{"id":3918,"date":"2009-10-14T09:53:00","date_gmt":"2009-10-14T09:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3918"},"modified":"2009-10-14T09:53:00","modified_gmt":"2009-10-14T09:53:00","slug":"aproxima-se-novembro-mes-dos-mortos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/aproxima-se-novembro-mes-dos-mortos\/","title":{"rendered":"Aproxima-se Novembro, m\u00eas dos Mortos"},"content":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores <!--more--> Em muitos lugares \u00e9 costume chamar ao m\u00eas de Novembro o m\u00eas das Almas ou m\u00eas dos Mortos. Quando a morte est\u00e1 pr\u00f3xima, reina a tristeza e o sofrimento, todavia \u00e9 poss\u00edvel encontrar vida, pode haver alegria, sentimentos e mudan\u00e7as na alma de uma profundidade e de uma intensidade tais como n\u00e3o tinha havido antes. O tempo que precede a morte pode ser tamb\u00e9m um tempo de realiza\u00e7\u00e3o pessoal.<\/p>\n<p>Encontrei no \u201cDicion\u00e1rio de defuntos\u201d, editado nos Estados Unidos, alguns dados biogr\u00e1ficos relativos \u00e0 morte de personagens hist\u00f3ricas: cientistas, escritores, assassinos, pol\u00edticos, artistas, etc. Vou referir alguns dos 300 que o Dicion\u00e1rio apresenta.<\/p>\n<p>Lu\u00eds XVI, junto da guilhotina disse: \u201cEstou inocente de todos os crimes de que me acusam, mas perdoo aos culpados da minha morte e rogo a Deus que o sangue que vai correr n\u00e3o caia nunca sobre a Fran\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>O novelista H.G.Wells morreu no fim da Segunda Guerra Mundial. As suas \u00faltimas palavras foram: \u201cTenho medo, n\u00e3o das bombas, mas da escurid\u00e3o. Sempre receei a escurid\u00e3o em toda a minha vida\u201d.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio Goethe ao morrer exclamou: \u201cLuz, mais luz!\u201d De facto para um crist\u00e3o, a morte n\u00e3o \u00e9 escurid\u00e3o, mas esperan\u00e7a de ver Deus face a face.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m para \u00d3scar Wilde a luz da f\u00e9 brilhou nos \u00faltimos momentos. Devido ao seu estado s\u00f3 por meio de gestos p\u00f4de dar a entender ao sacerdote que o assistia a sua vontade de morrer como cat\u00f3lico.<\/p>\n<p>Casanova que viveu uma vida pouco edificante, recebeu os sacramentos e morreu em paz. Antes de morrer declarou: \u201cVivi como um libertino, mas morro como um crist\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Tomas Moro, j\u00e1 no cadafalso, virou-se para o carrasco e disse-lhe: \u201cTem cuidado ao fazer a tua obriga\u00e7\u00e3o, pois tenho o pesco\u00e7o curto e tu n\u00e3o deves errar\u201d.<\/p>\n<p>Como vemos, as pessoas que est\u00e3o nesta etapa especial que \u00e9 a \u00faltima, a final, v\u00eam as coisas de uma maneira muito diferente da nossa: s\u00e3o capazes de sentir, orar, amar e viver com uma intensidade como antes nunca o tinham feito. Mostram-nos que dentro de n\u00f3s h\u00e1 algo muito maior que n\u00f3s.<\/p>\n<p>M\u00eas de Novembro \u2013 m\u00eas em que lembramos de um modo especial os mortos. No dia 1 \u2013 Dia de Todos os Santos, lembramos os que j\u00e1 est\u00e3o na Gl\u00f3ria a gozar da vis\u00e3o beat\u00edfica; no dia 2 \u2013 Dia de Fi\u00e9is Defuntos, lembramos os que se encontram no Purgat\u00f3rio a purificar-se antes de entrarem na posse definitiva de Deus.<\/p>\n<p>Maria Fernanda Barroca<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Colabora\u00e7\u00e3o dos Leitores<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-3918","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-espaco-comum"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3918","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3918"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3918\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3918"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3918"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3918"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}