{"id":4550,"date":"2009-12-09T17:33:00","date_gmt":"2009-12-09T17:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4550"},"modified":"2009-12-09T17:33:00","modified_gmt":"2009-12-09T17:33:00","slug":"terceiro-sector-hibridizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/terceiro-sector-hibridizacao\/","title":{"rendered":"\u00abTerceiro sector\u00bb &#8211; \u00abhibridiza\u00e7\u00e3o\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> A enc\u00edclica de Bento XVI \u00abCaritas in Veritate\u00bb assume o \u00abterceiro sector\u00bb como o conjunto de entidades privadas sem fins lucrativos (n\u00ba. 46). Mas acrescenta que o sector privado, com fins lucrativos,  tamb\u00e9m se pode orientar por objectivos n\u00e3o redut\u00edveis ao lucro; este n\u00e3o \u00e9 exclu\u00eddo nesse caso, evidentemente, mas surge como \u00abinstrumento para a realiza\u00e7\u00e3o de finalidades humanas e sociais\u00bb, contribuindo para a \u00abhumaniza\u00e7\u00e3o do mercado e da sociedade\u00bb (n\u00ba. 46). O esp\u00edrito do \u00abterceiro sector\u00bb pode influenciar toda a sociedade ou, por outras palavras, pode encontrar-se em qualquer parte. A Prof\u00aa. S\u00edlvia Ferreira, da Universidade de Coimbra, afirma, na mesma ordem de ideias, que se observam \u00abmisturas virtuosas\u00bb entre os tr\u00eas sectores &#8211; p\u00fablico e privado, com e sem fins lucrativos (cf. o artigo publicado na edi\u00e7\u00e3o portuguesa do \u00abLe monde diplomatique\u00bb de Novembro \u00faltimo, citado no artigo anterior). <\/p>\n<p>A mesma autora e Bento XVI utilizam os termos, respectivamente, \u00abhibrida\u00e7\u00e3o\u00bb e \u00abhibridiza\u00e7\u00e3o\u00bb para designar estas \u00abmisturas\u00bb (n\u00ba. 38 da enc\u00edclica). Subsistem, sem d\u00favida, os conflitos de interesses e a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica; mas, segundo a enc\u00edclica, verifica-se uma certa evolu\u00e7\u00e3o do \u00absistema para uma assun\u00e7\u00e3o mais clara e perfeita dos deveres por parte dos sujeitos econ\u00f3micos\u00bb (n\u00ba. 46). <\/p>\n<p>Tal evolu\u00e7\u00e3o expressa-se, mais visivelmente, na \u00abresponsabilidade social\u00bb da empresa, apesar de nem todos os \u00abpar\u00e2metros\u00bb dessa responsabilidade serem \u00abaceit\u00e1veis\u00bb (n\u00ba. 40). No n\u00ba. 46, referem-se como actividades recomend\u00e1veis e j\u00e1 praticadas: \u00abos pactos de ajuda aos pa\u00edses atrasados\u00bb e a prossecu\u00e7\u00e3o de \u00abobjectivos de utilidade social\u00bb. A enc\u00edclica vai ainda mais longe na redignifica\u00e7\u00e3o da empresa: reconhece o m\u00e9rito da sua \u00absustentabilidade\u00bb a longo prazo\u00bb e, com Paulo II, afirma o \u00absignificado moral\u00bb do investimento (n\u00ba. 40).<\/p>\n<p>Na base da dignidade da empresa, encontra-se o \u00abesp\u00edrito empresarial\u00bb. Este, \u00abantes de ter significado profissional, possui um significado humano; est\u00e1 inscrito em cada trabalho como \u00abactus personae (&#8230;)\u00bb (n\u00ba. 41). N\u00e3o pode ser dissociado das \u00abmotiva\u00e7\u00f5es metaecon\u00f3micas\u00bb, que transcendem a economia, no sentido mais corrente do termo, e conferem um \u00absignificado polivalente\u00bb ao esp\u00edrito \u00abempresarial\u00bb (n\u00ba. 41). Em suma: existem realidades \u00abmetaecon\u00f3micas\u00bb que transcendem a economia e que podem ser vividas no sector p\u00fablico e no privado, com e sem fins lucrativos; por aqui passa a supera\u00e7\u00e3o do sistema capitalista explorador e o encontro da economia de \u00abmercado mais humano (&#8230;)\u00bb (n\u00ba. 46).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-4550","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4550","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4550"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4550\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4550"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4550"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4550"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}