{"id":4824,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4824"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"convite-ao-acolhimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/convite-ao-acolhimento\/","title":{"rendered":"Convite ao acolhimento"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XIII Tempo Comum &#8211; Ano A <!--more--> As leituras deste domingo apresentam-nos uma reflex\u00e3o sobre a virtude do acolhimento e dizem-nos que \u00e9 o verdadeiro disc\u00edpulo e disc\u00edpula do Senhor quem \u00e9 mais capaz de prestar este servi\u00e7o. Parece tornar-se cada vez mais urgente a pr\u00e1tica do acolhimento. Apesar do mundo se ter tornado numa aldeia global, onde costumes e procedimentos se igualam cada vez mais, e onde seria l\u00f3gico surgir uma maior rela\u00e7\u00e3o interpessoal, ao inv\u00e9s, cresce, a par disto, uma atitude de indiferen\u00e7a e frieza humana. O frenesi das coisas materiais e das m\u00faltiplas tarefas a realizar vulcanizam os indiv\u00edduos; o respeito devido \u00e0 pessoa humana \u00e9 relegado para segundo plano. Acentuam-se, do mesmo modo, as grandes assimetrias no tratamento dos dignit\u00e1rios\/as e da gente comum.<\/p>\n<p>O evangelho \u00e9 uma catequese sobre o discipulado e o acolhimento. A este prop\u00f3sito, Mateus, partindo das palavras de Jesus, tece uma dura cr\u00edtica aos maus costumes que se instalaram na sua comunidade. H\u00e1, na verdade, uma grande falta de acolhimento evang\u00e9lico. Estimam-se os crist\u00e3os \u201ceminentes\u201d da comunidade e desprezam-se os \u201cpequenos\u201d. O excerto deste evangelho pretende p\u00f4r um ponto de ordem nesta situa\u00e7\u00e3o. Com efeito, o que dignifica cada pessoa \u00e9 o facto de ser pessoa. Todo o verdadeiro disc\u00edpulo e disc\u00edpula de Cristo que leva at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas conse-qu\u00eancias o seguimento do Mestre, amando-o acima de tudo e de todos, aceitando gostosamente os sofrimentos que lhe adv\u00eam deste seguimento e estando disposto a gastar e a perder a sua vida pela causa do Reino de Deus, acolhe indistintamente e com afei\u00e7\u00e3o todas as pessoas. A recompensa deste gesto h\u00e1-de vir do pr\u00f3prio Senhor e n\u00e3o da retribui\u00e7\u00e3o humana de qualquer \u201ceminente\u201d por um servi\u00e7o que usufruiu.<\/p>\n<p>A primeira leitura mostra como todos podem praticar o acolhimento e colaborar, assim, na realiza\u00e7\u00e3o do projecto salvador de Deus. A \u201cdistinta senhora\u201d de Sunam acolhia, ano ap\u00f3s ano, o profeta Eliseu, por reconhecer nele um santo homem de Deus. E fazia-o gratuitamente, porque era distinta em sentimentos e atitudes. E porque o servo de Deus tamb\u00e9m soube acolher as necessidades desta senhora, ela recebeu de Deus a sua recompensa. <\/p>\n<p>A segunda leitura recorda que o crist\u00e3o e a crist\u00e3 s\u00e3o algu\u00e9m que, pelo baptismo, se identificam com Jesus. A partir da\u00ed, devem seguir Jesus no caminho do amor e do dom da vida, que passa pelo acolhimento m\u00fatuo, e renunciar definitivamente ao pecado. Todos os que somos baptizados em Cristo, recebemos uma vida nova, que nos faz viver para Deus, passando impreterivelmente pelos irm\u00e3os e irm\u00e3s. Importa, pois, que sejamos fi\u00e9is ao nosso baptismo, vivendo com intensidade a dimens\u00e3o filial e fraternal que dele decorre. Um bom acolhimento \u00e9 t\u00e3o importante como todos os outros servi\u00e7os paroquiais e \u00e9 primordial em rela\u00e7\u00e3o a eles. O mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o diz-nos como a humanidade de Cristo \u00e9 imprescind\u00edvel para podermos participar na sua divindade. A tarefa e a responsabilidade da comunidade crist\u00e3, que a todos acolhe evangelicamente, s\u00e3o a melhor forma de quebrar o anonimato dos aglomerados habitacionais e a burocracia desumanizante das restantes institui\u00e7\u00f5es. Eis um repto \u00e0s nossas programa\u00e7\u00f5es pastorais do ano que se avizinha.<\/p>\n<p>Domingo do XIII do Tempo Comum<\/p>\n<p>2 Re 4,8-11.14-16a; Sl 89 (88); Rm 6,3-4.8-11; Mt 10,37-42<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XIII Tempo Comum &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-4824","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4824","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4824"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4824\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}