{"id":4743,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4743"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"nas-bodas-de-ouro-sacerdotais-de-d-antonio-baltasar-marcelino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/nas-bodas-de-ouro-sacerdotais-de-d-antonio-baltasar-marcelino\/","title":{"rendered":"Nas bodas de ouro sacerdotais de D. Ant\u00f3nio Baltasar Marcelino"},"content":{"rendered":"<p>Um testemunho de Mons. Jo\u00e3o Gaspar <!--more--> Que poderei recordar dos meus contactos di\u00e1rios com D. Ant\u00f3nio Baltasar Marcelino, a partir do dia em que veio para o meio de n\u00f3s \u2013 01 de Fevereiro de 1981? Desde que comecei a privar de perto com ele, nunca deixei de admirar a intensidade e a energia de uma vida que n\u00e3o se cansa, procurando estar presente onde v\u00ea ser necess\u00e1rio ou \u00fatil, para conhecer at\u00e9 ao pormenor tudo o que diga respeito \u00e0 vida diocesana e \u00e0s suas institui\u00e7\u00f5es, para estimular os colaboradores e muitas outras pessoas no servi\u00e7o da Igreja, para orientar as consci\u00eancias no caminho certo, para dialogar com sacerdotes, di\u00e1conos e leigos antes de tomar decis\u00f5es, para transmitir a mensagem crist\u00e3 em confer\u00eancias, palestras, ou simples encontros, para celebrar os sacramentos, para presidir a sess\u00f5es p\u00fablicas, para acompanhar tanto os que sofrem em horas de infort\u00fanio como os que rejubilam em momentos de regozijo. N\u00e3o sei explicar como tem resist\u00eancia f\u00edsica para cumprir a agenda, a que se obriga e a que n\u00e3o falta.<\/p>\n<p>Pessoalmente, vejo D. Ant\u00f3nio num esfor\u00e7o cont\u00ednuo de imitar, com vivacidade, o ap\u00f3stolo S. Paulo que \u2013 como este escreveu aos cor\u00edntios \u2013 se \u00abfez tudo para todos, a fim de ganhar alguns, por todos os meios\u00bb. Ide\u00f3logo da esperan\u00e7a, sabe ler a vida numa perspectiva humanit\u00e1ria e crist\u00e3, com o fim de procurar estabelecer pontes entre a f\u00e9 a cultura, entre a Igreja e a Sociedade.<\/p>\n<p>Um outro sector a que se entrega, certamente com muito prazer, \u00e9 o dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social. S\u00e3o frequentes as entrevistas e as interven\u00e7\u00f5es, sobre muitos aspectos da vida pol\u00edtica, social, moral e eclesial. Contudo, real\u00e7o a sua colabora\u00e7\u00e3o em artigos semanais no Correio do Vouga, logo transcritos por outros peri\u00f3dicos. Os temas desenvolvidos s\u00e3o sempre actuais; a erudi\u00e7\u00e3o e a compet\u00eancia do autor manifestam-se desde a primeira \u00e0 \u00faltima linha, como ali\u00e1s \u00e9 de esperar.<\/p>\n<p>Com os dons e as virtudes de que \u00e9 enriquecido, com o dinamismo e a alegria que lhe s\u00e3o naturais e com a intelig\u00eancia e a vontade de que \u00e9 dotado, a sua presen\u00e7a em Aveiro tem sido marcante, desde o primeiro momento. Das pessoas tem sabido fazer amigos, cooperadores e ap\u00f3stolos para a implanta\u00e7\u00e3o e o crescimento do Reino de Deus. Embora tivesse vindo de outra regi\u00e3o, logo o senti como um aveirense.<\/p>\n<p>Na mensagem datada no dia em que iniciou o m\u00fanus de primeiro respons\u00e1vel da Diocese, em 07 de Fevereiro de 1988, D. Ant\u00f3nio Marcelino deixou transbordar do cora\u00e7\u00e3o a norma que serve como sua regra de ac\u00e7\u00e3o; cito essas palavras: &#8211; \u00abAo meu lema da primeira hora &#8211; \u2018Fazer a verdade na caridade\u2019 &#8211; desejo juntar, agora, uma outra palavra do ap\u00f3stolo Paulo, com a consci\u00eancia do que ela exigir\u00e1, todos os dias, de mim e dos meus colaboradores: &#8211; \u2018Darei o que \u00e9 meu e dar-me-ei a mim mesmo pela vossa salva\u00e7\u00e3o\u2019 (II Cor. 12, 15)\u00bb.