{"id":4891,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4891"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"rosto-moderno-vida-ou-morte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/rosto-moderno-vida-ou-morte\/","title":{"rendered":"Rosto moderno: Vida ou morte?&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>1 &#8211; Retomar temas fracturantes da sociedade portuguesa em momento de crise \u00e9 estrat\u00e9gia catastr\u00f3fica. N\u00e3o serve sen\u00e3o o calculismo partid\u00e1rio. Torna-se pretexto de distrac\u00e7\u00e3o dos portugueses, com um duplo preju\u00edzo: passam ao lado as quest\u00f5es reais e os problemas candentes que afligem a Na\u00e7\u00e3o, em cuja resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 preciso empenhar, com justi\u00e7a, todos os concidad\u00e3os; por outro lado, esses temas, s\u00e9rios, importantes, diluem-se no turbilh\u00e3o das preocupa\u00e7\u00f5es da crise. <\/p>\n<p>2 &#8211; Est\u00e1 em moda darem-se os pa\u00edses ares de modernidade. O que n\u00e3o pode ser \u00e9 a qualquer pre\u00e7o. E muito menos ao pre\u00e7o do desprezo pela vida, ao pre\u00e7o da institui\u00e7\u00e3o de uma cultura de morte. Mas \u00e9 aquilo que, face \u00e0 incapacidade de rasgar caminhos de futuro, por reformas estruturais consolidadas, governantes incompetentes v\u00e3o tentando fazer, toldando a vis\u00e3o aos cidad\u00e3os, com \u201cfactos pol\u00edticos\u201d pontuais ou com \u201ctemas\u201d importantes, mas cujo tratamento ou repercuss\u00e3o na vida pr\u00e1tica, nessas circunst\u00e2ncias, acabar\u00e1 por n\u00e3o ter significado relevante.<\/p>\n<p>3 &#8211; A quest\u00e3o do aborto &#8211; e do referendo com ele relacionado &#8211; \u00e9 de capital import\u00e2ncia. A vida humana, o seu valor e significado social, \u00e9 tema estruturante na concep\u00e7\u00e3o cultural e na pr\u00e1tica social de um pa\u00eds. Querer inverter o rumo de uma cultura e pr\u00e1tica social humanista da vida, para encetar o caminho da cultura e pr\u00e1tica social de morte \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o \u00edmpar. Tratar o assunto no meio de acusa\u00e7\u00f5es sucessivas de \u201ctrapalhadas\u201d or\u00e7amentais, de juras de verdade, de embustes constantes&#8230; n\u00e3o \u00e9 s\u00e9rio. Chamar o Povo a pronunciar-se entre duas elei\u00e7\u00f5es soa a desacreditar o assunto ou a desejo de capitalizar resultados, para cobrir saldos negativos ou direccionar op\u00e7\u00f5es &#8211; e tamb\u00e9m \u00e9 reprov\u00e1vel.<\/p>\n<p>4 &#8211; Com tudo isto, v\u00e3o ficando adiadas as revolu\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, que acabariam elas mesmas por solucionar, na maioria dos casos, as situa\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas de dar ou n\u00e3o dar lugar \u00e0 vida. Duas s\u00e3o as reformas estruturais em que estamos a pensar: a educa\u00e7\u00e3o, pautada por uma concep\u00e7\u00e3o elevada da pessoa humana, por trabalho e valores, fundamentais em todas as aprendizagens; e a reforma da economia, baseada na justi\u00e7a social e na perspectiva do bem comum. <\/p>\n<p>5 &#8211; Os \u201cremendos\u201d solicitados por sectores minorit\u00e1rios da nossa sociedade &#8211; legaliza\u00e7\u00e3o do aborto, das uni\u00f5es homosexuais, das \u201cfam\u00edlias\u201d n\u00e3o institucionais&#8230; &#8211; poder\u00e3o levar a que as excep\u00e7\u00f5es se tornem a regra do tecido social, e anomalias as estruturas normais. N\u00e3o h\u00e1 verdadeiro rosto moderno num rumo destes. Com todo o respeito pela diferen\u00e7a, a pervers\u00e3o da textura de uma sociedade humana n\u00e3o lhe trar\u00e1 solu\u00e7\u00e3o para qualquer problema!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; Retomar temas fracturantes da sociedade portuguesa em momento de crise \u00e9 estrat\u00e9gia catastr\u00f3fica. N\u00e3o serve sen\u00e3o o calculismo partid\u00e1rio. 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