{"id":4887,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4887"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"apoio-as-micro-e-pequenas-empresas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/apoio-as-micro-e-pequenas-empresas\/","title":{"rendered":"Apoio \u00e0s micro e pequenas empresas"},"content":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais <!--more--> 1. Na fase actual, marcada por graves dificuldades econ\u00f3mico-sociais, justifica-se aprofundar, cada vez mais, a socializa\u00e7\u00e3o. A\u00ed se encontra a energia necess\u00e1ria para se desbravarem caminhos de solidariedade e desenvolvimento. Ao falarmos de socializa\u00e7\u00e3o, consideramos as potencialidades dos quatro patamares j\u00e1 referidos anteriormente: cada pessoa e fam\u00edlia; a solidariedade e o associativismo; as empresas privadas; e o Estado.<\/p>\n<p>S\u00e3o in\u00fameras as actividades espec\u00edficas de cada uma destas inst\u00e2ncias, bem como as actividades comuns a todas elas. Quatro linhas comuns de ac\u00e7\u00e3o parecem, no entanto, altamente priorit\u00e1rias neste momento. S\u00e3o elas: um sistema de apoio \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de micro e pequenas empresas (MPE); o conhecimento solid\u00e1rio dos problemas sociais; uma rede de protec\u00e7\u00e3o social b\u00e1sica; e os processos de desenvolvimento.<\/p>\n<p>2. Todos os dias se criam, desenvolvem, reduzem e encerram MPE. Tal dinamismo dever\u00e1 ser respeitado e estimulado, sem se fomentar o parasitismo empresarial \u00e0 sombra do Estado. Para tanto, o sistema de apoio \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de MPE deveria ser muito descentralizado, chegando a todas as zonas do pa\u00eds, e envolver parcerias m\u00faltiplas: Estado e autarquias locais; institui\u00e7\u00f5es sem fim lucrativos e trabalho volunt\u00e1rio; associa\u00e7\u00f5es empresariais e institui\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito&#8230;<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que o sistema de apoio se concretize, pelo menos, em quatro \u00e1reas: conhecimento de ideias de investimento ou de neg\u00f3cio; escoamento de produ\u00e7\u00f5es; financiamento (p\u00fablico e, sobretudo, banc\u00e1rio), sem subs\u00eddios a fundo perdido; forma\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia t\u00e9cnica e de gest\u00e3o. Necess\u00e1rio \u00e9 tamb\u00e9m que cada MPE seja acompanhada pela solidariedade local, incumbindo a esta, na medida das suas possibilidades, refor\u00e7ar a credibilidade das MPE, oferecer-lhes garantias \u00e9ticas e contribuir para que honrem os seus compromissos e alcancem os seus objectivos. Em muitos casos, o voluntariado local at\u00e9 pode proporcionar ou facilitar, no todo ou em parte: o referido conhecimento de ideias de investimento e de neg\u00f3cio; a escolha do projecto a executar pelo empre-s\u00e1rio; o acesso ao cr\u00e9dito; a forma\u00e7\u00e3o e a assist\u00eancia t\u00e9cnica e de gest\u00e3o. Em qualquer caso, \u00e9 necess\u00e1rio que o projecto de cada MPE seja acompanhado at\u00e9 ao reembolso total da d\u00edvida e \u00e0 autonomiza\u00e7\u00e3o (ou velocidade-cruzeiro) da empresa.<\/p>\n<p>A falta de um sistema de apoio \u00e0s MPE constitui hoje uma lacuna de extrema gravidade entre n\u00f3s. Tudo se est\u00e1 a passar, por enquanto, como se o Estado e a sociedade civil tivessem votado ao abandono a cria\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de MPE, isto \u00e9, o maior potencial de cria\u00e7\u00e3o de empresas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quest\u00f5es Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[],"class_list":["post-4887","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4887"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4887\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}