{"id":4820,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4820"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"o-que-queres-de-nos-senhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/o-que-queres-de-nos-senhor\/","title":{"rendered":"O que queres de n\u00f3s Senhor?"},"content":{"rendered":"<p>A Eucaristia no meu cora\u00e7\u00e3o <!--more--> Falar de Eucaristia fora da Catequese ou da an\u00e1lise Teol\u00f3gica n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Falar de intimidade, de rela\u00e7\u00e3o e hist\u00f3ria pessoal, do indiz\u00edvel e inef\u00e1vel, parece ficar reduzido e incompleto quando o tentamos enquadrar em s\u00edmbolos e regras de comunica\u00e7\u00e3o. Trata-se de expressar algo que \u201c\u00e9\u201d, mas logo a seguir \u201c\u00e9 mais\u201d, porque \u201c\u00e9 diferente\u201d, \u201c\u00e9 intimo\u201d.<\/p>\n<p>Falar de presen\u00e7a de Deus na vida de casal, ainda \u00e9 mais dif\u00edcil. Lembramos o que dizia o Pe Jos\u00e9 Craveiro s.j., num seu anivers\u00e1rio, com voz embargada, ao contemplar a sua vida; \u201cDe onde Ele me trouxe,&#8230; com que paci\u00eancia; com que carinho &#8230; .<\/p>\n<p>Gostamos de falar assim da nossa op\u00e7\u00e3o por Ele em casal. N\u00e3o de uma mera escolha. Gostamos de falar assim da op\u00e7\u00e3o que vivemos e renovamos desde h\u00e1 alguns anos, diariamente,&#8230; com Ele.<\/p>\n<p>Se formos s\u00e9rios, n\u00e3o podemos deixar de O encontrar. Quando partimos para uma aventura a dois, sem irresponsabilidades, mas com uma s\u00e3 inconsci\u00eancia do que a vida nos guardava, olhando a nossa hist\u00f3ria, temos de reconhecer que h\u00e1 milagres, sinais, presen\u00e7a de quem partiu connosco um dia!<\/p>\n<p>Toda a nossa hist\u00f3ria, toda a nossa rela\u00e7\u00e3o converge e parte da Eucaristia. Sem o alimento, como poder\u00edamos seguir a nossa miss\u00e3o? A\u00ed, tudo ganha sentido. \u00c9 um encontro di\u00e1rio com o Amor permanente e concreto do Pai pelo que somos. N\u00e3o por aquilo que queremos, desejamos ou achamos que devemos ser, mas por quem conhece e ama profundamente.<\/p>\n<p>Naquele altar tudo se entrega. Os filhos que recebemos, um a um, pelo seu nome, a sua hist\u00f3ria e realidade. A fam\u00edlia que est\u00e1 longe, a par\u00f3quia, a comunidade, o trabalho&#8230; \u00c9 o \u201cponto cr\u00edtico\u201d, onde verdadeiramente se morre para se res-suscitar, para que tudo ganhe a verdadeira vida. O que temos sobre o altar \u00e9 \u201cp\u00e3o partido\u201d, alimento partilhado, vida oferecida, para que se consuma e se torne na nossa pr\u00f3pria vida, em Deus presente na nossa pr\u00f3pria realidade, nos outros.<\/p>\n<p>Com Jesus Cristo, morrer para o outro \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o de felicidade. Como marido e mulher, aprendemos esta realidade. Crescemos juntos, n\u00e3o no anular-se, demitir-se ou calar-se, mas no acolher, compreender e servir o que nos une. Viver a intimidade com este Pai, procur\u00e1-Lo e descobri-Lo em cada rosto, cada coisa, cada circunst\u00e2ncia, apesar de todo o nosso pecado, tem-se revelado, para n\u00f3s, fonte de paz, \u00e2nimo para o caminho e esperan\u00e7a para o futuro.<\/p>\n<p>Elisa e T\u00f3 Z\u00e9 Urbano<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Eucaristia no meu cora\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[70],"tags":[],"class_list":["post-4820","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-diocese"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4820","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4820"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4820\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4820"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4820"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4820"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}