{"id":3931,"date":"2009-10-14T11:26:00","date_gmt":"2009-10-14T11:26:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3931"},"modified":"2009-10-14T11:26:00","modified_gmt":"2009-10-14T11:26:00","slug":"eugenio-beirao-lanca-ecos-miragens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/eugenio-beirao-lanca-ecos-miragens\/","title":{"rendered":"Eug\u00e9nio Beir\u00e3o lan\u00e7a &#8220;Ecos &#038; Miragens&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Gamboa \/ Eug\u00e9nio Beir\u00e3o lan\u00e7a no dia 17 de Outubro, na Biblioteca Municipal de Aveiro, \u00e0s 17 horas, o livro \u201cEcos &#038; Miragens. Cr\u00f3nicas\u201d. A apresenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 a cargo do jornalista e escritor Armor Pires Mota.<\/p>\n<p>\u201cEcos &#038; Miragens. Cr\u00f3nicas\u201d re\u00fane quase meia centena de textos publicados na imprensa regional, maioritariamente n\u2019\u201cO Aveiro\u201d, mas tamb\u00e9m no Correio do Vouga. \u201cEug\u00e9nio Beir\u00e3o\u201d \u00e9 pseud\u00f3nimo do professor Jo\u00e3o Gamboa, como explica na contracapa: \u201cEug\u00e9nio\u201d para homenagear a sua m\u00e3e, Eug\u00e9nia, e \u201cBeir\u00e3o\u201d para lembrar a Beira Interior que o viu nascer. O autor esclarece o sentido do t\u00edtulo da obra. Os textos \u201cs\u00e3o rumores ou ecos da realidade quotidiana\u201d que foram tratados, reflectivos e enviados para o leitor, \u201c\u00e0 semelhan\u00e7a da luz reflectida\u201d. Mas s\u00e3o tamb\u00e9m \u201cmiragens\u201d que insinuam um impulso, um desejo, \u201co de suplantar a realidade que se v\u00ea e da qual se parte para atingir uma outra que \u00e9 sonhada e se busca, mais bela e mais justa, porventura ut\u00f3pica\u201d.<\/p>\n<p>Passados 5, 10, 15 ou mais anos sobre a publica\u00e7\u00e3o destes textos (o primeiro \u00e9 de 1991, o \u00faltimo, de 2006) nenhum destes textos perdeu o sabor original. Recomendam-se. Um excerto do primeiro deles (no Correio do Vouga de 7 de Junho de 1991):<\/p>\n<p>Conta o Padre Manuel Bernardes, na sua deliciosa prosa dos \u201cditos sentenciosos\u201d da \u201cNova Floresta\u201d, que \u00abao Rei D. Jo\u00e3o II de Portugal chegou um pretendente, pedindo certo of\u00edcio.<\/p>\n<p>&#8211; J\u00e1 est\u00e1 dado \u2013 disse o rei.<\/p>\n<p>E o pretendente lhe rendeu as gra\u00e7as, beijou a m\u00e3o e despediu-se.<\/p>\n<p>Suspeitou o rei que n\u00e3o percebera a repulsa, e disse:<\/p>\n<p>&#8211; Vinda c\u00e1: De que me destes as gra\u00e7as?<\/p>\n<p>&#8211; Pela merc\u00ea \u2013 respondeu \u2013 que Vossa Alteza me acaba de fazer.<\/p>\n<p>Tornou o rei:<\/p>\n<p>&#8211; Que merc\u00ea vos fiz eu?<\/p>\n<p>&#8211; Senhor \u2013 disse ultimamente o homem \u2013, a de desenganar-me sem me remeter a ministros, porque nisso me poupou muitos passos, e enfado, e dinheiro, que havia de desembolsar sem proveito\u00bb.<\/p>\n<p>Era assim, pelos vistos, h\u00e1 500 anos: quando um antepassado nosso, vassalo de Sua Alteza, obtinha imediato despacho do seu pedido, mesmo pela negativa, desfazia-se em gratid\u00e3o. \u00c9 que n\u00e3o estava habituado a tanta celeridade. E hoje, \u00e0s portas do terceiro mil\u00e9nio, como \u00e9? S\u00f3 quem passa por elas \u00e9 que sabe\u2026<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Gamboa \/ Eug\u00e9nio Beir\u00e3o lan\u00e7a no dia 17 de Outubro, na Biblioteca Municipal de Aveiro, \u00e0s 17 horas, o livro \u201cEcos &#038; Miragens. Cr\u00f3nicas\u201d. A apresenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 a cargo do jornalista e escritor Armor Pires Mota. \u201cEcos &#038; Miragens. 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