{"id":4678,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4678"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"um-templo-sagrado-nao-e-uma-casa-qualquer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/um-templo-sagrado-nao-e-uma-casa-qualquer\/","title":{"rendered":"&#8220;Um templo sagrado n\u00e3o \u00e9 uma casa qualquer&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>D. Ant\u00f3nio Marcelino, na b\u00ean\u00e7\u00e3o da igreja da Gafanha da Nazar\u00e9 <!--more--> D. Ant\u00f3nio Marcelino presidiu, no s\u00e1bado, 21, na Gafanha da Nazar\u00e9, \u00e0 cerim\u00f3nia da b\u00ean\u00e7\u00e3o e dedica\u00e7\u00e3o do altar e da igreja matriz, depois das obras de restauro por que passou e que ultrapassaram os dois milh\u00f5es de euros. A remodela\u00e7\u00e3o foi profunda e denota um bom gosto que valoriza ainda mais a sobriedade que marca todo o conjunto, com a bonita e primitiva imagem de Nossa Senhora da Nazar\u00e9 a sobressair na decora\u00e7\u00e3o fronteira da capela-mor, de talha dourada.<\/p>\n<p>No momento da b\u00ean\u00e7\u00e3o, o nosso Bispo lembrou a import\u00e2ncia do altar, ao sublinhar que \u201ca d\u00e1diva de Cristo, a eucaristia\u201d, parte dele. Tamb\u00e9m recordou o significado da mesa da Palavra, o amb\u00e3o, e do sacr\u00e1rio, para adora\u00e7\u00e3o do Sant\u00edssimo Sacramento e para recolhimento.<\/p>\n<p>\u201cUm templo sagrado n\u00e3o \u00e9 uma casa qualquer\u201d, disse D. Ant\u00f3nio, que enalteceu tamb\u00e9m a beleza conseguida pelo p\u00e1roco, Padre Jos\u00e9 Fidalgo, e seus mais directos colaboradores, salientando que \u201cDeus tudo merece\u201d. E acrescentou: \u201cO Padre Jos\u00e9 Fidalgo fez tudo com muito amor.\u201d <\/p>\n<p>O Bispo de Aveiro real\u00e7ou o m\u00e9rito de ter sido recuperada a tra\u00e7a inicial da igreja matriz. Louvou, ainda, todo o toque \u201cde arte, amor, perfei\u00e7\u00e3o e beleza\u201d posto nas obras de restauro deste templo, numa perspectiva de melhor \u201cservir uma par\u00f3quia com a dimens\u00e3o e a import\u00e2ncia que tem hoje a Gafanha da Nazar\u00e9\u201d.<\/p>\n<p>Ao dirigir-se \u00e0s autoridades presentes (Governador Civil, Filipe Neto Brand\u00e3o; presidente da C\u00e2mara de \u00cdlhavo, Ribau Esteves; e presidente da Junta de Freguesia, Manuel Serra) o nosso Bispo frisou o bom relacionamento com todas elas, \u201ccomo n\u00e3o podia deixar de ser\u201d, referindo que \u201ca Igreja de Deus \u00e9 um projecto sempre em constru\u00e7\u00e3o\u201d, e que \u201co Senhor \u00e9 louvado, na medida em que O servirmos, servindo os outros\u201d.<\/p>\n<p>Para o Padre Jos\u00e9 Fidalgo, a constru\u00e7\u00e3o de paredes \u00e9 tarefa normalmente f\u00e1cil. Importante \u00e9 mesmo seguir o mandamento do Senhor, \u201camai-vos uns aos outros como Eu vos amei\u201d, para que nesta terra [Gafanha da Nazar\u00e9] \u201cn\u00e3o haja divis\u00f5es nem querelas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Adiantou que as enormes despesas do restauro da igreja matriz foram suportadas pelo povo, n\u00e3o deixando de apelar ao Governo e \u00e0s autarquias para que ajudem de forma mais significativa, porque \u201co dinheiro nas nossas m\u00e3os cresce mais\u201d. O templo e o complexo anexo, com poucos trabalhos por concluir, inserem-se num projecto &#8211; frisou o Padre Fidalgo &#8211; de constru\u00e7\u00e3o de uma comunidade \u201cverdadeiramente humana, nas vertentes cultural, social e religiosa\u201d.<\/p>\n<p>Alicerces antigos recebem templo moderno<\/p>\n<p>A igreja agora restaurada assenta na primitiva, que foi inaugurada em 1912. No fundo, para quem olha, trata-se de um templo novo, tal \u00e9 a magnitude das obras levadas a cabo. Foi respeitada a tra\u00e7a original, com realce para a torre sineira e para a cor branca, t\u00e3o t\u00edpica da regi\u00e3o das Gafanhas. O arco maior, que separa a nave principal da capela-mor, \u00e9 da primeira igreja.<\/p>\n<p>O corpo do templo apresenta-se bem decorado, garantindo espa\u00e7o para 500 pessoas sentadas. O material utilizado, granito e madeiras de qualidade, via-sacra que casa bem com todo o ambiente, vitrais e ilumina\u00e7\u00e3o funcional, mostram o cuidado colocado neste projecto, que h\u00e1-de perdurar no tempo.<\/p>\n<p>Um elevador servir\u00e1 idosos e deficientes e a escadaria exterior, com alguma impon\u00eancia, empresta uma certa beleza \u00e0 frontaria da matriz da Gafanha da Nazar\u00e9. O adro, de granito e com grades, e ajardinado lateralmente, acolhe a est\u00e1tua da padroeira, de bronze.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois audit\u00f3rios, salas diversas, para catequese e reuni\u00f5es, cart\u00f3rio paroquial, sala de audiovisuais, gabinetes, sacristia e sanit\u00e1rios. Como curiosidade, registe-se a exist\u00eancia de uma sala, ligada \u00e0 nave central, alimentada por um circuito interno de televis\u00e3o, sobretudo para os pais com filhos mais barulhentos poderem continuar a participar nas cerim\u00f3nias.<\/p>\n<p>O templo possui aquecimento central, aparelhagem sonora afinada e um \u00f3rg\u00e3o de tubos. A capela do Sant\u00edssimo ocupa um espa\u00e7o lateral, resguardado, que convida \u00e0 medita\u00e7\u00e3o. Como pormenor a destacar, h\u00e1 o bras\u00e3o da par\u00f3quia em diversos locais, nomeadamente nos bancos, com as marcas do povo que tem feito a Gafanha da Nazar\u00e9, atrav\u00e9s dos tempos, ligado ao mar e \u00e0 agricultura.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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