{"id":4677,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4677"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"o-outro-santo-de-aveiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-outro-santo-de-aveiro\/","title":{"rendered":"O outro santo de Aveiro"},"content":{"rendered":"<p>Canoniza\u00e7\u00e3o de S. Jo\u00e3o da Cruz teve contributo da cidade <!--more--> S. Jo\u00e3o da Cruz contou com a colabora\u00e7\u00e3o de pessoas de Aveiro no seu processo de canoniza\u00e7\u00e3o. A revela\u00e7\u00e3o foi feita na quinta-feira, no novo convento carmelita de Aveiro, que ap\u00f3s a inaugura\u00e7\u00e3o de 3 de Abril de 2005 tem vindo a promover uma s\u00e9rie de ser\u00f5es abertos \u00e0 comunidade sobre a vida carmelita e a sua presen\u00e7a nesta regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Disse Jeremias Vechina, padre carmelita da comunidade de F\u00e1tima, que a maior parte dos 33 testemunhos do processo que foi conclu\u00eddo em Coimbra, no dia 28 de Maio de 1715, era de pessoas de Aveiro, que nessa altura fazia parte do bispado de Coimbra. Porqu\u00ea tanta admira\u00e7\u00e3o pelo santo espanhol? \u201cCada vez que \u00e9 atacado pelas febres tercianas, implora o aux\u00edlio dele e, pela imposi\u00e7\u00e3o da sua imagem, consegue a cura\u201d, refere um escrito da \u00e9poca, citado pelo carmelita.<\/p>\n<p>Contra as febres<\/p>\n<p>S. Jo\u00e3o da Cruz era o preferido pelo povo para curar as febres do paludismo e de outras doen\u00e7as provocadas pelos mosquitos que grassavam na regi\u00e3o. O m\u00edstico que ardia em amor divino curava as febres corporais.<\/p>\n<p>As \u00e1guas do rio Vouga criaram um imenso p\u00e2ntano, devido ao fecho da Barra por acumula\u00e7\u00e3o de areias. Com o p\u00e2ntano vieram os mosquitos. E com os mosquitos, as doen\u00e7as e a morte. Aveiro tinha 14 mil habitantes no ano de 1572, para ter 10 mil em 1685 e apenas 3 500 em 1797, relatou Pe. Vechina.<\/p>\n<p>\u00c9 neste contexto que o santo carmelita \u00e9 invocado. No processo de canoniza\u00e7\u00e3o de Coimbra (o \u00fanico que corre em Portugal), Jo\u00e3o da Cruz \u00e9 j\u00e1 referido como \u201co santo de Aveiro\u201d.<\/p>\n<p>No ser\u00e3o de quinta-feira, interveio ainda Sousa Pereira, colaborador do autor da est\u00e1tua \u00e0 entrada do novo convento, o portuense Jos\u00e9 Rodrigues. Frei Jo\u00e3o Costa, superior da comunidade carmelita, explicou o significado da est\u00e1tua (ver imagem e legendas).<\/p>\n<p>Os ser\u00f5es de abertura do Carmelo \u00e0 comunidade prosseguem no dia 28 de Maio, \u00e0s 21h, com as interven\u00e7\u00f5es de Alves Alpoim Portugal, provincial dos carmelitas at\u00e9 Abril de 2005, e Amaro Neves. O tema \u00e9 \u201cUm convento na Cidade\u201d.<\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n<p>Perfil de S. Jo\u00e3o da Cruz<\/p>\n<p>Juan de Yepes nasceu em 1542, em Fontiveros (\u00c1vila), e ingressou no convento carmelita de Medina del Campo, depois de ter passado pelos jesu\u00edtas dessa cidade. Estudou em Salamanca e foi ordenado em 1567. Colaborou com Santa Teresa de \u00c1vila na reforma do Carmelo. Esteve nove meses preso, sem ver a luz do dia, por ordem dos superiores carmelitas, que n\u00e3o concordavam com a renova\u00e7\u00e3o da ordem. Nessa altura comp\u00f4s e fixou na mem\u00f3ria obras como o famoso \u201cC\u00e2ntico Espiritual\u201d. Em liberdade, foi director espiritual, renovou e fundou conventos. Morreu 1591, quando se pretendia envi\u00e1-lo para o ex\u00edlio no M\u00e9xico. Foi beatificado em 1675, canonizado em 1726 e proclamado Doutor da Igreja em 1926.<\/p>\n<p>As \u201cPoesias Completas\u201d de S. Jo\u00e3o da Cruz, em tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Bento, est\u00e3o editadas na Ass\u00edrio &#038; Alvim.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Canoniza\u00e7\u00e3o de S. 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