{"id":4700,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4700"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"qual-a-diferenca-entre-as-biblias-catolicas-e-as-protestantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/qual-a-diferenca-entre-as-biblias-catolicas-e-as-protestantes\/","title":{"rendered":"Qual a diferen\u00e7a entre as b\u00edblias cat\u00f3licas e as protestantes?"},"content":{"rendered":"<p>O Leitor pergunta <!--more--> As diferen\u00e7as fundamentais entre uma B\u00edblia cat\u00f3lica e uma protestante prende-se essencialmente com a quest\u00e3o da c\u00e2non, isto \u00e9, a quest\u00e3o de saber quais os livros que s\u00e3o ou n\u00e3o Palavra de Deus, sobretudo em rela\u00e7\u00e3o ao Antigo Testamento.Vamos partir da origem da express\u00e3o c\u00e2non.<\/p>\n<p>1. Na l\u00edngua hebraica o termo kan\u00ea indicava inicialmente a cana dos cereais. Mais tarde passou a indicar o bast\u00e3o usado como unidade de medida, ou at\u00e9 o bra\u00e7o da balan\u00e7a, os bra\u00e7os dos candeeiros&#8230; Na l\u00edngua grega prevalece o significado figurado, ou seja, de bast\u00e3o de medir. A partir do s\u00e9c. IV, o termo c\u00e2non \u00e9 empregado na Igreja para indicar as normas externas, eclesiais, can\u00f3nicas como s\u00e3o ditas. Daqui vem o facto de ele ser usado em rela\u00e7\u00e3o aos livros da B\u00edblia.<\/p>\n<p>2. Assim, encontramos j\u00e1 nos primeiros tempos da igreja estas denomina\u00e7\u00f5es: c\u00e2non, livro can\u00f3nico, mas tamb\u00e9m livro protocan\u00f3nico, livro deuterocan\u00f3nico.<\/p>\n<p>&#8211; C\u00e2non: indica o elenco dos livros inspirados; para a igreja cat\u00f3lica s\u00e3o 73 livros, 46 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento.<\/p>\n<p>&#8211; Can\u00f3nico: especifica o livro que pertence ao C\u00e2non b\u00edblico.<\/p>\n<p>&#8211; Protocan\u00f3nico (pr\u00f4tos: primeiro): \u00e9 o livro que sempre e em todas as comunidades foi considerado can\u00f3nico.<\/p>\n<p>&#8211; Deuterocan\u00f3nico (deuteros: segundo): a partir do s\u00e9c. XVI, \u00e9 o livro que teve dificuldades na admiss\u00e3o no c\u00e2non. Anteriormente usavam-se outros termos: homologoum\u00e9noi (unanimemente aceites) para os protocan\u00f3nicos e antilegom\u00e9noi (contrastados) para os deuterocan\u00f3nicos.<\/p>\n<p>Podemos j\u00e1 indicar quais s\u00e3o os livros deuterocan\u00f3nicos: s\u00e3o 7 de Antigo Testamento e igualmente 7 no Novo Testamento.<\/p>\n<p>Antigo Testamento: Tobias, Judite, 1-2 Macabeus, Baruc, Eclesi\u00e1stico (Sir\u00e1cida), Sabedoria e algumas partes de Ester e Daniel.<\/p>\n<p>Novo Testamento: Hebreus, Tiago, 2 Pedro, 2-3 Jo\u00e3o, Judas, Apocalipse.<\/p>\n<p>3. No vocabul\u00e1rio relativo ao \u201cc\u00e2non b\u00edblico\u201d merece uma refer\u00eancia a express\u00e3o ap\u00f3crifo e pseudo-ep\u00edgrafo. <\/p>\n<p>Os cat\u00f3licos atribuem o nome de livro ap\u00f3crifo (apokryptein: esconder) aos escritos judaicos ou crist\u00e3os que em certa medida reivindicaram a sua \u201ccanonicidade\u201d por causa da sua origem. De facto, alguns ap\u00f3crifos do Antigo Testamento s\u00e3o considerados obra dos patriarcas ou dos profetas (Apocalipse de Mois\u00e9s, o Livro de Henoc, as Odes de Salom\u00e3o, o Testamento dos Doze Patriarcas). No Novo Testamento alguns ap\u00f3crifos s\u00e3o atribu\u00eddos a ap\u00f3stolos) Proto Evangelho de Tiago, Evangelho de Tom\u00e9, Actos de Pedro, Actos de Paulo, Actos de Jo\u00e3o&#8230;).<\/p>\n<p>O termo livro pseudo-ep\u00edgrafo (falsa inscri\u00e7\u00e3o) foi introduzido pelos Reformadores para indicar os nossos livros ap\u00f3crifos. Enquanto chamam \u201cap\u00f3crifos\u201d aos livros deuterocan\u00f3nicos do Antigo Testamento que n\u00e3o s\u00e3o enumerados por eles no c\u00e2non: nisto seguem o \u201cc\u00e2non hebraico\u201d.<\/p>\n<p>Um exemplo: para os cat\u00f3licos, o Eclesi\u00e1stico \u00e9 um livro \u201cdeuterocan\u00f3nico\u201d, o Apocalipse de Mois\u00e9s \u00e9 \u201cap\u00f3crifo\u201d; para os reformadores, o Eclesi\u00e1stico \u00e9 um livro \u201cap\u00f3crifo\u201d, o Apocalipse de Mois\u00e9s \u00e9 \u201cpseudo-ep\u00edgrafo\u201d.<\/p>\n<p>Pe J\u00falio Franclim e Pacheco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Leitor pergunta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-4700","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4700"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4700\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}