{"id":4740,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4740"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"deus-e-pai-e-mae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/deus-e-pai-e-mae\/","title":{"rendered":"&#8220;Deus \u00e9 Pai e M\u00e3e&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XI Tempo Comum &#8211; Ano A <!--more--> A Palavra deste domingo recorda-nos a presen\u00e7a constante e amorosa de Deus no mundo e o empenho que Ele tem de nos oferecer a sua vida e a sua salva\u00e7\u00e3o. No entanto, a interven\u00e7\u00e3o de Deus na hist\u00f3ria humana concretiza-se atrav\u00e9s daqueles e daquelas que Ele chama e envia, para serem sinais vivos do seu amor e testemunhas da sua bondade. A tradi\u00e7\u00e3o b\u00edblica e crist\u00e3 diz-nos que o amor de Deus e, portanto, o de Jesus, \u00e9 um amor caracterizado, particularmente, pelos atributos mais espec\u00edficos ao amor materno. \u201cDeus \u00e9 Pai e M\u00e3e\u201d, afirmava Jo\u00e3o Paulo I.<\/p>\n<p>O evangelho exp\u00f5e o \u201cdiscurso da miss\u00e3o\u201d. Nele, Mateus apresenta uma catequese sobre a escolha, o chamamento e o envio de \u201cdoze\u201d disc\u00edpulos (que representam a totalidade do Povo de Deus) a anunciar o \u201cReino\u201d. Esses \u201cdoze\u201d ser\u00e3o os continuadores da miss\u00e3o de Jesus e dever\u00e3o difundir a sua proposta de salva\u00e7\u00e3o e de liberta\u00e7\u00e3o. Mateus apresenta-nos Jesus cheio de ternura e preocupa\u00e7\u00e3o, porque o povo de Israel, a quem foi enviado, andava exausto e debilitado, como \u201covelhas sem pastor\u201d, porque era grande a \u201cseara\u201d e pou-cos os que se dispunham a trabalhar ao jeito de Jesus. Mas, n\u00e3o tinha Deus enviado tantos profetas a Israel, antes de Jesus? N\u00e3o havia tantos sacerdotes, que, continuamente, ofereciam ora\u00e7\u00f5es e sacrif\u00edcios no templo? Apesar disto, Jesus constata que o povo n\u00e3o est\u00e1 saciado, porque lhe falta a aten\u00e7\u00e3o repassada de entranhas maternas como as de seu Pai\/M\u00e3e. <\/p>\n<p>A primeira leitura anuncia-nos o Deus da \u201calian\u00e7a\u201d, que elege um Povo para com ele estabelecer la\u00e7os de comunh\u00e3o e de intimidade. A esse Povo, Jahw\u00e9h confia uma miss\u00e3o sacerdotal: Israel deve ser o Povo reservado para o seu servi\u00e7o, isto \u00e9, ser um sinal de Deus Amor no meio das outras na\u00e7\u00f5es. O texto conta-nos, em linguagem materna, como Deus transportou \u201csobre asas de \u00e1guia\u201d o povo que padecia e se lastimava no Egipto, sob a opress\u00e3o do fara\u00f3. Deus carregou-o ao colo e, qual m\u00e3e carinhosa, fez dele um povo santo, selando uma alian\u00e7a de amor. \u00c9 esta recorda\u00e7\u00e3o que Jesus evoca. \u00c9 este gesto materno que Ele quer repetir com os seus contempor\u00e2neos. \u00c9 este movimento que Jesus pretende imprimir nos seus disc\u00edpulos e disc\u00edpulas, de ontem e de hoje.<\/p>\n<p>A segunda leitura sugere que a comunidade dos disc\u00edpulos e disc\u00edpulas \u00e9, fundamentalmente, uma comunidade de pessoas a quem Deus ama. A sua miss\u00e3o no mundo \u00e9 dar testemunho do amor de Deus: um amor eterno, inquebr\u00e1vel, gratuito e absolutamente \u00fanico. Paulo insiste em que Deus nos deu uma grande prova de amor gratuito, ao entregar o seu Filho \u00e0 morte, apesar de sermos pecadores. Este \u00e9 efectivamente o maior certificado do seu amor: como a m\u00e3e que, da sua vida, d\u00e1 vida ao ser que cresce no seu seio, sem perder a sua pr\u00f3pria vida, assim Deus, pelo seu Filho, nos d\u00e1 a sua vida, sem se esvaziar, tornando-nos, deste modo, seus amigos e amigas, isto \u00e9, pessoas reconciliadas com Ele.<\/p>\n<p>Domingo do XI do Tempo Comum: <\/p>\n<p>Ex 19,2-6a; Sl 100 (99); Rm 5,6-11; Mt 9,36 \u2013 10,8.<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XI Tempo Comum &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-4740","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4740","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4740"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4740\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4740"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}