{"id":4010,"date":"2009-10-14T11:31:00","date_gmt":"2009-10-14T11:31:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4010"},"modified":"2009-10-14T11:31:00","modified_gmt":"2009-10-14T11:31:00","slug":"quem-e-o-filho-prodigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/quem-e-o-filho-prodigo\/","title":{"rendered":"Quem \u00e9 o Filho Pr\u00f3digo?"},"content":{"rendered":"<p>Antel\u00f3quio desnecess\u00e1rio \u2013 Esta poesia n\u00e3o se explica. Eu n\u00e3o vou explicar nada&#8230; apenas referir que, hoje, o meu \u2018exerc\u00edcio\u2019 de confessor, andou por aqui&#8230; Fui retirado a contragosto das tarefas ordin\u00e1rias e profissionalizantes, para \u2018atender\u2013de-confiss\u00e3o\u2019 e meio contrafeito, fui e consegui sair eu pr\u00f3prio confessado. Sem presun\u00e7\u00e3o ou desespero. Confiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 psican\u00e1lise \u2018a baixo custo\u2019. Confiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 fugir da responsabiliza\u00e7\u00e3o. Confiss\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas terapia e liberta\u00e7\u00e3o. Confiss\u00e3o \u00e9 sobretudo Pecado perdoado (amor plenificado&#8230;) e Gra\u00e7a, no caminho, na verdade e na vida, do mestre Jesus. Sou muito limitado ao perdoar com o meu \u2018nome-rosto\u2019; posso apenas perdoar em nome-rosto de Cristo, que se faz presente numa Igreja-Comunidade, tamb\u00e9m ela, como n\u00f3s humanos, santa e pecadora! Este \u201cFilho Pr\u00f3digo\u201d sem consultas ou reden\u00e7\u00f5es a \u2018gosto\u2019 sou eu pr\u00f3prio. Ou o meu pr\u00f3prio Eu \u2013 Museu de Ontens e Hojes \u2013 \u00e9 este Filho Pr\u00f3digo Universal. Que bom poder falar em \u2018Voz Alta\u2019 e, n\u00e3o policiar a nossa Consci\u00eancia. Dois ouvidos s\u00e3o mais belos que dois olhos, duas pernas, dois cotovelos, duas&#8230; Ouvidos, sil\u00eancio, e ac\u00e7\u00e3o: a maravilha do Perd\u00e3o est\u00e1 diante de ti. <\/p>\n<p>Fica a Poesia j\u00e1 me alonguei!<\/p>\n<p>Filho Pr\u00f3digo (*)<\/p>\n<p>Abre-me a Porta<\/p>\n<p>Pai!<\/p>\n<p>Abre-me a Porta!<\/p>\n<p>Porque venho cansado<\/p>\n<p>e derrotado<\/p>\n<p>desfeito<\/p>\n<p>pobre<\/p>\n<p>e nu<\/p>\n<p>e envergonhado <\/p>\n<p>Tudo esbanjei<\/p>\n<p>S\u00f3 trago<\/p>\n<p>encravados no peito<\/p>\n<p>nele bem entranhados<\/p>\n<p>os pungentes punhais<\/p>\n<p>de todos os Pecados Capitais<\/p>\n<p>Delapidei o rico Patrim\u00f3nio<\/p>\n<p>do teu Amor<\/p>\n<p>na subida<\/p>\n<p>arrogante e pressurosa<\/p>\n<p>da Montanha da Vida<\/p>\n<p>E hoje conhe\u00e7o a Dor<\/p>\n<p>Da descida agoniante<\/p>\n<p>tr\u00e9mula e vagarosa<\/p>\n<p>pela encosta abrolhosa<\/p>\n<p>na que nos acompanha<\/p>\n<p>s\u00f3<\/p>\n<p>o impiedoso dem\u00f3nio<\/p>\n<p>da consci\u00eancia dorida<\/p>\n<p>da fortuna malgasta<\/p>\n<p>dissipada<\/p>\n<p>e a exist\u00eancia perdida<\/p>\n<p>Abre-me a Porta<\/p>\n<p>Pai!<\/p>\n<p>E acende a luz da Casa<\/p>\n<p>que outrora foi a minha<\/p>\n<p>quando eu era inocente<\/p>\n<p>criancinha<\/p>\n<p>N\u00e3o me tardes<\/p>\n<p>Senhor!<\/p>\n<p>Abre-me a tua Porta<\/p>\n<p>luminosa<\/p>\n<p>depressa, por favor!<\/p>\n<p>(*) FONTE: ERNESTO GUERRA DA CAL in Futuro Imemorial (Manual de Velhice para Principiantes), Livraria S\u00e1 da Costa Editora, Lisboa, 1985, pp.112-113.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antel\u00f3quio desnecess\u00e1rio \u2013 Esta poesia n\u00e3o se explica. Eu n\u00e3o vou explicar nada&#8230; apenas referir que, hoje, o meu \u2018exerc\u00edcio\u2019 de confessor, andou por aqui&#8230; Fui retirado a contragosto das tarefas ordin\u00e1rias e profissionalizantes, para \u2018atender\u2013de-confiss\u00e3o\u2019 e meio contrafeito, fui e consegui sair eu pr\u00f3prio confessado. Sem presun\u00e7\u00e3o ou desespero. 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