{"id":3835,"date":"2009-09-30T12:00:00","date_gmt":"2009-09-30T12:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3835"},"modified":"2009-09-30T12:00:00","modified_gmt":"2009-09-30T12:00:00","slug":"solidao-moi-e-mata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/solidao-moi-e-mata\/","title":{"rendered":"Solid\u00e3o: m\u00f3i e mata"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra <!--more--> Domingo XXVII do Tempo Comum<\/p>\n<p>Gen 2,18-24; Sl 127,1-2.3.4-6; Hebr 2,9-11; Mc 10,2-16 ou Mc 10,2-12<\/p>\n<p>Os textos que a Igreja nos prop\u00f5e neste domingo falam da rela\u00e7\u00e3o homem-mulher (1.\u00aa leitura e evangelho), que, para a maior parte da humanidade, \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o fundamental. Para absorver mais a mensagem destas leituras seriam importantes duas coisas: saber um pouco de hebraico (ver\u00edamos ent\u00e3o alguns jogos de linguagem, como o que relaciona as palavras \u201chomem\u201d e \u201cmulher\u201d; e notar\u00edamos que o homem ao ver a mulher fala em verso \u2013 torna-se poeta); e notar que entre a cultura dos tempos b\u00edblicos e a de hoje h\u00e1 continuidade e diferen\u00e7a. Mas a Palavra de Deus mostra igualmente o seu valor em interpreta\u00e7\u00f5es com menor bagagem cultural. Essa \u00e9 uma das vantagens e caracter\u00edsticas da palavra inspirada. D\u00e1-se a todos os que lhe abrem o cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Continuidade: naquele tempo, como hoje, a rela\u00e7\u00e3o homem-mulher continua a ser fundamental. A solid\u00e3o, quando n\u00e3o \u00e9 desejada e n\u00e3o se lhe d\u00e1 um sentido, continua a ser prejudicial. Raramente \u00e9 bom que o homem ou a mulher estejam s\u00f3s. A solid\u00e3o s\u00f3 \u00e9 boa para criar fantasmas. Mais continuidade: a mulher era o elo mais fraco, tal como hoje. O div\u00f3rcio significava que a mulher iria cair na pobreza.<\/p>\n<p>Diferen\u00e7a: no tempo de Jesus, os jovens primeiro casavam-se (por vontade dos pais, do cl\u00e3, da tribo) e s\u00f3 depois vinha o amor. O amor era uma constru\u00e7\u00e3o, um caminho. Hoje, primeiro vem o amor (sem imposi\u00e7\u00e3o dos pais) e s\u00f3 depois surge o casamento. O amor-paix\u00e3o \u00e9 considerado um achado, um ponto de partida ou uma meta sem caminho, e \u00e9, com frequ\u00eancia, origem de muitos equ\u00edvocos, at\u00e9 porque, para a Igreja, para haver casamento \u00e9 preciso haver vontade dos que se casam (n\u00e3o se pergunta pelo amor), quando a mentalidade reinante diz que basta haver amor (e por isso, sem amor, tem dificuldade em conceber que duas pessoas continuem casadas).<\/p>\n<p>Nestes tempos confusos, como nos ilumina a palavra de Deus?<\/p>\n<p>Primeiro, com a afirma\u00e7\u00e3o que alguns dizem ser uma das cinco mais importantes da B\u00edblia (adaptamo-la): \u201cN\u00e3o \u00e9 bom que o ser humano esteja\u201d. Para o homem existe a mulher. E vice-versa. E, num sentido mais lato, para a humanidade existe Deus. N\u00e3o \u00e9 bom que a humanidade esteja s\u00f3. E n\u00e3o est\u00e1. Tem Deus. E tem o Filho de Deus. E a M\u00e3e de Deus.<\/p>\n<p>Esta maldade da solid\u00e3o \u00e9 hoje um apelo \u00e0 ac\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os. H\u00e1 muitas pessoas que est\u00e3o s\u00f3s. E n\u00e3o \u00e9 por op\u00e7\u00e3o. A solid\u00e3o dos idosos \u00e9 um drama de dores insuport\u00e1veis, uma injusti\u00e7a que muitos filhos cometem. Podem ter \u00e1libis (o trabalho, a falta de espa\u00e7o na casa\u2026), mas nunca teriam justifica\u00e7\u00e3o se tivessem sensibilidade. Para os crist\u00e3os, consolar algu\u00e9m em solid\u00e3o ser\u00e1 sempre uma obra de miseric\u00f3rdia. E n\u00e3o custa dinheiro.<\/p>\n<p>Segundo, apontando para o ideal do princ\u00edpio da cria\u00e7\u00e3o: \u201cOs dois ser\u00e3o uma s\u00f3 carne\u201d. Qualquer par humano que decide partilhar a vida est\u00e1, seja qual for a \u00e9poca hist\u00f3rica, basicamente como Ad\u00e3o e Eva: no in\u00edcio de uma nova humanidade. Se o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o se tornar duro (\u00e9 essa a cr\u00edtica de Jesus aos disc\u00edpulos), a hist\u00f3ria ser\u00e1 admir\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52],"tags":[],"class_list":["post-3835","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espiritualidade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3835","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3835"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3835\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3835"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3835"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}