{"id":4124,"date":"2009-11-04T11:58:00","date_gmt":"2009-11-04T11:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4124"},"modified":"2009-11-04T11:58:00","modified_gmt":"2009-11-04T11:58:00","slug":"contra-a-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/contra-a-pobreza\/","title":{"rendered":"\u00abContra a pobreza\u00bb?"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Ocorreu, a 17 de Outubro, o dia mundial de luta contra a pobreza. No \u00e2mbito da Uni\u00e3o Europeia, foi chamada a aten\u00e7\u00e3o para as elevadas taxas de pobreza, que oscilam entre os 10 por cento da Holanda e da Rep\u00fablica Checa e os 25 da Rom\u00e9nia; 79 milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o \u00abpobres\u00bb. Nos \u00faltimos dez anos, a situa\u00e7\u00e3o s\u00f3 melhorou em Portugal, na Irlanda, na Holanda e em Malta; a taxa, em Portugal, passou de 21 para 18 por cento. \u00c9 de notar que estes dados n\u00e3o reflectem os efeitos da crise actual. <\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o adoptada h\u00e1 cerca de dez anos, na \u00abestrat\u00e9gia de Lisboa\u00bb, n\u00e3o produziu os efeitos esperados; por isso, a Comiss\u00e3o Europeia est\u00e1 a preparar uma nova estrat\u00e9gia, admitindo que a luta contra a pobreza se baseie em tr\u00eas grandes pilares: garantia de um rendimento m\u00ednimo; acesso ao emprego; e acesso a servi\u00e7os sociais de qualidade. Infelizmente estas orienta\u00e7\u00f5es, tal como as do passado, continuam a menosprezar a base fundamental do conhecimento da pobreza e da luta contra ela: tudo se passa, em tais orienta\u00e7\u00f5es, como se existissem, de um lado, os pobres e, do outro, o Estado e o mercado respons\u00e1veis pela solu\u00e7\u00e3o dos problemas. O reconhecimento, o est\u00edmulo e a qualifica\u00e7\u00e3o da entreajuda e do voluntariado de proximidade s\u00e3o ignorados; na melhor das hip\u00f3teses, figuram em \u00abprojectos de luta contra a pobreza\u00bb, que abrangem uma parte \u00ednfima dos pobres, e s\u00f3 durante algum tempo. As entidades pol\u00edticas e cient\u00edficas respons\u00e1veis permitem-se at\u00e9 apresentar como experi\u00eancias-piloto, ou inovadoras, algumas pr\u00e1ticas seculares da ac\u00e7\u00e3o local, apresentando-as de outro modo. <\/p>\n<p>H\u00e1 tr\u00eas realidades particularmente chocantes na luta oficial contra a pobreza: n\u00e3o se sabe quais s\u00e3o os pobres; abandonam-se os que ficam fora das medidas pol\u00edticas; e esbanjam-se recursos financeiros vultosos com os que t\u00eam a sorte de ser contemplados, sem se lhes assegurar a sa\u00edda da pobreza. Tudo leva a admitir que estas tend\u00eancias se mantenham no futuro; nesse sentido actuam as for\u00e7as pol\u00edticas, cient\u00edficas e medi\u00e1ticas dominantes. <\/p>\n<p>Se queremos erradicar a pobreza, temos que nos mobilizar a n\u00f3s pr\u00f3prios na ac\u00e7\u00e3o local directa, e procurando influenciar os diferentes centros de decis\u00e3o. N\u00e3o podemos esperar que as for\u00e7as dominantes se comprometam na erradica\u00e7\u00e3o da pobreza; e ser\u00edamos seus c\u00famplices se transfer\u00edssemos para elas as nossas responsabilidades. As linhas de orienta\u00e7\u00e3o recomend\u00e1veis s\u00e3o, por certo: agir, propor, influenciar e persistir, mesmo teimosamente, a partir do n\u00edvel local, sem nos limitarmos a ele.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-4124","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4124","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4124"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4124\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4124"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4124"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4124"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}