{"id":3913,"date":"2009-10-07T10:20:00","date_gmt":"2009-10-07T10:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3913"},"modified":"2009-10-07T10:20:00","modified_gmt":"2009-10-07T10:20:00","slug":"do-outro-lado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/do-outro-lado\/","title":{"rendered":"Do outro lado"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Aproxima-se mais um acto eleitoral.<\/p>\n<p>Cada um de n\u00f3s j\u00e1 ter\u00e1 vivido, com maior ou menor intensidade e dedica\u00e7\u00e3o, estes momentos de decis\u00e3o. Provavelmente, nada se compara ao experimentado ap\u00f3s o 25 de Abril, por quem viveu os dois lados da \u201cfronteira\u201d.<\/p>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o e o entusiasmo pouco esclarecido foram superados pela vontade de participar, de decidir, de ter palavra em qualquer coisa que estava propalado como importante para o futuro comum.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio, por\u00e9m, enfatizar o pouco esclarecimento de ent\u00e3o. A mudan\u00e7a de regime, recorrendo a uma pr\u00e9-ideia que ter\u00e1, porventura, uma interpreta\u00e7\u00e3o bastante amb\u00edgua, foi isso mesmo: mudan\u00e7a. E a ambiguidade, no pouco esclarecido, est\u00e1 nas perspectivas novas, que se abriram por altura de Abril. E no turbilh\u00e3o de todos irem. Porque muitos ter\u00e3o ido dado que os outros tamb\u00e9m iam. Por outro lado, com os \u00edndices de analfabetismo, poucos meios de comunica\u00e7\u00e3o\u2026 \u00e9 f\u00e1cil analisar que a participa\u00e7\u00e3o entusiasta situou-se entre o nada e tudo, isto \u00e9, do nada a que se tinha direito ao tudo que passou a ser permitido, ao dever c\u00edvico! &#8211; Incluindo o pouco esclarecimento que isto fomentou na assump\u00e7\u00e3o da democracia.<\/p>\n<p>E agora?<\/p>\n<p>Ser\u00e1 o esclarecimento necess\u00e1rio? Quem quer ser esclarecido?<\/p>\n<p>H\u00e1 tempo para ouvir o outro lado das quest\u00f5es, das propostas?<\/p>\n<p>Haver\u00e1 propostas diferentes?<\/p>\n<p>A que servem um acto eleitoral? E para que serve, efectivamente?<\/p>\n<p>E tantas outras quest\u00f5es que nunca ter\u00e3o resposta e tantas respostas que continuam a ser aplicadas sem que a maioria das pessoas coloque qualquer quest\u00e3o\u2026<\/p>\n<p>Com a absten\u00e7\u00e3o ao acto eleitoral e absentismo \u00e0s propostas para o governo das coisas do nosso mundo, deste mundo pr\u00f3ximo, n\u00e3o tarda, se \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 j\u00e1, estaremos numa sociedade oligarquicamente tribal. A oligarquia (do grego, poucos + governo) significa, literalmente, governo de poucos. No entanto, como aristocracia significa, tamb\u00e9m, go-verno de poucos &#8211; por\u00e9m, os melhores -, tem-se, por oligarquia, o governo de poucos em benef\u00edcio pr\u00f3prio, com dom\u00ednio da riqueza pecuni\u00e1ria. As oligarquias s\u00e3o grupos sociais formados por aqueles que det\u00eam o dom\u00ednio da cultura, da pol\u00edtica e da economia de um pa\u00eds, e que exercem esse dom\u00ednio na resolu\u00e7\u00e3o dos seus pr\u00f3prios interesses, em detrimento das necessidades das pessoas.<\/p>\n<p>E no contexto mais globalizado, talvez enveredar por uma plutocracia (do grego riqueza + poder), quem sabe? Isto \u00e9, um sistema no qual o poder \u00e9 exercido pelo grupo mais rico. Do ponto de vista social, esta concentra\u00e7\u00e3o de poder nas m\u00e3os de uma classe n\u00e3o augura nada de bom!<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, colocados do outro lado dos problemas, afigura-se (basta uma simples pesquisa on line) esperan\u00e7oso o futuro de quem sonha que vale a pena insistir para que se acredite!<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230;pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-3913","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3913","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3913"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3913\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3913"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3913"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3913"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}