{"id":4655,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4655"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"contra-o-desemprego-1-triangulo-basico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/contra-o-desemprego-1-triangulo-basico\/","title":{"rendered":"Contra o desemprego: (1) &#8211; tri\u00e2ngulo b\u00e1sico"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> 1. Na luta contra o desemprego (ou, pela positiva, a favor do emprego), h\u00e1 v\u00e1rias frentes de ac\u00e7\u00e3o a ter em conta. Esta reflex\u00e3o aborda apenas a primeira, que tem como centro a fam\u00edlia (ou a pessoa isolada, se for esse o caso).<\/p>\n<p>Tal frente pode designar-se por tri\u00e2ngulo b\u00e1sico, tendo como \u201clados\u201d a fam\u00edlia, o trabalho e a educa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 que revalorar a fam\u00edlia como centro nuclear e dinamizador do processo educativo e do projecto laboral de cada um dos seus membros.<\/p>\n<p>Outrora, a fam\u00edlia constitu\u00eda (al\u00e9m do mais) uma unidade econ\u00f3mica de produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e consumo, mais ou menos complexa. Hoje aparece, neste aspecto, quase s\u00f3 como unidade de consumo. No entanto, continua a ser muito elevado o n\u00famero de empresas familiares e de fam\u00edlias-empresa. Bem vistas as coisas, a grande maioria das fam\u00edlias vive intensamente esta dimens\u00e3o econ\u00f3mico-laboral, em especial na luta pela subsist\u00eancia, na procura e melhoria de emprego, na realiza\u00e7\u00e3o de projectos de vida, no esfor\u00e7o educativo&#8230;<\/p>\n<p>2. A vertente laboral faz parte integrante do processo educativo, tal como este faz parte do trabalho. O trabalho n\u00e3o \u00e9 redut\u00edvel \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, e esta n\u00e3o \u00e9 redut\u00edvel ao trabalho. No entanto, h\u00e1 coincid\u00eancia parcial entre uma realidade e a outra. E, sobretudo, importa frisar que n\u00e3o existe educa\u00e7\u00e3o sem trabalho nem trabalho sem educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9, por isso, recomend\u00e1vel que, desde tenra idade, o trabalho (incluindo, em especial, o trabalho de brincar, de experimentar, de criar actividades l\u00fadicas ou outras, e bem assim as responsabilidades pessoais na fam\u00edlia) seja assumido como verdadeira educa\u00e7\u00e3o e esta como verdadeiro trabalho (embora se trate de realidades diferentes).<\/p>\n<p>3. Na fase escolar, imp\u00f5e-se que se mantenha uma estreita liga\u00e7\u00e3o entre o mundo acad\u00e9mico e o laboral an\u00e1loga \u00e0 que existe, por exemplo, com o meio ambiente e com a hist\u00f3ria. \u00c9 indispens\u00e1vel que a escola v\u00e1 ao mundo laboral, \u00e0s empresas (e outras entidades empregadoras) e que o mundo laboral entre na escola.<\/p>\n<p>Escola e mundo laboral deveriam complementar-se e cooperar cada vez mais, com a participa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias. Nada deveria obstar a que a escola ouvisse depoimentos e \u201cli\u00e7\u00f5es\u201d de empres\u00e1rios e trabalhadores, e promovesse exerc\u00edcios acad\u00e9micos baseados na realidade e problemas dessas empresas. Nalguns casos, a escola at\u00e9 pode con-tribuir para o desenvolvimento das empresas e para a abertura de novos horizontes.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nada deveria obstar a que os empres\u00e1rios e os trabalhadores se pronunciassem acerca da adequa\u00e7\u00e3o dos saberes escolares ao mundo laboral. E este poderia receber, da escola, complementos significativos de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fam\u00edlia, escola e trabalho podem (e devem) convergir e cooperar, sob pena de se destru\u00edrem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-4655","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4655","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4655"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4655\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}