{"id":3962,"date":"2009-10-21T16:55:00","date_gmt":"2009-10-21T16:55:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=3962"},"modified":"2009-10-21T16:55:00","modified_gmt":"2009-10-21T16:55:00","slug":"salazar-opos-se-sempre-a-introducao-do-nome-de-deus-na-constituicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/salazar-opos-se-sempre-a-introducao-do-nome-de-deus-na-constituicao\/","title":{"rendered":"Salazar op\u00f4s-se sempre \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o do nome de Deus na Constitui\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Apesar da amizade entre Ant\u00f3nio de Oliveira Salazar e o Cardeal Cerejeira, o regime consagrou &#8211; do ponto de vista constitucional &#8211; a separa\u00e7\u00e3o entre o Estado e a Igreja. \u201cO que vigo-rou foi a coopera\u00e7\u00e3o concordat\u00e1ria, na separa\u00e7\u00e3o clara entre as duas esferas, sem inger\u00eancias nem intromiss\u00f5es\u201d, disse Manuel Braga da Cruz, Reitor da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, no Col\u00f3quio \u00abPoder Espiritual\/Poder Temporal \u2013 As rela\u00e7\u00f5es Igreja-Estado no tempo da Rep\u00fablica (1910-2009), que decorreu em Lisboa nos dias 15 e 16 de Outubro.<\/p>\n<p>O historiador real\u00e7ou que a melhor designa\u00e7\u00e3o para classificar o salazarismo nesta rela\u00e7\u00e3o \u00e9 a \u00abcato-laicidade\u00bb. Salazar \u201csempre foi um defensor atento da n\u00e3o confessionalidade do Estado\u201d, chegando a tomar posi\u00e7\u00f5es \u201cpor vezes muito duras\u201d na defesa da laicidade do Estado, salientou Braga da Cruz. O ditador \u201cop\u00f4s-se sempre \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o do nome de Deus na Constitui\u00e7\u00e3o\u201d. O nome de Deus s\u00f3 entrou na Constitui\u00e7\u00e3o de 1933, na revis\u00e3o de 1971, \u201cno artigo relativo \u00e0 Liberdade Religiosa\u201d, no tempo de Marcelo Caetano. A laicidade defendida por Salazar \u201cescandalizou muita gente\u201d. Chegou a impedir que, na inaugura\u00e7\u00e3o do Cristo-Rei, o Chefe de Estado, Am\u00e9rico Tom\u00e1s, consagrasse Portugal ao Cora\u00e7\u00e3o de Jesus e deu \u201cindica\u00e7\u00f5es aos ministros para n\u00e3o comungarem em p\u00fablico quando o Papa Paulo VI visitou o Santu\u00e1rio de F\u00e1tima em 1967\u201d, afirmou o Reitor da UCP.<\/p>\n<p>Durante o per\u00edodo do Estado Novo, as rela\u00e7\u00f5es entre o Estado e a Igreja \u201cn\u00e3o foram sempre id\u00eanticas\u201d e \u201ctiveram momentos diferenciados\u201d. Inicialmente, visualizava-se uma \u201cforte marca cat\u00f3lica na concep\u00e7\u00e3o do Estado\u201d. No entanto, ap\u00f3s a II Guerra Mundial \u2013 depois da assinatura da Concordata de 1940 \u2013, as rela\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a sentir problemas, \u201cno per\u00edodo que vai de 1945 a 1958 quando se torna p\u00fablica uma dissens\u00e3o de uma parte do episcopado e a figura de Salazar\u201d, sublinha Manuel Braga da Cruz. <\/p>\n<p>Ecclesia\/CV<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar da amizade entre Ant\u00f3nio de Oliveira Salazar e o Cardeal Cerejeira, o regime consagrou &#8211; do ponto de vista constitucional &#8211; a separa\u00e7\u00e3o entre o Estado e a Igreja. \u201cO que vigo-rou foi a coopera\u00e7\u00e3o concordat\u00e1ria, na separa\u00e7\u00e3o clara entre as duas esferas, sem inger\u00eancias nem intromiss\u00f5es\u201d, disse Manuel Braga da Cruz, Reitor da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-3962","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-igreja-em-portugal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3962","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3962"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3962\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}