{"id":4739,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4739"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"consciencia-contemporanea-e-exercicio-do-magisterio-iii","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/consciencia-contemporanea-e-exercicio-do-magisterio-iii\/","title":{"rendered":"Consci\u00eancia contempor\u00e2nea e exerc\u00edcio do magist\u00e9rio (III)"},"content":{"rendered":"<p>Revisitando o Vaticano II <!--more--> Ao terminar a refer\u00eancia \u00e0s considera\u00e7\u00f5es de B. Sesbou\u00e9 sobre o exerc\u00edcio do Magist\u00e9rio nos nossos dias, importa sublinhar as inten\u00e7\u00f5es com que as faz: um profundo amor \u00e0 Igreja, um desejo genu\u00edno de corresponder ao pedido do Papa Jo\u00e3o Paulo II, reconhecendo, com o pr\u00f3prio Papa, que, hoje, dada a mundializa\u00e7\u00e3o do impacto da sua palavra, a complexidade crescente dos problemas, a tarefa di\u00e1ria do governo da Igreja universal \u00e9 esmagadora para um homem s\u00f3, por melhores que sejam a sua sa\u00fade e as suas capacidades de trabalho, por melhor que seja assessorado.<\/p>\n<p>1. O que se reflectiu diz respeito, de um modo particular, \u00e0 maneira de exercer o magist\u00e9rio. \u201cN\u00e3o se trata de p\u00f4r em causa a responsabilidade pr\u00f3pria do papa, que preside ao servi\u00e7o da unidade da f\u00e9 e da caridade. Mas tudo pede, tanto o necess\u00e1rio equil\u00edbrio entre o princ\u00edpio da presid\u00eancia, o princ\u00edpio colegial e o princ\u00edpio comunit\u00e1rio, como as leg\u00edtimas expectativas da consci\u00eancia contempor\u00e2nea, que esse magist\u00e9rio d\u00ea o devido espa\u00e7o ao magist\u00e9rio dos bispos, que est\u00e3o em contacto directo com as diversas express\u00f5es do sensus fidelium.\u201d<\/p>\n<p>2. Reconhecendo que a regula\u00e7\u00e3o magisterial da autenticidade da f\u00e9 \u00e9 indispens\u00e1vel para a vida da Igreja, seria de todo conveniente que esse exerc\u00edcio se fizesse de modo menos imediato, antes mais consensual, dialogal e colegial e, porventura, at\u00e9 mais \u201catraente\u201d. \u201cO discurso pastoral da Igreja sabe muito bem encontrar o tom exacto sobre muitos pontos que pertencem ao an\u00fancio do Evangelho. O mesmo n\u00e3o ocorre, infelizmente, quando o discurso de regula\u00e7\u00e3o magisterial se faz autorit\u00e1rio e afirma obriga\u00e7\u00f5es ou proibi\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>3. \u201cCabe ao magist\u00e9rio uma fun\u00e7\u00e3o \u2018educativa\u2019. Mas toda a pedagogia exige o respeito \u00e0 crian\u00e7a. Se foi sempre um ponto pac\u00edfico que a f\u00e9 \u00e9 um acto livre, o discurso da Igreja deve mostrar que se dirige respeitosamente a uma liberdade que deseja esclarecer, a fim de que esta se empenhe no que \u00e9 mais justo. Isto sup\u00f5e que esse discurso deixe o espa\u00e7o necess\u00e1rio para permitir que a liberdade se questione, reaja e se empenhe.\u201d<\/p>\n<p>4. N\u00e3o nos podemos iludir com a facilidade de divulga\u00e7\u00e3o dos pronunciamentos do magist\u00e9rio pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, pensando que, desse modo, a informa\u00e7\u00e3o, sobretudo o discernimento do conte\u00fado ficam patentes a toda a gente. \u00c9 que a comunica\u00e7\u00e3o social procura o sensacional, n\u00e3o raro sublinhando aquilo que distancia a Igreja do Mundo, em vez de proporcionar uma informa\u00e7\u00e3o compreens\u00edvel e contextualizada. O que quer dizer que o esfor\u00e7o de apresentar os documentos, promover o seu estudo e divulga\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem ser descurados. Esta situa\u00e7\u00e3o reclama tamb\u00e9m, da parte do magist\u00e9rio uma \u201cmudan\u00e7a quanto ao tom, quanto ao vocabul\u00e1rio e \u00e0 pedagogia dos documentos.\u201d<\/p>\n<p>Querubim Silva <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitando o Vaticano II<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-4739","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4739","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4739"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4739\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4739"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4739"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4739"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}