u00e9m de uma gravitas insonsa. Esquecemos demasiado o Evangelho da alegria que arrisca-se a tornar uma esp\u00e9cie de t\u00f3pico marginal.<\/p>\n<p>Por exemplo, quando citamos uma frase b\u00edblica, raramente ela diz respeito \u00e0 alegria. E, no entanto, a B\u00edblia \u00e9 uma esp\u00e9cie de gram\u00e1tica do Humor de Deus. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, aquela biblioteca t\u00e3o s\u00e9ria \u00e9 tamb\u00e9m hilariante e est\u00e1 cheia de risos, embora esta dimens\u00e3o seja, entre n\u00f3s, escassamente referida. H\u00e1 p\u00e1ginas que constituem um puro alfabeto da Alegria e muitos momentos que s\u00f3 s\u00e3o compreendidos por quem arriscar sorrir. \u00c9 que a Revela\u00e7\u00e3o de Deus propaga-se numa din\u00e2mica que \u00e9 claramente jubilosa. Talvez tenhamos de levar mais a s\u00e9rio o verso brincado que o Salmo 2 nos segreda: \u00abO que habita nos C\u00e9us, sorri\u00bb. Ou perceber que a express\u00e3o crente \u00e9 chamada a desenvolver-se como uma coreografia festiva, \u00e0 maneira do que descreve o Salmo 33: \u00abAlegrai-vos no Senhor, louvai o Senhor com c\u00edtaras e poemas, com a harpa das dez cordas louvai o Senhor; cantai-lhe um c\u00e2ntico novo, tocai e dan\u00e7ai com arte por entre aclama\u00e7\u00f5es\u00bb.<\/p>\n<p>O humor abre espa\u00e7o  nas nossas vidas \u00e0 surpresa. Rimo-nos porque, sem esperarmos, uma palavra cheia de gra\u00e7a vem ao nosso encontro. Na verdade, tamb\u00e9m a F\u00e9 n\u00e3o \u00e9, de todo, uma experi\u00eancia previs\u00edvel, um mapa pr\u00e9vio muito detalhado, mas uma abertura  ao inesperado de Deus  que nos convoca&#8230;   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se dissermos que Deus \u00e9 Amor, ningu\u00e9m se espanta. A afirma\u00e7\u00e3o tornou-se at\u00e9 um pouco banal \u00e0 for\u00e7a da repeti\u00e7\u00e3o. Mas se dissermos que Deus \u00e9 Humor, ficamos em estado de alerta, porque nos parece que algu\u00e9m est\u00e1 a tentar entrar, no territ\u00f3rio de Deus, \u201cpela entrada dos fundos\u201d e n\u00e3o pela \u201cporta principal\u201d. A [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-3777","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3777","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3777"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3777\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3777"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3777"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3777"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}