{"id":4259,"date":"2009-11-04T11:33:00","date_gmt":"2009-11-04T11:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4259"},"modified":"2009-11-04T11:33:00","modified_gmt":"2009-11-04T11:33:00","slug":"doentes-e-idosos-necessitam-de-melhores-cuidados-continuados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/doentes-e-idosos-necessitam-de-melhores-cuidados-continuados\/","title":{"rendered":"Doentes e idosos necessitam de melhores cuidados continuados"},"content":{"rendered":"<p>Idade e doen\u00e7as exigem rede nacional de Cuidados Continuados &#8211; alertou congresso em Aveiro<\/p>\n<p>Portugal \u00e9 \u201cdos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia que mais idosos tem, sendo que a taxa de envelhecimento \u00e9 particularmente dupla, pois n\u00e3o temos pessoas a nascer. Estudos recentes dizem-nos que 18% da popula\u00e7\u00e3o portuguesa tem mais de 65 anos e apenas 14% tem menos de 14 anos e estima-se que em 2050 exista um milh\u00e3o de pessoas com mais de 100 anos na Europa\u201d, alertou o presidente da Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias Portuguesas, Manuel Lemos, no 1.\u00ba Congresso Nacional de Cuidados Continuados que decorreu em Aveiro.<\/p>\n<p>Actualmente, em Portugal, o n\u00famero de pessoas centen\u00e1rias \u00e9 superior a um milhar, prevendo-se que \u201cnos pr\u00f3ximos 30 anos vamos assistir ao aumento da taxa de envelhecimento, que subir\u00e1 para os 30%\u201d, sublinhou Manuel Lemos, que recordou ainda que \u201ctodas estas pessoas necessitam de cuidados de sa\u00fade especiais que os hospitais, lares ou at\u00e9 mesmo as fam\u00edlias n\u00e3o conseguem prestar. Os lares n\u00e3o foram constru\u00eddos para prestar cuidados continuados. Cerca de 30% das pessoas que est\u00e3o nos lares n\u00e3o conseguem sair da cama e n\u00e3o deviam estar aqui\u201d.<\/p>\n<p>Associado \u00e0 velhice h\u00e1 um consider\u00e1vel n\u00famero de doen\u00e7as, muitas delas incapacitantes e irrevers\u00edveis, que tornam os seus portadores totalmente dependentes de familiares, os quais nem t\u00eam prepara\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica nem, muitas vezes, capacidade econ\u00f3mica e log\u00edstica, para prestar esse tipo de cuidados especializados continuados. No entanto, cada vez \u00e9 menor o n\u00famero de lares que se predisp\u00f5e a aceitar idosos nessas condi\u00e7\u00f5es, pelo que \u00e9 urgente uma rede de cuidados continuados que cubra, de forma efectiva e pr\u00e1tica, o territ\u00f3rio nacional. Igualmente, \u00e9 necess\u00e1rio uma pol\u00edtica de incentivos (financeiros e tribut\u00e1rios) que apoiem as fam\u00edlias que prestam esses cuidados aos seus idosos.<\/p>\n<p>A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, que est\u00e1 em progress\u00e3o no pa\u00eds, e na qual as Miseric\u00f3rdias desempenham um papel fundamental (como em \u00cdlhavo, em que a Miseric\u00f3rdia local est\u00e1 a construir o Hospital de Cuidados Continuados), precisa n\u00e3o s\u00f3 de pessoas capazes de prestar esse servi\u00e7o, como tamb\u00e9m de recursos para promover a autonomia dos idosos e das pessoas com doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Os cerca de 400 profissionais que participaram neste primeiro congresso pretendem que os cuidados continuados surjam como uma nova compet\u00eancia t\u00e9cnico-cient\u00edfica no Sistema Nacional de Sa\u00fade, de modo a que as pessoas com depend\u00eancia e os idosos tenham melhor qualidade de vida e beneficiem de mais e melhores cuidados de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Cardoso Ferreira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Idade e doen\u00e7as exigem rede nacional de Cuidados Continuados &#8211; alertou congresso em Aveiro Portugal \u00e9 \u201cdos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia que mais idosos tem, sendo que a taxa de envelhecimento \u00e9 particularmente dupla, pois n\u00e3o temos pessoas a nascer. 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