{"id":4558,"date":"2009-12-16T09:51:00","date_gmt":"2009-12-16T09:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4558"},"modified":"2009-12-16T09:51:00","modified_gmt":"2009-12-16T09:51:00","slug":"unioes-contra-natura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/unioes-contra-natura\/","title":{"rendered":"Uni\u00f5es contra-natura?"},"content":{"rendered":"<p>A confus\u00e3o j\u00e1 chegou \u00e0 linguagem. J\u00e1 se chama natureza (natura) \u00e0quilo que nasce da conven\u00e7\u00e3o dos homens, se n\u00e3o mesmo da sua arbitrariedade. Com efeito, o leque pol\u00edtico-partid\u00e1rio e a pluralidade de linhas ideol\u00f3gicas n\u00e3o s\u00e3o sen\u00e3o fruto da cria\u00e7\u00e3o do homem. Nesse caso, qualquer alian\u00e7a dessas for\u00e7as, seja de que quadrante for, \u00e9 sempre poss\u00edvel e nada tem de contra-natura.<\/p>\n<p>Agora que o ser humano, criado homem e mulher, por natureza tenda para a uni\u00e3o heterossexual \u00e9 uma evid\u00eancia. Contra-natura ser\u00e1, portanto, a uni\u00e3o de pessoas do mesmo sexo. Defend\u00ea-lo e promov\u00ea-lo manifesta a pretens\u00e3o de contrariar a natureza, arvorando-se em seu \u201cdono\u201d.<\/p>\n<p>Que a fecunda\u00e7\u00e3o origina a vida e esta, uma vez gerada, tende para o seu desenvolvimento, segundo leis pr\u00f3prias, \u00e9 estrutura da natureza. Cortar abruptamente com esse ritmo, impedindo o seu progresso normal, a sua realiza\u00e7\u00e3o, isso sim \u00e9 contra-natura.<\/p>\n<p>Afinal, o queixume das uni\u00f5es contra-natura, s\u00f3 porque contrariam uma cria\u00e7\u00e3o dos homens ou o interesse de alguns ou de algum grupo, \u00e9 mais uma ofensa \u00e0 natureza do livre curso das op\u00e7\u00f5es humanas, da sua capacidade de mudar, de renovar, de corrigir.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m na ordem pol\u00edtica deveria respeitar-se o curso da natureza. E dar, por isso, prioridade \u00e0quelas coisas que s\u00e3o da responsabilidade do poder pol\u00edtico, como servi\u00e7o \u00e0 pessoa humana e \u00e0 comunidade. Em vez de se inventarem problemas que afectam uma muito escassa minoria, que n\u00e3o lan\u00e7am ningu\u00e9m no desemprego, que n\u00e3o p\u00f5em ningu\u00e9m no patamar da pobreza\u2026, verdadeiramente fracturantes da opini\u00e3o p\u00fablica e da textura da problem\u00e1tica social.<\/p>\n<p>J\u00e1 agora, tamb\u00e9m soa a contra-natura um natal que nada tem a ver com o seu acontecimento originante. Melhor: que, pelo contr\u00e1rio, se apresenta como uma usurpa\u00e7\u00e3o do Nascimento e mesmo uma contradi\u00e7\u00e3o com o seu significado. <\/p>\n<p>Quantas coisas, quantas uni\u00f5es contra-natura perfilhamos e promovemos! Esquecidos, certamente, de que, como diz o povo, a \u201cnatureza vinga-se\u201d! E, depois, andamos \u00e0 procura de remendos, os quais, mesmo de tecido novo, postos no pano velho de consci\u00eancias embotadas, s\u00f3 aumentam o rasg\u00e3o!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A confus\u00e3o j\u00e1 chegou \u00e0 linguagem. J\u00e1 se chama natureza (natura) \u00e0quilo que nasce da conven\u00e7\u00e3o dos homens, se n\u00e3o mesmo da sua arbitrariedade. Com efeito, o leque pol\u00edtico-partid\u00e1rio e a pluralidade de linhas ideol\u00f3gicas n\u00e3o s\u00e3o sen\u00e3o fruto da cria\u00e7\u00e3o do homem. Nesse caso, qualquer alian\u00e7a dessas for\u00e7as, seja de que quadrante for, \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-4558","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4558","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4558"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4558\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4558"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4558"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4558"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}