{"id":4863,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4863"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"missa-de-defuntos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/missa-de-defuntos\/","title":{"rendered":"Missa de defuntos"},"content":{"rendered":"<p>O leitor pergunta <!--more--> &#8211; Qual a diferen\u00e7a entre uma \u201cmissa por alma de\u201d e uma \u201cmissa em mem\u00f3ria de\u201d?<\/p>\n<p>&#8211; No caso de uma \u201cmissa em mem\u00f3ria de\u201d, quais s\u00e3o as leituras que devem ser escolhidas: as da f\u00e9ria ou as do Ritual das Missas de Defuntos?<\/p>\n<p>As perguntas revestem-se de uma certa ambiguidade. Vamos procurar alguns elementos de resposta, que abram horizontes, mesmo que n\u00e3o sejam resposta directa.<\/p>\n<p>Comecemos por recordar que a Eucaristia, memorial da oferta redentora de Jesus Cristo, gra\u00e7a oferecida a todos e por todos vivida, \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o de toda a Igreja e para toda a Igreja, isto \u00e9, de todos e para todos os vivos e defuntos. <\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia de um \u201csanto e salutar pensamento\u201d, que vem desde o Antigo Testamento, a Igreja oferece ora\u00e7\u00f5es por aqueles que morreram. Por isso, sempre a Eucaristia se apresenta como ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as de toda a Igreja e nela se recordam \u201ctodos os que partiram j\u00e1 deste mundo\u201d. O h\u00e1bito de \u201cafectar\u201d a celebra\u00e7\u00e3o a alguns nomes em particular n\u00e3o \u00e9 de sempre, n\u00e3o \u00e9 uniforme na Igreja; tem raz\u00f5es e circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p>As express\u00f5es referidas pelo leitor equivalem-se. A menos que, com a primeira, se queira presumir que algu\u00e9m precisa da solidariedade da Igreja para chegar ao abra\u00e7o eterno com Deus, enquanto, com a segunda, se pretenderia insinuar que a evoca\u00e7\u00e3o da sua mem\u00f3ria traduz a convic\u00e7\u00e3o de que esse abra\u00e7o \u00e9 j\u00e1 uma realidade. Faz-se mem\u00f3ria (obrigat\u00f3ria ou facultativa) dos santos.<\/p>\n<p>Ao dizer-nos \u201cFazei isto em mem\u00f3ria de Mim\u201d, o Senhor Jesus manda-nos que seja permanente este estado de uni\u00e3o com Ele, para saborear a salva\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata de somar missas atr\u00e1s de missas, para \u201cresgatar\u201d quem quer que seja. Sendo a celebra\u00e7\u00e3o a presen\u00e7a do Mist\u00e9rio Pascal de Jesus Cristo, Ela \u00e9 bastante para operar a salva\u00e7\u00e3o. Mas como a Igreja vive na hist\u00f3ria, na sucess\u00e3o do tempo, faz continuamente presen\u00e7a desse Mist\u00e9rio Pascal durante o seu tempo.<\/p>\n<p>Quanto aos textos, o que dizem as orienta\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas \u00e9 que, em certos dias, nem sequer \u00e9 permitido usar textos exequiais: a solenidade do Domingo ou de Festividades prevalece. \u00c9 que, antes de mais, o nosso Deus \u00e9 um Deus de vivos e n\u00e3o de mortos. E, pela f\u00e9, sabemos que a vida n\u00e3o acaba, apenas se transforma. Portanto, mesmo os que partiram, est\u00e3o vivos, \u00e0 espera da Festa final!<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, embora o Ritual das Missas de Defuntos ofere\u00e7a certa variedade de Palavra, seria empobrecedor recorrer continuamente a um limitado leque de textos, em detrimento da abund\u00e2ncia de Palavra que a distribui\u00e7\u00e3o da leitura b\u00edblica pelos ciclos lit\u00fargicos nos proporciona.  <\/p>\n<p>Q.S.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O leitor pergunta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-4863","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4863","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4863"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4863\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4863"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4863"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4863"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}