{"id":4694,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4694"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"um-processo-educativo-harmonico-e-serio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/um-processo-educativo-harmonico-e-serio\/","title":{"rendered":"Um processo educativo harm\u00f3nico e s\u00e9rio"},"content":{"rendered":"<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9, frequentemente, tema de discuss\u00e3o na pra\u00e7a p\u00fablica. Temos de nos interrogar porqu\u00ea, dado que n\u00e3o h\u00e1 eco sem grito, nem barulho sem algo que o motive. Desta vez, e mais uma vez, \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o sexual que se faz e se defende que provoca cr\u00edticas, den\u00fancia e movimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Educar \u00e9 uma arte e um desafio apaixonante para todo o educador. Para o educando, \u00e9 um processo crescente de dignifica\u00e7\u00e3o, valoriza\u00e7\u00e3o abrangente, aprendizagem concreta de rela\u00e7\u00f5es m\u00fatuas, integra\u00e7\u00e3o assimilada de valores, desenvolvimento harm\u00f3nico de dons e capacidades, naturais e adquiridos, que v\u00e3o tendo investimento na vida real, at\u00e9 \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o pessoal.<\/p>\n<p>Educar \u00e9 dar alma \u00e0 vida. Miss\u00e3o que exige uma inter rela\u00e7\u00e3o, digna e respeitosa, entre educador e educando, e uma especial aten\u00e7\u00e3o ao ambiente de vida e de ac\u00e7\u00e3o, porque tamb\u00e9m este tem uma fun\u00e7\u00e3o educativa. A informa\u00e7\u00e3o cultural e a transmiss\u00e3o sistem\u00e1tica do saber escolar s\u00e3o sempre elementos integrantes e meios importantes, que servem de suporte e de itiner\u00e1rio a um projecto educativo com sentido humano e social.<\/p>\n<p>A vida vai-nos ensinando que, na educa\u00e7\u00e3o, o mais determinante s\u00e3o os educadores. N\u00e3o \u00e9 que recaia sobre eles uma responsabilidade absoluta, como \u00e9 \u00f3bvio, pois s\u00f3 se pode dar quando h\u00e1 algu\u00e9m disposto a receber. Est\u00e1, por\u00e9m, na m\u00e3o do educador, quem quer que ele seja, contribuir, de modo singular, para a estrutura\u00e7\u00e3o harm\u00f3nica da pessoa e, por via desta, para a edifica\u00e7\u00e3o de uma sociedade de gente nova e participativa.<\/p>\n<p>Os educadores t\u00eam de sentir-se vocacionados e preparados para a miss\u00e3o de educar. N\u00e3o podem pensar que s\u00e3o mestres e sabedores incontestados. H\u00e1 que saber lidar com um respeito sagrado pelos educandos, manter uma dignidade pessoal que os qualifique, estar dispostos a promover e cultivar parcerias com outros intervenientes no processo educativo, interiormente abertos para reconhecer e corrigir erros, dispon\u00edveis para reflectir e aprender com aqueles que s\u00e3o o seu cuidado di\u00e1rio.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o sexual \u00e9 necess\u00e1ria. Qualquer que seja a modalidade de ajuda, n\u00e3o cabe a mercen\u00e1rios, nem a grupos voltados para impor os modelos que justificam as suas op\u00e7\u00f5es de vida, estimulando outros a ir pelo mesmo caminho, nem meros informadores pessoalmente mal formados. N\u00e3o se pode fazer \u00e0 revelia de respons\u00e1veis que n\u00e3o se podem ignorar, como os pais ou os encarregados de educa\u00e7\u00e3o, de valores culturais e \u00e9ticos, de modelos que estimulam a crescer e a viver, com decoro, dignidade, senso e vergonha.<\/p>\n<p>De quando em quando, l\u00e1 vem \u00e0 luz do dia o que neste campo se vai fazendo na noite das distrac\u00e7\u00f5es procuradas, consentidas e pagas. O que o Expresso informou e o que por a\u00ed se diz e se faz, neste campo, \u00e9, em muitos casos, verdadeiramente grave.<\/p>\n<p>A sexualidade \u00e9 um dinamismo fundamental da pessoa. N\u00e3o se pode degradar. H\u00e1 que ajudar a assumi-la e a integr\u00e1-la, porque n\u00e3o se trata de um instinto animal. Quando tudo \u00e9 natural, dispensa-se a educa\u00e7\u00e3o. Os animais sabem defender-se, as pessoas s\u00e3o educ\u00e1veis, desde o ventre materno. A\u00ed come\u00e7a, naquela rela\u00e7\u00e3o \u00fanica de m\u00e3e &#8211; filho, a  desenvolver-se a maravilha da vida relacional ou de ser-com-os-outros, para poder crescer e viver. Este processo acompanha-nos na vida, com base numa rela\u00e7\u00e3o afectiva, crescente e consequente, que  d\u00e1 sentido \u00e0 sexualidade, como valor superior assumido, no casamento, quando preparado com cuidado, no celibato, quando livremente aceite. <\/p>\n<p>Quem faz da vida uma banalidade, nunca poder\u00e1 ajudar outros a descobrir e a contemplar os horizontes novos, belos e libertadores, ao alcance de todos, quando educados correctamente, ou em processo de uma educa\u00e7\u00e3o, harm\u00f3nica, s\u00e9ria e digna.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A educa\u00e7\u00e3o \u00e9, frequentemente, tema de discuss\u00e3o na pra\u00e7a p\u00fablica. Temos de nos interrogar porqu\u00ea, dado que n\u00e3o h\u00e1 eco sem grito, nem barulho sem algo que o motive. 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