{"id":4741,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4741"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"expressao-de-reverencia-e-oracao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/expressao-de-reverencia-e-oracao\/","title":{"rendered":"Express\u00e3o de rever\u00eancia e ora\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O Leitor Pergunta &#8211; Por que \u00e9 que em algumas celebra\u00e7\u00f5ers se usa incenso? <!--more--> O uso do incenso (puro ou resultando de uma mistura de resinas de v\u00e1rias \u00e1rvores) \u00e9 comum a quase todas as religi\u00f5es, embora com finalidades diferentes. No geral, podemos dizer que serve para elevar o esp\u00edrito, criar recolhimento, purificar e, nos tempos antigos, tinha certamente uma fun\u00e7\u00e3o arom\u00e1tica. Perfumava o ambiente. Hoje, nas religi\u00f5es orientais, serve para ajudar \u00e0 medita\u00e7\u00e3o individual. Enquanto, no cristianismo e no juda\u00edsmo, o incenso tem uso comunit\u00e1rio e serve mostrar rever\u00eancia.<\/p>\n<p>Os primeiros crist\u00e3os foram muito renitentes em usar incenso, mesmo nas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas, porque havia o costume de incensar o imperador romano. Era uma forma de reconhecer a divindade do imperador \u2013 coisa a que os crist\u00e3os se recusavam, ainda que isso lhes custasse a vida.<\/p>\n<p>O incenso est\u00e1 muito presente a B\u00edblia, ao ponto de se darem instru\u00e7\u00f5es precisas para o seu fabrico: \u201cO Senhor disse a Mois\u00e9s: Escolhe ingredientes em partes iguais, b\u00e1lsamo, unha arom\u00e1tica, g\u00e1lbano, diversos ingredientes e incenso puro\u201d, com uma advert\u00eancia: \u201cQuem dela [mistura] fizer uma imita\u00e7\u00e3o para aspirar o aroma, ser\u00e1 exclu\u00eddo do seu povo\u201d (Ex 30,34.36). Ou seja, o incenso tem uso exclusivo no culto a Deus. E o Salmo 140 deixou-nos aquela que \u00e9 a frase mais citada a prop\u00f3sito do seu uso: \u201cSuba junto de ti a minha ora\u00e7\u00e3o como incenso\u2026\u201d<\/p>\n<p>Por meio do profeta Isa\u00edas, Deus reprova o uso do incenso, quando o culto \u00e9 vazio: \u201cN\u00e3o me ofere\u00e7ais dons in\u00fateis, o incenso \u00e9-me abomin\u00e1vel\u2026 Abomino as vossas celebra\u00e7\u00f5es\u2026 \u00c9 que as vossas m\u00e3os est\u00e3o cheias de sangue\u201d (Is 1,13-15).<\/p>\n<p>Como express\u00e3o de rever\u00eancia e ora\u00e7\u00e3o, os crist\u00e3os usam o incenso em ocasi\u00f5es especiais. Na liturgia eucar\u00edstica, faz-se a incensa\u00e7\u00e3o do altar, da cruz, do evangeli\u00e1rio, do presidente da celebra\u00e7\u00e3o, dos ministros e do povo. Tamb\u00e9m se incensa o SS. Sacramento, na exposi\u00e7\u00e3o e na b\u00ean\u00e7\u00e3o. Na celebra\u00e7\u00e3o de Laudes e V\u00e9speras (componentes da Liturgia das Horas) incensa-se o altar durante o c\u00e2ntico evang\u00e9lico, respectivamente, o C\u00e2ntico de Zacarias e o do Magnificat. Na liturgia exequial incensa-se o defunto. Nas prociss\u00f5es e em outros ritos tamb\u00e9m se pode fazer a incensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro\/J.P.F<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Leitor Pergunta &#8211; Por que \u00e9 que em algumas celebra\u00e7\u00f5ers se usa incenso?<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-4741","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4741","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4741"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4741\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4741"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4741"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4741"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}