{"id":4610,"date":"2009-12-16T10:52:00","date_gmt":"2009-12-16T10:52:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4610"},"modified":"2009-12-16T10:52:00","modified_gmt":"2009-12-16T10:52:00","slug":"civilizacao-da-economia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/civilizacao-da-economia\/","title":{"rendered":"\u00abCiviliza\u00e7\u00e3o da economia\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> Parece que a quadra natal\u00edcia recomenda mais a \u00abciviliza\u00e7\u00e3o do amor\u00bb do que a da economia; at\u00e9 porque, dir-se-\u00e1, o mundo est\u00e1 farto da economia e das suas injusti\u00e7as. No entanto, Bento XVI considera recomend\u00e1vel a evolu\u00e7\u00e3o para a \u00abciviliza\u00e7\u00e3o da economia\u00bb (\u00abCaritas in Veritate\u00bb, n\u00ba. 38); at\u00e9 d\u00e1 a entender que ela \u00e9 indispens\u00e1vel para se alcan\u00e7ar a \u00abciviliza\u00e7\u00e3o do amor\u00bb (ibidem, n\u00bas. 39, 50, 51, 58 e 60). Porqu\u00ea?<\/p>\n<p>A economia \u00e9 o instrumento por excel\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de bens; portanto, o instrumento por excel\u00eancia para o efectivo \u00abdestino universal dos bens\u00bb (cf. n\u00bas. 39, 50 e 51). A transcend\u00eancia deste objectivo obriga-a a relativizar-se. Primeiro, ela sabe que n\u00e3o basta o mercado para a solu\u00e7\u00e3o dos problemas econ\u00f3micos (n\u00ba. 36); tornam-se indispens\u00e1veis o Estado e a sociedade civil (n\u00ba. 38). Depois, n\u00e3o bastam as dimens\u00f5es econ\u00f3micas da exist\u00eancia humana; s\u00e3o indispens\u00e1veis todas as outras, nomea-damente as sociais, culturais, ecol\u00f3gicas e espirituais (n\u00bas. 50 e 68-77). Mais profundamente ainda,  segundo a enc\u00edclica, a verdadeira economia implica a metaeconomia, isto \u00e9, motiva\u00e7\u00f5es n\u00e3o estritamente econ\u00f3micas, no sentido corrente (n\u00ba. 41).<\/p>\n<p>Assim entendida, \u00aba actividade econ\u00f3mica n\u00e3o pode prescindir da gratuidade\u00bb (n\u00ba. 38), embora n\u00e3o se reduza a esta. O lucro e a gratuidade podem coexistir harmonicamente, tanto em empresas do sector privado com fins lucrativos como nas p\u00fablicas e nas privadas sem fins lucrativos (n\u00bas. 38, 41 e 46). Neste contexto, \u00ab\u00e9 necess\u00e1rio que n\u00e3o se contraponha o intuito de fazer o bem ao da efectiva capacidade de produzir bens\u00bb (n\u00ba. 65). <\/p>\n<p>A \u00abciviliza\u00e7\u00e3o da economia\u00bb constitui um ideal ainda muito distante. At\u00e9 parece ut\u00f3pica, neste momento; se porventura se concretizasse, come\u00e7ar\u00edamos a ultrapasar o actual diferendo entre o capitalismo explorador e o colectivismo opressor. No entanto, podemos afirmar que j\u00e1 existem algumas linhas de tend\u00eancia favor\u00e1veis, real\u00e7ando-se: a empresa familiar; a\u00abresponsabilidade social da empresa\u00bb, apesar de algumas contradi\u00e7\u00f5es; a protec\u00e7\u00e3o social; o di\u00e1logo social, a negocia\u00e7\u00e3o colectiva e a concerta\u00e7\u00e3o social; a pujan\u00e7a do \u00abterceiro sector\u00bb (sem fins lucrativos); a regula\u00e7\u00e3o de economia; as tentativas de constru\u00e7\u00e3o de uma economia social de mercado&#8230;Grandes for\u00e7as econ\u00f3micas, sociais e pol\u00edticas op\u00f5em-se ao humanismo da \u00abciviliza\u00e7\u00e3o da economia\u00bb; mas a respectiva causa n\u00e3o est\u00e1 perdida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-4610","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4610","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4610"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4610\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4610"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4610"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4610"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}