<\/p>\n<p>N\u00e3o fa\u00e7o coment\u00e1rios, porque, na Igreja, sabemos como ele se tem dado e preocupado intensamente no rejuvenescimento das comunidades crist\u00e3s, na reforma das estruturas diocesanas e paroquiais, na procura de novos caminhos que se ajustem \u00e0s prementes necessidades actuais. Para consciencializar os crist\u00e3os na urg\u00eancia da miss\u00e3o junto dos crentes e junto dos adormecidos e indiferentes, incentivou o Congresso dos Leigos, realizado em Dezembro de 1988, lan\u00e7ou e acompanhou os trabalhos do II S\u00ednodo Diocesano, que decorreu entre os anos de 1990 e 1995, incentivou a Caminhada Sinodal sobre os Jovens, terminada em 2004, e, presentemente, d\u00e1-se, de alma e cora\u00e7\u00e3o, \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do Congresso Eucar\u00edstico; al\u00e9m disso, tem promovido assembleias diocesanas e visitado regularmente as par\u00f3quias, as institui\u00e7\u00f5es e as comunidades religiosas.<\/p>\n<p>Voltado, outrossim, para a forma\u00e7\u00e3o integral da pessoa humana, deu incremento a escolas de diversos graus, como centros sociais para a inf\u00e2ncia e col\u00e9gios do Ensino B\u00e1sico e Secund\u00e1rio; e, com o desejo de preparar leigos para as lides apost\u00f3-licas, arrancando-os da monotonia, em 1989 criou o Instituto Superior de Ci\u00eancias Religiosas, cuja actividade se desenvolve em m\u00faltiplos cursos de v\u00e1rios n\u00edveis.<\/p>\n<p>Estes s\u00e3o apenas uns apontamentos da riqu\u00edssima personalidade de D. Ant\u00f3nio Baltasar Marcelino, com quem tenho convivido sob as mesmas telhas e no mesmo labor diocesano. Em s\u00edntese muito individual, posso asseverar que a sua grande aspira\u00e7\u00e3o \u00e9 p\u00f4r os crist\u00e3os em contacto com Jesus Cristo, para que O conhe\u00e7am, sigam e vivam.<\/p>\n<p>Ardendo em desassossego na multiforme ac\u00e7\u00e3o pastoral, sempre em projecto permanente, o actual bispo de Aveiro n\u00e3o me deixa indiferente perante uma sociedade em muta\u00e7\u00e3o, onde \u00e9 necess\u00e1rio que a Igreja seja um clar\u00e3o de esperan\u00e7a; sinto-o como algu\u00e9m que constantemente me lembra que a caridade de Cristo me obriga a n\u00e3o parar. <\/p>\n<p>Afinal, na perspectiva dos meses ou anos que lhe podem restar em Aveiro &#8211; como ele escreveu em 25 de Setembro de 2002 &#8211; \u00abn\u00e3o \u00e9 o tempo o principal, mas sim o manter vivo at\u00e9 ao fim o projecto de fidelidade \u00c0quele e \u00e0queles a quem me devo e o permanecer sens\u00edvel aos sinais dos tempos, que tanto denunciam apelos de Deus, como aus\u00eancia de horizontes de transcend\u00eancia. N\u00e3o se pode estar onde se est\u00e1, sen\u00e3o vivo; nem adormecer, nem desistir. O que se viveu antes diz-nos hoje que tudo na vida constituiu certeza, for\u00e7a e esperan\u00e7a para continuar de modo \u00fatil. Quando a nossa raz\u00e3o tem Deus pelo meio, o presente \u00e9 o \u00fanico espa\u00e7o poss\u00edvel de fidelidade e de felicidade\u00bb.<\/p>\n<p>Mons. Jo\u00e3o Gaspar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um testemunho de Mons. 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