{"id":4932,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4932"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"se-nao-e-tarde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/se-nao-e-tarde\/","title":{"rendered":"Se n\u00e3o \u00e9 tarde&#8230;"},"content":{"rendered":"<p>1. Os problemas do Pa\u00eds n\u00e3o se resolvem com lamenta\u00e7\u00f5es &#8211; \u00e9 verdade! E nos momentos quentes que atravessamos &#8211; os da can\u00edcula, os dos inc\u00eandios, os de acusa\u00e7\u00f5es e desmentidos, de afirma\u00e7\u00e3o de transpar\u00eancia e de correc\u00e7\u00f5es quase imediatas&#8230; &#8211; n\u00e3o resultam mesmo nada as lam\u00farias de pessimismo. Como tamb\u00e9m n\u00e3o resultam as solenes \u201cdescobertas da p\u00f3lvora\u201d, como por exemplo, a da necessidade de um ordenamento florestal capaz, envolvendo sinergias p\u00fablicas e privadas.<\/p>\n<p>2. Perante o aterrador espect\u00e1culo do \u201cladr\u00e3o\u201d que nada poupa na sua frente, vivem-se e sentem-se os mais profundos gestos de solidariedade, superando todas as diferen\u00e7as de opini\u00e3o, cor da camisola ou da pele, credo religioso ou nacionalidade. Quantas hist\u00f3rias de hero\u00edsmo an\u00f3nimo, em favor do pr\u00f3ximo, dos seus bens, do bem p\u00fablico! Ali\u00e1s, bem vis\u00edveis mesmo para al\u00e9m fronteiras, quando a natureza surpreende ou a maldade dos homens cria a devasta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>3. Ent\u00e3o e o Pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 a arder: na sua atmosfera econ\u00f3mica, na sua estrutura produtiva, na sua textura de seguran\u00e7a e garantias sociais, nos seus equil\u00edbrios demogr\u00e1ficos, no seu processo educativo&#8230;? E n\u00e3o somos capazes de depor, nessas circunst\u00e2ncias, os brios club\u00edsticos, o fan\u00e1tico h\u00e1bito de procurar ganhos nas perdas dos outros, para pormos em pr\u00e1tica estrat\u00e9gias consistentes de reabilita\u00e7\u00e3o? <\/p>\n<p>4. Um Presidente da Rep\u00fablica leva quase no fim dois mandatos. N\u00e3o lhe caber\u00e3o responsabilidades de ter deixado \u201candar \u00e0 solta\u201d tanta gente, tantas estruturas, tanto desgoverno? Absolutamente claro que ele, primeiro que ningu\u00e9m, tem de despir camisolas partid\u00e1rias, como garante da liberdade de todos, como vigilante das institui\u00e7\u00f5es, como promotor do compromisso de todos, como aglutinador de todas as sinergias, p\u00fablicas e particulares. Mas isso tem de ser vis\u00edvel desde o primeiro momento da sua investidura, doa a quem doer, custe a quem custar! <\/p>\n<p>5. Sabemos que n\u00e3o \u00e9 da sua compet\u00eancia a responsabilidade da governa\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 a de evitar o desgoverno, de o travar, de \u201cchamar \u00e0 pedra\u201d os agentes implicados na coisa p\u00fablica, seja para os estimular, seja para os advertir, sejam eles seus simpatizantes ou de quadrantes diferentes. E o desgoverno n\u00e3o \u00e9 &#8211; n\u00e3o nos queiram fazer crer tal coisa! &#8211; nem dos \u00faltimos meses, nem dos \u00faltimos anos. Vai muito tempo, desde que a derrapagem nacional entrou em progress\u00e3o geom\u00e9trica. Se n\u00e3o \u00e9 tarde demais, que, em vez de palavras, em vez de discuss\u00e3o de temas fracturantes e laterais, sejamos todos &#8211; mas todos! &#8211; convocados para a reabilita\u00e7\u00e3o nacional!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. 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