{"id":4727,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4727"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"a-idade-avancou-o-vigor-espiritual-nao-se-desvaneceu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/a-idade-avancou-o-vigor-espiritual-nao-se-desvaneceu\/","title":{"rendered":"A idade avan\u00e7ou&#8230; o vigor espiritual n\u00e3o se desvaneceu"},"content":{"rendered":"<p>Todos n\u00f3s, Igreja de Aveiro, temos que ver com o jubileu presbiteral de D. Ant\u00f3nio Marcelino. Da sua ordena\u00e7\u00e3o decorre uma vida de entrega ao minist\u00e9rio, que veio a culminar com o servi\u00e7o a esta Diocese como dedicado Pastor<\/p>\n<p>Num momento t\u00e3o marcante da sua vida pessoal, que toca aqueles que lhe est\u00e3o confiados, \u00e9 da mais elementar justi\u00e7a com ele e por ele darmos gra\u00e7as ao Senhor.<\/p>\n<p>Com estas linhas, exprimo o meu apre\u00e7o pessoal pela sua presen\u00e7a pastoral ben\u00e9fica entre n\u00f3s, na minha vida, na vida das comunidades que, em seu nome sirvo, na vida de movimentos com os quais me cruzo e que t\u00eam marcas de D. Ant\u00f3nio Marcelino. Nem sempre estive ou estou de acordo com tudo o que diz e que promove como agir pastoral. Mas tenho plena consci\u00eancia de que esta pessoa, este padre, este bispo, tem sido um dom inesti-m\u00e1vel \u00e0 Igreja, de que eu beneficio tamb\u00e9m em abund\u00e2ncia.<\/p>\n<p>A t\u00edtulo de homenagem, gostaria de evocar dois acontecimentos em que fomos \u201cc\u00famplices\u201d, que n\u00e3o esquecerei nunca. O primeiro, corria o final dos anos setenta, em que os movimentos da Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica estavam em profunda crise. Eu pr\u00f3prio sofria o desgaste de assistir um destes movimentos, a n\u00edvel nacional e internacional. Cruz\u00e1mo-nos, em plena esplanada do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima. N\u00e3o \u00e9ramos confidentes, mas j\u00e1 nos conhec\u00edamos, at\u00e9 porque D. Ant\u00f3nio Marcelino, ao tempo auxiliar do Patriarcado de Lisboa, cuidava da zona do Oeste, onde a Ac\u00e7\u00e3o Cat\u00f3lica Rural Jovem tinha express\u00e3o. Foram breves as palavras de \u00e2nimo que me dirigiu. Mas esclarecidas, duradoiras e bem tonificantes!<\/p>\n<p>O outro epis\u00f3dio, privado, sucedeu em in\u00edcios de Outubro de oitenta e dois,  no dia em que, na Casa Episcopal, dele me despedi a caminho dos estudos em Roma. Receoso diante de tudo o que seria novidade para mim &#8211; e D. Ant\u00f3nio era o \u201cculpado\u201d mor de ser eu a abrir um ciclo de idas para Roma -, estimulou-me a abrir o cora\u00e7\u00e3o ao optimismo. E tra\u00e7ou-me na fronte o sinal da cruz, n\u00e3o por ritual, mas por convic\u00e7\u00e3o, percebi eu. E valeu! Todos os dias, diante do mundo novo e aliciante, me senti escudado nesse sinal, aberto por ele aos dons do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>A idade avan\u00e7ou. Mas todos reconhecem que o vigor espiritual e intelectual de D. Ant\u00f3nio Marcelino n\u00e3o se desvaneceu. A sua presen\u00e7a interpelante nas realidades do mundo redobrou de afirma\u00e7\u00e3o. Obrigado D. Ant\u00f3nio! Que a sua pessoa e a sua palavra continuem, enquanto Deus quiser, a ser caminho para quantos o esperam.<\/p>\n<p>P. Querubim Silva<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos n\u00f3s, Igreja de Aveiro, temos que ver com o jubileu presbiteral de D. Ant\u00f3nio Marcelino. 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