{"id":4447,"date":"2009-11-25T10:36:00","date_gmt":"2009-11-25T10:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4447"},"modified":"2009-11-25T10:36:00","modified_gmt":"2009-11-25T10:36:00","slug":"a-face-visivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-face-visivel\/","title":{"rendered":"A &#8220;face vis\u00edvel&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a <!--more--> Com tanta coisa a disseminar-se por a\u00ed sob a capa de face oculta, parece que \u00e9 importante separar os assuntos, as duas faces:  a vis\u00edvel e a oculta. Porquanto, \u00e9 not\u00f3rio que a face oculta s\u00f3 existe enquanto existir a vis\u00edvel. Se a oculta passa a vis\u00edvel\u2026 temos imediatamente outra oculta, n\u00e3o \u00e9?!<\/p>\n<p>Por\u00e9m, h\u00e1 uma tentativa de tornar vis\u00edvel o que est\u00e1 oculto ou oculto o que est\u00e1 vis\u00edvel?<\/p>\n<p>Comecemos pela face vis\u00edvel.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso parar. Parar tudo!<\/p>\n<p>Est\u00e1 em marcha uma revolu\u00e7\u00e3o social com paralelo na hist\u00f3ria! Sim, com paralelo. Normalmente, para enfatizar a coisa, assume-se o caso como \u00edmpar, \u00fanico na hist\u00f3ria; sem paralelo. N\u00e3o \u00e9 o que se passa.<\/p>\n<p>Sem grande esfor\u00e7o encontramos este desmantelamento social no ep\u00edlogo de todas as civiliza\u00e7\u00f5es. A nossa, a que a p\u00f3s-modernidade tentou edificar, est\u00e1 a ruir h\u00e1 vinte anos. Primeiro, os \u00eddolos, depois os valores.<\/p>\n<p>Sucumbiu o mais fr\u00e1gil. E agora cai o resto, o que nos parecia imperec\u00edvel. O direito que assegura os direitos, a justi\u00e7a.<\/p>\n<p>At\u00e9 est\u00e1 \u00e0 vista que h\u00e1 uma desarticula\u00e7\u00e3o s\u00f3cio-econ\u00f3mica.<\/p>\n<p>A sociedade est\u00e1 doente. O que fazer com ela?<\/p>\n<p>Abordemos um lugar-comum, por sinal o mais preocupante, porque \u00e9 o mais (ou menos) humanizante: as gera\u00e7\u00f5es (mais novas e as mais velhas) e alguns ciclos viciosos do \u201cregime\u201d.<\/p>\n<p>Os pais n\u00e3o sabem o que fazer com os filhos!<\/p>\n<p>Cuidados paliativos: ocup\u00e1-los o mais poss\u00edvel. Porque a vida, a paci\u00eancia, a az\u00e1fama, as novas press\u00f5es sociais (net, l\u00fadico, noite, divers\u00e3o, novas tecnologias) obrigam a dar tudo. E assim, os jovens t\u00eam tudo sem nada.<\/p>\n<p>Os professores n\u00e3o sabem o que fazer com os alunos!<\/p>\n<p>Cuidados paliativos: s\u00f3 h\u00e1 dois caminhos, e s\u00e3o de extremos. O caminho dos que querem e o dos que n\u00e3o querem. E h\u00e1 uma multid\u00e3o imensa a necessitar de uma terceira via: a dos que precisam!<\/p>\n<p>E, ao jeito de consequ\u00eancia, poucos sabem o que fazer com o sistema educativo!?<\/p>\n<p>Cuidados paliativos: falar do Estatuto (qual estatuto?) e da avalia\u00e7\u00e3o dos docentes. At\u00e9 fede a rid\u00edculo.<\/p>\n<p>Os filhos n\u00e3o sabem o que fazer com os pais (os mais velhos \u00e9 evidente)!<\/p>\n<p>O choque geracional est\u00e1 ao rubro.<\/p>\n<p>Depois surgem todas as outras maleitas. Sem p\u00e3o, sem justi\u00e7a, sem valores, sem afectos\u2026 ficamos a saque, salve-se quem puder.<\/p>\n<p>Enfim, esta \u00e9 uma pequena parte da face vis\u00edvel. Valer\u00e1 a pena falar da oculta, a face oculta do fim do \u201cimp\u00e9rio civilizacional\u201d, claro?!<\/p>\n<p>Pelo que se v\u00ea\u2026 est\u00e1 muito mal tratada!<\/p>\n<p>Cuidados paliativos: deixemos isso para a justi\u00e7a!<\/p>\n<p>Nota: O uso da express\u00e3o \u201ccuidados paliativos\u201d, neste contexto, foi consciente mas por  semelhan\u00e7a, visto que consideramos a resposta activa aos problemas decorrentes da doen\u00e7a prolongada, incur\u00e1vel e progressiva, na tentativa de prevenir o sofrimento que ela gera e de proporcionar a m\u00e1xima qualidade de vida poss\u00edvel aos doentes e \u00e0s suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Com a m\u00e1xima defer\u00eancia \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Cuidados Paliativos.<\/p>\n<p>Desportivamente\u2026 <\/p>\n<p>&#8230;pelo desporto!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ponta de Lan\u00e7a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-4447","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4447","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4447"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4447\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}