{"id":4839,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4839"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"desengavetar-a-socializacao-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/desengavetar-a-socializacao-1\/","title":{"rendered":"&#8220;Desengavetar&#8221; a socializa\u00e7\u00e3o (1)"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> 1. Num dos primeiros governos constitucionais, o Dr. M\u00e1rio Soares, ent\u00e3o primeiro-ministro, afirmou a necessidade de \u201cmeter o socialismo na gaveta\u201d, para a supera\u00e7\u00e3o das dificuldades financeiras verificadas na altura. A frase foi bastante criticada e, segundo o autor, foi mal interpretada.<\/p>\n<p>Hoje em dia, com o aparecimento de nova crise, a mesma frase volta a ter actualidade e, uma vez mais, a respectiva tese pode ser utilizada para se sacrificar o dom\u00ednio social ao econ\u00f3mico e ao financeiro.<\/p>\n<p>Ora, o verdadeiro socialismo, desde a sua origem, encontra-se vocacionado especialmente para a supera\u00e7\u00e3o de dificuldades, atrav\u00e9s da uni\u00e3o entre as pessoas. Por isso, quanto maiores s\u00e3o as dificuldades mais se deve desengavetar e desenvolver o socialismo.<\/p>\n<p>Dado, por\u00e9m, que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil caracterizar hoje o socialismo, talvez seja prefer\u00edvel falarmos de socializa\u00e7\u00e3o, no sentido consagrado na Constitui\u00e7\u00e3o Pastoral \u201cGaudium et Spes\u201d (n\u00bas 6, 25, 42 e 75) e noutros documentos da doutrina social da Igreja (DSI). Ali\u00e1s, a socializa\u00e7\u00e3o cont\u00e9m todos os aspectos positivos do socialismo e vai al\u00e9m dele, enquanto, pelo contr\u00e1rio, a inversa n\u00e3o \u00e9 verdadeira, pelo menos na pr\u00e1tica e na linguagem corrente.<\/p>\n<p>2. Desengavetar e desenvolver a socializa\u00e7\u00e3o implica o desenvolvimento humano em todos os patamares do relacionamento. <\/p>\n<p>O primeiro patamar corresponde a cada pessoa e fam\u00edlia. Situa-se aqui todo o esfor\u00e7o pessoal e familiar para se evitarem e superarem as situa\u00e7\u00f5es de car\u00eancia. O trabalho, a iniciativa econ\u00f3mica, bem como o estudo, a forma\u00e7\u00e3o e a procura, em cada momento, dos melhores caminhos poss\u00edveis integram-se neste patamar. <\/p>\n<p>O segundo patamar corresponde \u00e0 solidariedade e ao associativismo. Atrav\u00e9s destes dinamismos se complementa e aproveita o esfor\u00e7o pessoal e familiar.Tamb\u00e9m se processa, nesta inst\u00e2ncia, uma parte significa-tiva das rela\u00e7\u00f5es com o Estado e com outras entidades.<\/p>\n<p>A  DSI utiliza a express\u00e3o \u201ccorpos interm\u00e9dios\u201d para designar as associa\u00e7\u00f5es e outras institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O terceiro patamar corresponde \u00e0s empresas privadas e respectivas associa\u00e7\u00f5es. Sem o seu concurso, as pessoas e as fam\u00edlias n\u00e3o desenvolveriam algumas dimens\u00f5es funda-mentais pr\u00f3prias de cada ser humano. Perder-se-ia tamb\u00e9m a via por excel\u00eancia de gerar riqueza e de criar condi\u00e7\u00f5es propiciadoras do desenvolvimento humano integral.<\/p>\n<p>O quarto patamar corresponde ao Estado. Incumbe-lhe fundamentalmente reconhecer e facilitar a vida e o funcionamento dos outros patamares e proporcionar servi\u00e7os comuns. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-4839","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4839","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4839"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4839\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4839"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4839"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4839"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}