{"id":4844,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4844"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"verdade-que-verdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/verdade-que-verdade\/","title":{"rendered":"Verdade?&#8230; Que verdade?&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>1 &#8211; \u00c9 fundamental que todos cultivem a verdade, a transpar\u00eancia. Ela n\u00e3o pode ser uma pedra de arremesso, nem muito menos um instrumento de estrat\u00e9gia pol\u00edtica, que se joga ao sabor do momento, conforme as conveni\u00eancias. S\u00f3 a verdade liberta: a consci\u00eancia, a mem\u00f3ria, o quotidiano&#8230; Os indiv\u00edduos, as estruturas, s\u00f3 avan\u00e7am, s\u00f3 desbravam o futuro, quando se envolvem em clima de verdade, suporte indispens\u00e1vel da confian\u00e7a, que, por seu lado, \u00e9 o fundamento seguro de toda a rela\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>2 &#8211; A cidadania activa reclama o exerc\u00edcio permanente da verdade, da transpar\u00eancia. O mundo da mentira, da corrup\u00e7\u00e3o, desiludem, decepcionam, abrem caminho ao desinteresse, semeiam o h\u00e1bito da omiss\u00e3o, desagregam o tecido social, tornam imposs\u00edveis as rela\u00e7\u00f5es est\u00e1veis, as \u00fanicas que d\u00e3o consist\u00eancia \u00e0s institui\u00e7\u00f5es, desde a Fam\u00edlia \u00e0 Na\u00e7\u00e3o, desde a empresa \u00e0 associa\u00e7\u00e3o cultural ou recreativa.  <\/p>\n<p>3 &#8211; N\u00e3o se concebe, portanto, que um projecto educativo, os processos educativos, o sistema educativo, n\u00e3o assentem essencialmente na verdade, na transpar\u00eancia. As rela\u00e7\u00f5es na(s) comunidade(s) educativa(s) s\u00e3o o primeiro suporte pedag\u00f3gico eficiente; n\u00e3o podem, de modo algum, deixar de ser de verdade e transpar\u00eancia &#8211; \u00fanica atmosfera saud\u00e1vel, capaz de empenhar em tarefa comum a diversidade dos agentes educativos, a come\u00e7ar pelo protagonista principal, o educando. \u00c9, pois, crucial a educa\u00e7\u00e3o para a verdade, a educa\u00e7\u00e3o na verdade.<\/p>\n<p>4 &#8211; Entretanto, sem realismo, a verdade n\u00e3o o \u00e9. No nosso caso: verdade das contas p\u00fablicas sem realismo \u00e9 o mesmo embuste de sempre. Sobretudo quando se arremessa triunfante, como terra para os olhos dos cidad\u00e3os, os quais continuam a n\u00e3o ver caminhos de futuro consolidado, porque a falta de realismo das medidas de combate ao d\u00e9fice, porque a injusti\u00e7a das medidas de combate ao d\u00e9fice, continua a proteger os il\u00edcitos de uns tantos, pesando gravosamente sobre a impot\u00eancia de defesa dos mais d\u00e9beis.<\/p>\n<p>5 &#8211; Escrevia Santo Agostinho: \u201cO sup\u00e9rfluo do rico \u00e9 o necess\u00e1rio do pobre. Portanto, possuir o sup\u00e9rfluo \u00e9 possuir o bem de outrem.\u201d E essa \u00e9 a grande quest\u00e3o: a verdade das contas p\u00fablicas n\u00e3o o \u00e9, enquanto se n\u00e3o disser o que tem o Estado a mais &#8211; o seu funcionamento, os seus privilegiados -, em detrimento dos cidad\u00e3os que sustentam o Estado; enquanto aumentar a despesa do Estado, sorvendo mais de metade do PIB, sem que o realismo ponha cobro a sup\u00e9rfluos pr\u00f3prios das sociedades capitalistas, concedendo de privil\u00e9gio a alguns o que \u00e9 necess\u00e1rio para dar o condigno a todos!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; \u00c9 fundamental que todos cultivem a verdade, a transpar\u00eancia. Ela n\u00e3o pode ser uma pedra de arremesso, nem muito menos um instrumento de estrat\u00e9gia pol\u00edtica, que se joga ao sabor do momento, conforme as conveni\u00eancias. S\u00f3 a verdade liberta: a consci\u00eancia, a mem\u00f3ria, o quotidiano&#8230; Os indiv\u00edduos, as estruturas, s\u00f3 avan\u00e7am, s\u00f3 desbravam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[47],"tags":[],"class_list":["post-4844","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4844","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4844"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4844\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4844"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4844"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4844"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}