{"id":4862,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4862"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"ele-nao-se-revela-aos-auto-suficientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/ele-nao-se-revela-aos-auto-suficientes\/","title":{"rendered":"Ele n\u00e3o se revela aos auto-suficientes"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XIV Tempo Comum &#8211; Ano A <!--more--> A liturgia deste domingo indica-nos que, para nos encontrarmos com Deus, necessitamos de cultivar a simplicidade, a humildade, a pobreza e a pequenez, porque Ele nunca se revela aos auto-suficientes, soberbos e prepotentes.<\/p>\n<p>Ao lermos a primeira leitura, extra\u00edda do profeta Zacarias, temos a sensa\u00e7\u00e3o de que foi escrita, exactamente, para o tempo em que vivemos. Jerusal\u00e9m encontrava-se inundada de armas de guerra e os seus habitantes respiravam \u00f3dio e viol\u00eancia uns face aos outros. O profeta, por\u00e9m, tem a chave para acabar com esta situa\u00e7\u00e3o. O Rei de Israel vai chegar, simples e humilde. Ele vem destruir todo o arsenal de guerra e restabelecer a paz. Hoje, ao contr\u00e1rio, o Rei de Israel &#8211; Jesus Cristo &#8211; j\u00e1 chegou h\u00e1 mais de dois mil anos. Veio anunciar a paz e ensinar \u00e0s pessoas o caminho para a construir. Contudo, uns n\u00e3o acolherem esta mensagem, outros j\u00e1 a esqueceram. E as pessoas continuam a proceder como nos tempos primitivos, matando-se umas \u00e0s outras, sem respeito algum pela dignidade humana.<\/p>\n<p>No evangelho, Jesus faz uma exultante ora\u00e7\u00e3o de louvar ao Pai, porque Ele se apraz em conceder a sua sabedoria aos humildes e pequenos, que, em linguagem b\u00edblica, significa a mesma realidade. O pr\u00f3prio Jesus viveu em permanente atitude de humildade: \u00ab\u00e9 manso e humilde de cora\u00e7\u00e3o\u00bb e, por isso, tem autoridade para proclamar esta virtude como indispens\u00e1vel para qualquer tipo de crescimento humano ou espiritual. Ele identifica-se com o rei justo e salvador, anunciado na primeira leitura, que vem ao nosso encontro, humildemente montado numa jumentinha, para anunciar a paz at\u00e9 aos confins da terra. A humildade \u00e9 um sentimento proveniente do conhecimento da pr\u00f3pria fraqueza. Na medida em que cada ser humano procura ter em justa conta as suas qualidades e defici\u00eancias, \u00e9 humilde, e est\u00e1 em condi\u00e7\u00f5es de poder crescer naquilo em que \u00e9 menos bom ou at\u00e9 mau, com a ajuda de Deus e dos outros. A pessoa auto-suficiente, cega sobre as suas pr\u00f3prias fraquezas, \u00e9 orgulhosa, e nunca pode crescer, porque n\u00e3o aceita nenhuma ilumina\u00e7\u00e3o, conselho ou correc\u00e7\u00e3o dos outros. Nem Deus a pode enriquecer com a sua sabedoria!<\/p>\n<p>Na segunda leitura, Paulo convida os crentes \u2013 comprometidos com Jesus desde o dia do seu baptismo \u2013 a viverem \u00absegundo o Esp\u00edrito\u00bb e n\u00e3o \u00absegundo a carne\u00bb. A vida \u00absegundo a carne\u00bb \u00e9 a vida daqueles que se instalam no ego\u00edsmo, orgulho e auto-sufici\u00eancia; a vida \u00absegundo o Esp\u00edrito\u00bb \u00e9 a vida daqueles que aceitam acolher as propostas de Deus e as p\u00f5em em pr\u00e1tica. S\u00f3 a vida \u00absegundo o Esp\u00edrito\u00bb produz paz, conc\u00f3rdia, harmonia, bom entendimento, perd\u00e3o, fraternidade. S\u00f3 a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito potencia a cria\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o do amor, contra a do \u00f3dio e da viol\u00eancia, que continua a devastar o nosso planeta e a nossa sociedade. Quem nos poder\u00e1 dar a paz? Quem poder\u00e1 aliviar a tens\u00e3o das nossas vidas? Quem nos poder\u00e1 descomprimir da ansiedade que nos habita? Quem poder\u00e1 dar \u00e0s pessoas a serenidade de que carecem e a certeza de que, para serem felizes, basta ter um cora\u00e7\u00e3o manso e humilde? <\/p>\n<p>Domingo do XIV do Tempo Comum<\/p>\n<p>Zac 9, 9-10; Sl 145 (144); Rm 8, 9.11-13; Mt 10, 25-30<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XIV Tempo Comum &#8211; Ano A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-4862","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4862","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4862"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4862\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4862"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4862"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4862"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}