{"id":4552,"date":"2009-12-09T17:36:00","date_gmt":"2009-12-09T17:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4552"},"modified":"2009-12-09T17:36:00","modified_gmt":"2009-12-09T17:36:00","slug":"menino-a-janela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/menino-a-janela\/","title":{"rendered":"Menino \u00e0 janela"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 iniciativa oficial da Igreja nem de Espanha nem de Portugal. A ideia surgiu entre n\u00f3s no Facebook. E prop\u00f5e uma opera\u00e7\u00e3o simples: colocar na janela ou na varanda um pequeno estandarte vermelho com a imagem do Menino Jesus. Apenas isso, na \u00e9poca do Natal. Para dar visibilidade ao Menino de Bel\u00e9m que anda substitu\u00eddo por tantos s\u00edmbolos que nada s\u00e3o e nada dizem a n\u00e3o ser que h\u00e1 abund\u00e2ncia de quinquilharias \u00e0 venda em esquina pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de agora esta mistura do Natal com o com\u00e9rcio. At\u00e9 se pode compreender, como se entende a proximidade de lojas junto dos santu\u00e1rios e que isso constitua uma oportunidade de as pessoas terem as suas lembran\u00e7as e de quem vive do com\u00e9rcio possa recompor-se de eras dif\u00edceis como a que atravessamos.<\/p>\n<p>Mas parece que de h\u00e1 uns anos a esta parte o problema tem outros contornos: algum silenciamento program\u00e1tico, ideol\u00f3gico, do religioso no espa\u00e7o p\u00fablico. Empurrando-o exclusivamente para o privado e o individual, riscando-o mesmo da hist\u00f3ria. Os su\u00ed\u00e7os acabam de referendar a proibi\u00e7\u00e3o de construir no territ\u00f3rio minaretes (torres de mesquitas). Os crucifixos receberam ordem de expuls\u00e3o dos lugares p\u00fablicos, foi chumbada, no in\u00edcio, a refer\u00eancia ao cristianismo na \u201cConstitui\u00e7\u00e3o Europeia\u201d.<\/p>\n<p>Deve afirmar-se, para bem da f\u00e9 e da sociedade, o Estado laico, o respeito pelas diferentes Confiss\u00f5es religiosas, os direitos das cren\u00e7as minorit\u00e1rias, a total aus\u00eancia de proselitismo ou de intromiss\u00e3o religiosa na consci\u00eancia das pessoas. Bem como uma informa\u00e7\u00e3o aberta sobre os diversos credos, com um total respeito pela liberdade de cada um. Mas \u00e0 sombra desse leg\u00edtimo cuidado n\u00e3o se pode riscar da hist\u00f3ria o patrim\u00f3nio dum povo, a afirma\u00e7\u00e3o de grandes valores assentes na natureza e nas aquisi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e religiosas &#8211; sem se negar a evolu\u00e7\u00e3o, a inova\u00e7\u00e3o, os desafios novos do presente e do futuro.<\/p>\n<p>\u00c9 aqui que se situa a nobreza dum povo como o nosso que n\u00e3o destr\u00f3i os Jer\u00f3nimos para real\u00e7ar a Torre de Bel\u00e9m, nem retira dos seus museus preciosidades de arte religiosa que s\u00e3o uma riqueza profunda de espiritualidade.<\/p>\n<p>\u00c9 este todo que precisa ser entendido para que o nosso futuro n\u00e3o seja constru\u00eddo sobre um acr\u00edlico parecido com cristal. O Natal entra neste patrim\u00f3nio espiritual.<\/p>\n<p>E uma vez que se esconde o nascimento de Jesus como facto central da hist\u00f3ria \u2013 da nossa hist\u00f3ria \u2013 pois que venha para a janela um estandarte que na sua humildade recorda a forma como, a contra corrente nasceu em Bel\u00e9m h\u00e1 2000 anos, o Messias, o Filho de Deus, o Redentor, Aquele, sem o qual n\u00e3o entendemos a nossa hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Na entrada em vigor do Tratado de Lisboa, n\u00e3o podemos deixar de saudar  o seu cap\u00edtulo XVII que \u201creconhece o contributo espec\u00edfico das Igrejas na integra\u00e7\u00e3o europeia, bem como o contributo vital que prestam \u00e0 vida social e cultural dos diferentes Estados membros\u201d. E prev\u00ea um di\u00e1logo \u201caberto, transparente e regular entre as Igrejas e a Uni\u00e3o Europeia\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 iniciativa oficial da Igreja nem de Espanha nem de Portugal. 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