{"id":4428,"date":"2009-12-02T10:51:00","date_gmt":"2009-12-02T10:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4428"},"modified":"2009-12-02T10:51:00","modified_gmt":"2009-12-02T10:51:00","slug":"do-terceiro-sector","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/do-terceiro-sector\/","title":{"rendered":"Do &#8220;terceiro sector&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Por coincid\u00eancia significativa, a Prof\u00aa. S\u00edlvia Ferreira, do Departamento de Sociologia da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, utiliza o termo \u00abhibrida\u00e7\u00e3o\u00bb num sentido bastante pr\u00f3ximo do termo \u00abhibridiza\u00e7\u00e3o\u00bb, utilizado por Bento XVI no n\u00ba. 38 da enc\u00edclica \u00abCaritas in Veritate\u00bb; o termo \u00abhibrida\u00e7\u00e3o\u00bb figura no final do artigo sobre \u00abAs (Re)constru\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas da ideia de uma economia social\u00bb, publicado em \u00abLe monde diplomatique, edi\u00e7\u00e3o portuguesa, de Novembro \u00faltimo. Tendo em conta esta coincid\u00eancia, procede-se aqui a uma breve delinea\u00e7\u00e3o do \u00abterceiro sector\u00bb e, noutra oportunidade,  abordar-se-\u00e3o aqueles dois termos; note-se que a \u00abhibridiza\u00e7\u00e3o\u00bb j\u00e1 foi referida aqui nos artigos \u00abgratuidade estruturante\u00bb, de 22 de Julho, e \u00absupera\u00e7\u00e3o de antinomias\u00bb, de 2 de Setembro.<\/p>\n<p>Numa primeira aproxima\u00e7\u00e3o, dir-se-\u00e1 que o \u00abterceiro sector\u00bb se identifica por exclus\u00e3o de partes; ele inclui as entidades que n\u00e3o pertencem ao primeiro sector &#8211; o p\u00fablico &#8211; nem ao segundo &#8211; o privado com fins lucrativos. Devido a este car\u00e1cter \u00abresidual\u00bb, h\u00e1 quem rejeite a designa\u00e7\u00e3o; contudo, tamb\u00e9m se pode afirmar que a residualidade \u00e9 s\u00f3 aparente, uma vez que o \u00abterceiro sector\u00bb se configura como o espa\u00e7o imenso de entidades e actividades n\u00e3o redut\u00edveis aos outros dois sectores. S\u00e3o muitas as designa\u00e7\u00f5es utlizadas como alternativa, total ou parcial, a \u00abterceiro sector\u00bb. Eis algumas: economia social, economia solid\u00e1ria, empresas sociais, cooperativas-mutualidades-associa\u00e7\u00f5es-funda\u00e7\u00f5es&#8230; (cf. o artigo supramencionado de S\u00edlvia Ferreira, e \u00abL\u00b4\u00c9conomie sociale dans l\u00b4espace de l\u00b4Union europ\u00e9enne\u00bb, Comit\u00e9e \u00e9conomique et social europ\u00e9en). A Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Portuguesa consagra no seu artigo 82\u00ba. a express\u00e3o, bastante feliz, \u00absector cooperativo e social\u00bb. <\/p>\n<p>O recurso a designa\u00e7\u00f5es diferentes corresponde a orienta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m diferentes. Umas privilegiam a dimens\u00e3o econ\u00f3mica, outras a social, outras a democraticidade, outras a alternativa ao capitalismo&#8230;Todas elas t\u00eam plena raz\u00e3o de ser mas, se levadas ao extremo, neutralizam a possibilidade de afirma\u00e7\u00e3o do \u00absector\u00bb como um todo, no qual se incluem muitas fam\u00edlias. Por isso talvez, pud\u00e9ssemos defini-lo, singelamente, como o conjunto de entidades privadas sem fins lucrativos, mesmo sabendo que esta no\u00e7\u00e3o \u00e9 contestada, al\u00e9m do mais, por duas raz\u00f5es: por ser muito abrangente; e por afirmar o sector pela negativa. Mas, por outro lado, importa evitar designa\u00e7\u00f5es discricion\u00e1rias e redutoras; evitando-as, afirma-se o \u00abtercerio sector como um todo, e n\u00e3o se exclui a possibilidade de considera\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de cada fam\u00edlia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-4428","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4428","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4428"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4428\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4428"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4428"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4428"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}