{"id":4125,"date":"2009-11-04T12:01:00","date_gmt":"2009-11-04T12:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4125"},"modified":"2009-11-04T12:01:00","modified_gmt":"2009-11-04T12:01:00","slug":"espreita-aqui-o-moliceiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/espreita-aqui-o-moliceiro\/","title":{"rendered":"&#8220;Espreita aqui&#8221; o moliceiro"},"content":{"rendered":"<p>Sabia que h\u00e1 tr\u00eas tipos de barcos moliceiros? Exposi\u00e7\u00e3o no Museu da Cidade d\u00e1 a conhecer esta embarca\u00e7\u00e3o da ria e deixa admirar reprodu\u00e7\u00f5es dos pain\u00e9is que lhe embelezam a proa e a r\u00e9. E n\u00e3o se esque\u00e7a de espreitar nos cilindros<\/p>\n<p>No Museu da Cidade est\u00e1 patente uma exposi\u00e7\u00e3o centrada no barco moliceiro, nos seus pain\u00e9is decorativos, nos equipamentos e nas ferramentas empregues na sua constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na entrada, um barco moliceiro, real, acolhe o visitante. No piso seguinte, entre muitas informa\u00e7\u00f5es disponibilizadas, fica-se a saber que h\u00e1 tr\u00eas tipos de barcos moliceiros, consoante o seu comprimento: barco de Salreu (com 9 a 9,5 metros), barco Miran\u00e7o ou de Mira (com 13,5 metros) e barco Murtoseiro (com 15 a 15,5 metros). Os moliceiros podem ter 2 a 2,5 metros de boca (largura). O comprimento das proas pode ir dos quatro aos cinco metros, enquanto a altura destas situa-se entre os dois e os tr\u00eas metros. O pano da vela tem 24 metros quadrados. O tempo de constru\u00e7\u00e3o ronda os 25 dias. A dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de cada barco \u00e9 da ordem dos sete anos.<\/p>\n<p>Nesse local tamb\u00e9m se fica a conhecer os s\u00edmbolos \/ marcas identificativos de treze construtores de barcos moliceiros. De destacar ainda um molho de paus de pontos (medida) empregues na constru\u00e7\u00e3o artesanal dos barcos.<\/p>\n<p>No \u00faltimo espa\u00e7o visit\u00e1vel, encontra-se um banco de carpinteiro naval, com as respectivas alfaias. No centro, o visitante \u00e9 convidado a sentar-se nos \u201cpuffs\u201d decorados com reprodu\u00e7\u00f5es de pain\u00e9is de proas de barcos moliceiros. Nas duas paredes laterais est\u00e3o expostas dezenas de fotografias que retratam pain\u00e9is humor\u00edsticos de proas e de r\u00e9s de barcos moliceiros.<\/p>\n<p>\u201cOs pain\u00e9is pintados na proa e na r\u00e9 gozam de uma linguagem visual ing\u00e9nua, quase infantil, mas dotados de uma admir\u00e1vel individualidade e criatividade, especialmente quando inseridos no contexto da actividade artesanal portuguesa\u201d, escreve Andreia Figueiredo no texto de apresenta\u00e7\u00e3o de \u201cEspreita aqui\u201d.<\/p>\n<p>A autora do  texto sublinha que \u201ccada painel \u00e9 orgulhosamente exposto, exprimindo o carisma e enaltecimento de um quotidiano que \u00e0 partida seria vulgar. Num discurso mudo, as pinturas gritam aos quatro ventos os desabafos ou honras do orgulhoso propriet\u00e1rio da embarca\u00e7\u00e3o: cantam um louvor religioso, prestam homenagem a uma relevante personagem hist\u00f3rica ou \u00e0 pr\u00f3pria actividade profissional ou soltam pequenos tabus atrav\u00e9s de jocosos trocadilhos\u201d.<\/p>\n<p>Para Andreia Figueiredo, \u201c\u00e9 precisamente nesta caracter\u00edstica classe das pinturas que reside um distintivo ind\u00edcio de intelig\u00eancia popular. O jogo de linguagem formado pela complementaridade entre as pinturas e as respectivas legendas, notoriamente brejeiro, demonstra uma complexa constru\u00e7\u00e3o humor\u00edstica, claramente dotada de reflex\u00e3o\u201d. <\/p>\n<p>Cardoso Ferreira<\/p>\n<p>\u201cEspreita aqui\u201d. At\u00e9 6 de Dezembro, de ter\u00e7a-feira a domingo, das 10h00 \u00e0s 12h00 e das 14h30 \u00e0s 18h00, no Museu da Cidade de Aveiro (ao Rossio). Entrada gratuita<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabia que h\u00e1 tr\u00eas tipos de barcos moliceiros? Exposi\u00e7\u00e3o no Museu da Cidade d\u00e1 a conhecer esta embarca\u00e7\u00e3o da ria e deixa admirar reprodu\u00e7\u00f5es dos pain\u00e9is que lhe embelezam a proa e a r\u00e9. 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