{"id":4037,"date":"2009-10-28T11:54:00","date_gmt":"2009-10-28T11:54:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4037"},"modified":"2009-10-28T11:54:00","modified_gmt":"2009-10-28T11:54:00","slug":"uma-proposta-ridicula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/uma-proposta-ridicula\/","title":{"rendered":"Uma proposta rid\u00edcula?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Existe um conhecimento oficial (e opressor) da pobreza e exclus\u00e3o social. Tal conhecimento real\u00e7a uns problemas, desconhece outros, despreza a informa\u00e7\u00e3o baseada na viv\u00eancia de quem sofre os problemas e de quem coopera \u00abinformalmente\u00bb na procura das respectivas solu\u00e7\u00f5es&#8230; O Estado, seus t\u00e9cnicos e investigadores procedem como se alguns problemas grav\u00edssimos n\u00e3o existissem, e at\u00e9 \u00abpro\u00edbem\u00bb a exist\u00eancia de um ou outro. Por exemplo: n\u00e3o existem oficialmente crian\u00e7as maltratadas, n\u00e3o acompanhadas pelos servi\u00e7os competentes, porque se presume que todas s\u00e3o acompanhadas; n\u00e3o existem oficialmente pessoas em situa\u00e7\u00e3o de \u00abgrande depend\u00eancia\u00bb, porque se presume que deve prevalecer o processo de autonomiza\u00e7\u00e3o; n\u00e3o existe um n\u00famero significativo de casos de fome cr\u00f3nica, porque se presume que isso n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com o nosso n\u00edvel de desenvovimento&#8230; Estes e tantos outros problemas n\u00e3o t\u00eam m\u00e9rito suficiente para serem conhecidos; por isso, ficam entregues aos cuidados \u00abinformais\u00bb (e considerados inferiores) das fam\u00edlias e da entreajuda de proximidade. <\/p>\n<p>Se surgisse finalmente o empenho efectivo na solu\u00e7\u00e3o de todos os problemas de pobreza e exclus\u00e3o, talvez fosse acolhida pelo Governo uma das propostas mais simples e \u00f3bvias de pol\u00edtica social. Ela consiste na coopera\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica, entre o Governo e representantes das autarquias locais e das instiui\u00e7\u00f5es particulares de solidariedade social, visando: (1) &#8211; incentivar, em todas as freguesias, a cria\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de grupos de voluntariado social de proximidade; (2) &#8211; cooperar na qualifica\u00e7\u00e3o desses grupos e no tratamento estat\u00edstico dos dados relativos aos problemas por eles sinalizados e acompanhados; (3) &#8211; garantir as ajudas poss\u00edveis para a solu\u00e7\u00e3o, ou atenua\u00e7\u00e3o, dos casos sociais de maior gravidade; (4) &#8211; Com base no referido tratamento de dados, promover a adop\u00e7\u00e3o de medidas pol\u00edticas de resposta \u00e0s situa\u00e7\u00f5es familiares de maior gravidade. Atendendo a que o n\u00famero destas situa\u00e7\u00f5es pode implicar recursos financeiros muito superiores aos dispon\u00edveis, compreende-se que algumas respostas, durante algum tempo, devam ser provis\u00f3rias e menos perfeitas.<\/p>\n<p>Segundo esta proposta, nenhum caso social ficaria exclu\u00eddo, e seria assegurada a coopera\u00e7\u00e3o entre as pol\u00edticas sociais e entreajuda de proximidade. Al\u00e9m disso, o Estado passaria a honrar compromissos que assumiu no passado: Promoveria a vitalidade da \u00abRede Social\u00bb (de acordo com as orienta\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias previstas na Resolu\u00e7\u00e3o do Conselho de Ministros n\u00ba. 197\/97, de 18 de Novembro) e o cumprimento das Resolu\u00e7\u00f5es da Assembleia da Rep\u00fablica n\u00bas. 10\/08, de 19 de Mar\u00e7o, e 31\/08, de 23 de Julho).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-4037","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4037","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4037"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4037\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}