{"id":4785,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4785"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"fazer-teologia-missao-impossivel-i","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/fazer-teologia-missao-impossivel-i\/","title":{"rendered":"Fazer teologia &#8211; miss\u00e3o imposs\u00edvel? (I)"},"content":{"rendered":"<p>Revisitando o Vaticano II <!--more--> S\u00e3o perempt\u00f3rias as afirma\u00e7\u00f5es da Dei Verbum: \u201cA sagrada Teologia apoia-se, como em perene fundamento, na palavra de Deus escrita, bem como na sagrada Tradi\u00e7\u00e3o (&#8230;), investigando, \u00e0 luz da f\u00e9, toda a verdade contida no mist\u00e9rio de Cristo. (&#8230;) o estudo destes sagrados livros h\u00e1-de ser como que a alma da sagrada Teologia\u201d (DV 24). <\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m claro o objectivo do labor teol\u00f3gico: \u201cAssim, pois, com a leitura e estudo dos livros sagrados que a palavra do Senhor avance e seja glorificada, e que o tesouro da Revela\u00e7\u00e3o, confiado \u00e0 Igreja, encha cada vez mais os cora\u00e7\u00f5es dos homens\u201d (DV 26).<\/p>\n<p>Concluindo um primeiro tempo de \u201crevisitar o Conc\u00edlio\u201d, deixaremos, em dois textos, algumas reflex\u00f5es de Nuno Br\u00e1s Martins,* um jovem te\u00f3logo portugu\u00eas, que connosco partilha a nobreza e a responsabilidade da tarefa da Teologia.<\/p>\n<p>1 &#8211; Fazer Teologia \u00e9 um privil\u00e9gio, uma tarefa essencial para a Igreja, para a pr\u00f3pria vida do mundo. Mas uma tarefa complexa: uns esperam que seja solu\u00e7\u00e3o m\u00e1gica para os problemas da Igreja; outros acham-na in\u00fatil, porque parte do \u201cpreconceito da f\u00e9\u201d; outros, porque perturba a vida eclesial ou porque \u00e9 te\u00f3rica.<\/p>\n<p>2 &#8211; \u201cO te\u00f3logo partilha com todos os baptizados a condi\u00e7\u00e3o de redimido pela cruz salv\u00edfica de Cristo, tal como partilha as alegrias e tristezas do mundo com todos os seus contempor\u00e2neos. Como crist\u00e3o, o te\u00f3logo n\u00e3o \u00e9 nem melhor nem pior que qualquer outro ser humano; mas, como crist\u00e3o, tamb\u00e9m o te\u00f3logo \u00e9 mais respons\u00e1vel. Com efeito, n\u00e3o \u00e9 em v\u00e3o que se vive, de uma forma consciente, o drama da salva\u00e7\u00e3o do mundo no seio da Igreja, as quest\u00f5es que esse drama levanta e as dificuldades inerentes ao an\u00fancio das respostas que a cruz de Cristo oferece.\u201d <\/p>\n<p>3 &#8211; \u00c9 respons\u00e1vel diante de Deus. Escutou como os outros a Boa Nova, mas foi-lhe conferida a miss\u00e3o de \u201cexpressar a credibilidade do amor divino pelo mundo e em concreto por cada ser humano.\u201d Sem qualquer revela\u00e7\u00e3o esot\u00e9rica &#8211; a teologia parte da \u00fanica e total Revela\u00e7\u00e3o em Jesus Cristo -, todavia, da sua linguagem no falar de Deus \u201cdependem, em grande parte, os tra\u00e7os pelos quais o homem contempor\u00e2neo percebe o rosto do Pai.\u201d<\/p>\n<p>4 &#8211; \u00c9 respons\u00e1vel perante a comunidade eclesial. Porque lhe cabe a tarefa de \u201cmostrar a sensatez da op\u00e7\u00e3o de f\u00e9\u201d &#8211; que n\u00e3o \u00e9 sua, mas de toda a Igreja. Sobretudo, cabe-lhe a tarefa da comunica\u00e7\u00e3o no seio da comunidade crente. \u00c9 que ele n\u00e3o fala para o conjunto dos te\u00f3logos; mas tem por miss\u00e3o ajudar a Igreja a perceber e conhecer aquilo que diz, tornando-se garantia de que a f\u00e9 n\u00e3o \u00e9 fruto de um qualquer discurso humano, mas encontra a sua fonte na Revela\u00e7\u00e3o.\t\t\t\t<\/p>\n<p>(Continua no pr\u00f3ximo n\u00famero)<\/p>\n<p>* NUNO BR\u00c1S MARTINS, Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Teologia, UCE, Lisboa 2003, pp.195-198.<\/p>\n<p>Querubim Silva <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revisitando o Vaticano II<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-4785","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4785","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4785"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4785\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4785"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4785"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4785"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}