{"id":4652,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4652"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"das-vantagens-dos-intercambios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/das-vantagens-dos-intercambios\/","title":{"rendered":"Das vantagens dos interc\u00e2mbios"},"content":{"rendered":"<p>Educar&#8230; hoje <!--more--> Observando os comportamentos dos alunos que participam em interc\u00e2mbios escolares, conclui-se que desenvolvem determinadas compet\u00eancias e atitudes muito mais rapidamente que outros que n\u00e3o se v\u00eaem confrontados com tais parcerias. De facto, assim, ampliam as suas compet\u00eancias de sociabiliza\u00e7\u00e3o, de autonomia e de literacia.<\/p>\n<p>Ultimamente, do vocabul\u00e1rio empresarial, chegou \u00e0 Escola a ideia de compet\u00eancia, que, a n\u00edvel internacional, se distribui por tr\u00eas categorias: <\/p>\n<p>1. Interagir em grupos socialmente heterog\u00e9neos, o que \u00e9 bem vis\u00edvel em interc\u00e2mbios escolares, no mesmo pa\u00eds, ou noutro. <\/p>\n<p>Quando se viaja para outra Escola, ou quando se recebe algu\u00e9m no nosso ambiente escolar, num per\u00edodo de tempo relativamente alargado, alunos e professores desenvolvem, sem d\u00favida, uma s\u00e9rie de atitudes e constatam in\u00fameras caracter\u00edsticas que os unem e distinguem, simultaneamente. O mesmo sucede com as fam\u00edlias que alojam colegas dos seus educandos. Um exemplo concreto prende-se com os h\u00e1bitos alimentares. Confrontados com a alimenta\u00e7\u00e3o de outro pa\u00eds ou lugar, n\u00e3o s\u00f3 aprendemos a gostar do que \u00e9 nosso, como tamb\u00e9m descobrimos a capacidade de apreciar outros paladares. Com a arquitectura e a natureza passa-se o mesmo. Ficamos mais atentos ao que nos \u00e9 mostrado ou ao que mostramos, para depois tomarmos consci\u00eancia do que nos \u00e9 pr\u00f3prio. <\/p>\n<p>Outro aspecto interessante relaciona-se com a necessidade de coopera\u00e7\u00e3o e resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Rapidamente, os participantes neste tipo de interc\u00e2mbios descobrem caracter\u00edsticas que os unem e aspectos que lhes desagradam. A solidariedade face a um problema e a urg\u00eancia em resolv\u00ea-lo, para que a reuni\u00e3o n\u00e3o seja um fracasso, s\u00e3o aprendizagens que se concretizam. <\/p>\n<p>2. Agir autonomamente \u00e9 uma das compet\u00eancias que se pede aos participantes em interc\u00e2mbios. Este aspecto deve ter sido desenvolvido a priori, mas \u00e9 in loco que \u00e9 posto em pr\u00e1tica. <\/p>\n<p>3. Usar instrumentos como as L\u00ednguas, a literacia e as TIC \u00e9 a terceira categoria a ter em conta. <\/p>\n<p>Aqui, nota-se que o dom\u00ednio da L\u00edngua Materna e de uma ou duas L\u00ednguas Estrangeiras tem de ser praticado. De facto, no final de alguns dias de comunica\u00e7\u00e3o, os alunos manipulam com maior facilidade a L\u00edngua Estrangeira, porque a necessidade lhes agu\u00e7ou o engenho. <\/p>\n<p>Aqui, relembro algumas cr\u00f3nicas e outros artigos que apontam o dedo \u00e0s Escolas Portuguesas, por n\u00e3o promoverem a exposi\u00e7\u00e3o oral e a destreza da argumenta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o posso con-cordar totalmente com tais artigos. Se, por um lado, h\u00e1 muitos Programas disciplinares \u2013 n\u00e3o vou fazer uma lista, que seria fastidiosa, pois s\u00e3o quase todos \u2013 que preconizam a apresenta\u00e7\u00e3o oral e o debate; por outro, nos interc\u00e2mbios, os alunos e professores preparam apresenta\u00e7\u00f5es, na maior parte das vezes, em v\u00e1rias L\u00ednguas Estrangeiras, servindo-se das TIC.<\/p>\n<p>Por fim, talvez o mais importante destes interc\u00e2mbios resida na consci\u00eancia da nossa \u201cportugalidade\u201d. A ideia que os outros t\u00eam de Portugal depende da ideia que n\u00f3s transmitimos de Portugal. Parece demagogia, mas n\u00e3o \u00e9. De facto, h\u00e1 anos que fa\u00e7o a mesma experi\u00eancia: quando se come\u00e7a um trabalho de parceria com pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, a maior parte dos alunos e professores t\u00eam uma ideia bizarra de Portugal: \u00e9 uma prov\u00edncia de Espanha e a l\u00edngua que falamos \u00e9 o castelhano. No final dos interc\u00e2mbios, confessam-nos que, afinal, mudaram a ideia que tinham de Portugal! Para melhor!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educar&#8230; hoje<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-4652","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4652","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4652"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4652\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4652"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4652"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4652"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}