{"id":4011,"date":"2009-10-14T11:33:00","date_gmt":"2009-10-14T11:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4011"},"modified":"2009-10-14T11:33:00","modified_gmt":"2009-10-14T11:33:00","slug":"pulsao-capitalista-universal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/pulsao-capitalista-universal\/","title":{"rendered":"Puls\u00e3o capitalista universal"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> A puls\u00e3o capitalista (concentracion\u00e1ria e com \u00abexplora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem\u00bb) ficou bem patente na crise econ\u00f3mico-financeira global e nas respostas desencadeadas para a enfrentar; ficou tamb\u00e9m patente nos processos eleitorais no nosso pa\u00eds, e tudo leva a admitir que o mesmo venha acontecendo nos outros. Ela evidencia-se em realidades notoriamente provocat\u00f3rias e em lacunas mais ou menos ignoradas. Entre essas realidades, contam-se: A concentra\u00e7\u00e3o de riqueza; as remunera\u00e7\u00f5es milion\u00e1rias; as desigualdades excessivas nos diferentes sectores de actividade; o poder reivindicativo dos grupos socioprofissionais de m\u00e9dios e altos rendimentos; a alian\u00e7a t\u00e1cita entre os consumidores, que desejam pre\u00e7os baixos, e as grandes empresas, que os proporcionam; a quase redu\u00e7\u00e3o das aspira\u00e7\u00f5es e reivindica\u00e7\u00f5es mais propaladas \u00e0 exig\u00eancia de mais dinheiro e mais despesa p\u00fablica&#8230; Os estratos socioprofissionais de m\u00e9dios e altos rendimentos at\u00e9 utilizam, a favor das suas reivindica\u00e7\u00f5es, o argumento de que a eleva\u00e7\u00e3o das suas remunera\u00e7\u00f5es trar\u00e1, por arrastamento, a eleva\u00e7\u00e3o das remunera\u00e7\u00f5es mais baixas; esta posi\u00e7\u00e3o assemelha-se \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o de outrora, segundo a qual \u00e9 bom para os Estados Unidos da Am\u00e9rica o que \u00e9 bom para a \u00abGeneral Motors\u00bb. A puls\u00e3o capitalista promotora de desigualdades at\u00e9 faz uma utiliza\u00e7\u00e3o grosseira da teoria marxista, afirmando que um micro-empres\u00e1rio que luta pela subsist\u00eancia \u00e9 mais \u00abexplorador\u00bb do que um quadro t\u00e9cnico ou dirigente de elevada remunera\u00e7\u00e3o, por conta de ou-trem; segundo esta grosseria, esse empres\u00e1rio(?) cont\u00e9m, na sua motiva\u00e7\u00e3o e actividade, os g\u00e9rmes da \u00abexplora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem\u00bb. Dinheiro, sempre dinheiro e mais dinheiro \u00e9 o grande m\u00f3bil da puls\u00e3o capitalista universal, disfar\u00e7ada muitas vezes sob a roupagem de objectivos considerados mais dignificantes; tal puls\u00e3o acontece nos diferentes posicionamentos pol\u00edticos, tipos de cultura, n\u00edveis de qualifica\u00e7\u00e3o, estratos sociais&#8230;. <\/p>\n<p>A par destas e de outras realidades patentes, a puls\u00e3o capitalista manifesta-se, igualmente, em graves lacunas. Faltam, nomeadamente, \u00abescolas\u00bb e movimentos de forma\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o que visem: a igual dignidade humana; a cria\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de empresas e outras organiza\u00e7\u00f5es caracterizadas pela justi\u00e7a, participa\u00e7\u00e3o, motiva\u00e7\u00e3o (de empres\u00e1rios e outros trabalhadores), humanismo e integra\u00e7\u00e3o no bem comum; a interven\u00e7\u00e3o, em profundidade, nos \u00abmodos\u00bb e nas \u00abrela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o\u00bb&#8230; Devido a estas e outras lacunas, desaproveita-se o enorme potencial transformador do \u00abterceiro sector\u00bb (sem fins lucrataivos), bem como de in\u00fameras empresas e outras organiza\u00e7\u00f5es.Pela mesma raz\u00e3o, n\u00e3o existem quaisquer garantias de que as empresas p\u00fablicas ou nacionalizadas travem a puls\u00e3o capitalista; podem, simplesmente, substituir os seus benefici\u00e1rios. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-4011","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4011","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4011"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4011\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4011"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4011"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4011"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}