{"id":4885,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4885"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"dez-minutos-por-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/dez-minutos-por-dia\/","title":{"rendered":"Dez minutos por dia"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz do Dia <!--more--> H\u00e1 sete ou oito anos li as conclus\u00f5es de um estudo feito por investigadores americanos sobre a quantidade de tempo que os pais (homens) passavam com os seus filhos e fiquei impressionada. Qualquer coisa como vinte minutos por m\u00eas. Quase o mesmo tempo que demoram a atar os sapatos e a fazer o n\u00f3 da gravata, se o tempo que gastam com estes gestos banais tamb\u00e9m fosse contabilizado e somado em cada m\u00eas.<\/p>\n<p>O estudo vinha a prop\u00f3sito de um outro estudo feito por neuro-cientistas, que provavam que os tr\u00eas primeiros anos de vida s\u00e3o fundamentais para o desenvolvimento integral das crian\u00e7as e, que nestes anos-chave a proximidade do pai \u00e9 essencial.<\/p>\n<p>Dos tr\u00eas primeiros anos, o mais importante \u00e9 o primeiro e, deste, os meses mais decisivos s\u00e3o os tr\u00eas primeiros. Ou seja, tudo aquilo que conseguirmos investir num beb\u00e9 nos primeiros meses de vida \u00e9 um investimento mais que seguro. Em termos de desenvolvimento afectivo e neurol\u00f3gico, leia-se.<\/p>\n<p>Na realidade muitos pais e m\u00e3es ainda desconhecem esta verdade cient\u00edfica sobre a import\u00e2ncia e o valor dos tr\u00eas primeios anos (e dos tr\u00eas primeiros meses!)e desperdi\u00e7am esta oportunidade de ouro para potenciar os talentos dos seus filhos.<\/p>\n<p>M\u00e1rio Cordeiro, pediatra, disse, recentemente, que muitas birras e at\u00e9 problemas mais graves poderiam ser evitados, se os pais conseguissem largar tudo quando chegam a casa, para se dedicarem inteiramente aos seus filhos durantes dez minutos.<\/p>\n<p>\u201cAo fim do dia, os filhos t\u00eam tantas saudades dos pais e t\u00eam uma expectativa t\u00e3o grande em rela\u00e7\u00e3o ao momento da sua chegada a casa, que bastava chegar, largar a pasta e o telem\u00f3vel e ficar exclusivamente  dispon\u00edvel para eles para os saciar. Passados dez minutos, eles pr\u00f3prios deixam os pais naturalmente e voltam para as suas brincadeiras.\u201d Estes dez minutos de aten\u00e7\u00e3o exclusiva servem para os tranquilizar, para eles sentirem que os pais tamb\u00e9m morrem de saudades e que s\u00e3o uma prioridade absoluta na sua vida.<\/p>\n<p>Claro que os dez minutos podem ser estendidos ou at\u00e9 encurtados, conforme as circunst\u00e2ncias do momento ou de cada dia. A ideia \u00e9 que haja um tempo suficiente e de grande qualidade para estar com os filhos e dedicar-lhes toda a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todos os pais sabem, por experi\u00eancia pr\u00f3pria, que o cansa\u00e7o do fim de dia, os nervos e stress acumulados e, ainda, a falta de aten\u00e7\u00e3o ou disponibilidade para estar com os filhos d\u00e1 origem a uma espiral negativa de sentimentos, impaci\u00eancias e birras. Por outras palavras, uma crian\u00e7a que espera pelos pais o dia inteiro e, quando os v\u00ea chegar, n\u00e3o os sente dispon\u00edveis para ela acaba fatalmente por chamar a sua aten\u00e7\u00e3o da pior forma.<\/p>\n<p>Por tudo isto e pelo que fica dito no in\u00edcio, sobre a import\u00e2ncia fundamental que os pais-homens t\u00eam no desenvolvimento dos seus filhos, \u00e9 bom n\u00e3o perder de vista os timings e perceber que est\u00e1 nas nossas m\u00e3os fazer o tempo correr a nosso favor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz do Dia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-4885","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4885","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4885"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4885\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4885"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4885"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4885"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}