{"id":4879,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4879"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"eterno-louco-de-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/eterno-louco-de-cristo\/","title":{"rendered":"Eterno louco de Cristo"},"content":{"rendered":"<p>LIVRO <!--more--> Num livro publicado em Espanha, na viragem do Mil\u00e9nio, sobre as 50 personalidades mais influentes das Hist\u00f3ria da Humanidade, S\u00e3o Paulo surgia em primeiro lugar. E Jesus Cristo&#8230; em segundo! O autor justificava-se com o facto de S. Paulo ter organizado o cristianismo, de ter percebido que a religi\u00e3o do Crucificado n\u00e3o teria futuro se n\u00e3o se virasse em direc\u00e7\u00e3o ao pag\u00e3os. E isso mudou a Hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Dizer que S. Paulo \u00e9 mais influente do que Jesus \u00e9 quase como dizer que a Lua \u00e9 mais importante do que o Sol&#8230; porque aparece de noite! Paulo s\u00f3 faz sentido, porque Cristo lhe apareceu. E brilhou no in\u00edcio do cristianismo, porque deixou que a luz de Cristo brilhasse nele. \u00c9 o pr\u00f3prio que diz: \u201cEm \u00faltimo lugar, apareceu-me tamb\u00e9m a mim, como a um aborto. \u00c9 que eu sou o menor dos Ap\u00f3stolos, nem sou digno de ser chamado Ap\u00f3stolo\u201d. E, mais tarde, diria: \u201cN\u00e3o sou eu que vivo, \u00e9 Cristo quem vive em mim\u201d.<\/p>\n<p>A express\u00e3o da primeira Carta aos Cor\u00edntios, \u201ccomo a um aborto\u201d, (1 Cor 15,8) deu origem ao t\u00edtulo desta obra de Alain Decaux, membro da Academia Francesa. \u201cO Aborto de Deus\u201d l\u00ea-se como um romance. Mas \u00e9 um livro de Hist\u00f3ria. O autor leu os Actos dos Ap\u00f3stolos e as Cartas de Paulo e visitou os locais \u00e0 procura de vest\u00edgios do Ap\u00f3stolo: \u00ab\u201cEncontrei-o\u201d nos locais onde viveu, onde passou, onde se deteve, onde pregou a palavra de Cristo aos judeus, onde evangelizou os pag\u00e3os e onde escreveu as cartas que se tornaram fontes essenciais do cristianismo. \u201cVi-o\u201d ser v\u00edtima do \u00f3dio, atirado para a pris\u00e3o, v\u00e1rias vezes flagelado e sobreviver a uma lapida\u00e7\u00e3o. Conheci \u00c9feso antes de Tarso, Sal\u00f3nica antes de Jerusal\u00e9m, Roma antes de Corinto. Desta heresia cronol\u00f3gica vi emergir uma personagem que desafia qualquer compara\u00e7\u00e3o. Durante vinte anos hesitei em lhe consagrar este livro. Ter\u00e1 sido para evitar o confronto com este tema formid\u00e1vel (&#8230;)? A figura \u00e9 imensa. Um louco de Cristo: apostulus furiosus. Perturba, por causa da sua f\u00e9 ardente\u00bb.<\/p>\n<p>Apesar de algumas lacunas relativas ao pensamento e \u00e0 teologia de Paulo (o autor apoia-se mais no livro dos Actos dos Ap\u00f3stolos, de Lucas, do que nas Cartas do pr\u00f3prio Ap\u00f3stolo), esta obra l\u00ea-se com imen-so prazer. O leitor sentir\u00e1 como o autor: \u201cPaulo nunca deixar\u00e1 de cal-correar os caminhos do nosso esp\u00edrito. V\u00eamo-lo, eterno louco de Deus, proclamando por toda a parte, atrav\u00e9s da \u00c1sia e da Europa, Aquele que reconciliar\u00e1 os homens com os ho-mens e cada um consigo mesmo\u201d.<\/p>\n<p>Hoje, 29 de Junho, al\u00e9m de dia de S. Pedro, \u00e9 dia de S. Paulo. <\/p>\n<p>J.P.F.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LIVRO<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[66],"tags":[],"class_list":["post-4879","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4879","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4879"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4879\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4879"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4879"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4879"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}