{"id":4944,"date":"2006-04-03T14:44:00","date_gmt":"2006-04-03T14:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/wp1\/?p=4944"},"modified":"2006-04-03T14:44:00","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:00","slug":"apesar-de-tudo-o-reino-de-deus-esta-a-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/apesar-de-tudo-o-reino-de-deus-esta-a-crescer\/","title":{"rendered":"Apesar de tudo, o Reino de Deus est\u00e1 a crescer"},"content":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XVI Domingo do Tempo Comum &#8211; A <!--more--> A liturgia deste domingo convida-nos a descobrir alguns atributos do nosso Deus, a sua paci\u00eancia e miseric\u00f3rdia. Deus n\u00e3o marginaliza a pessoa que peca, mas, pelo seu perd\u00e3o, reintegra-a na comunidade do \u00abReino\u00bb. A liturgia desafia-nos, sobretudo, a interiorizar este modo de proceder de Deus, deixando que ele marque o nosso olhar sobre o mundo e as pessoas.<\/p>\n<p>A primeira leitura retrata um Deus benevolente e imparcial; a sua bondade e miseric\u00f3rdia superam a vontade de castigar, porque Ele n\u00e3o quer aniquilar os pecadores, mas estimul\u00e1-los \u00e0 convers\u00e3o. Agindo assim, Deus convida-nos a sermos \u201chumanos\u201d, isto \u00e9, a termos um cora\u00e7\u00e3o t\u00e3o misericordioso e t\u00e3o indulgente como o seu. O texto convida-nos a interiorizar este modo de ser e de fazer de Deus, isto \u00e9, a deixarmo-nos impregnar pela l\u00f3gica do amor e da miseric\u00f3rdia e a permitir que esta l\u00f3gica transpare\u00e7a nas nossas palavras e gestos. <\/p>\n<p>A segunda leitura acentua, de outro modo, a bondade e a miseric\u00f3rdia de Deus. Diz-nos que o Esp\u00edrito Santo, dom do Pai e do Filho, vem em aux\u00edlio da nossa fraqueza. O Esp\u00edrito age, continuamente, na nossa hist\u00f3ria colectiva e individual, oferecendo-nos a vida de Deus, orando em n\u00f3s e levando a nossa ora\u00e7\u00e3o at\u00e9 ao cora\u00e7\u00e3o de Deus. O texto conforta-nos, ao afirmar que o grande orante, em n\u00f3s, \u00e9 o Esp\u00edrito Santo, que est\u00e1 unido ao Pai e ao Filho e que intercede por n\u00f3s de acordo com a vontade de Deus. <\/p>\n<p>O evangelho coloca-nos diante de tr\u00eas par\u00e1bolas sobre o Reino dos C\u00e9us, para sublinhar que se trata do Reino do Al\u00e9m e n\u00e3o das coisas que nascem e morrem neste mundo. Assegura-nos que o \u00abReino\u00bb est\u00e1 em processo de crescimento, no mundo. \u00c9 verdade, que \u00e9 dif\u00edcil perceber essa semente a crescer ou esse fermento a levedar, quando vemos viol\u00eancias, injusti\u00e7as, prepot\u00eancias\u2026 a multiplicarem-se. \u00c9 dif\u00edcil acreditar que o \u00abReino\u00bb est\u00e1 em processo de constru\u00e7\u00e3o, quando o materialismo, o comodismo, o ef\u00e9mero sobressaem\u2026 A Palavra de Deus convida-nos, contudo, a activar a nossa espe-ran\u00e7a. Apesar das apar\u00eancias, o dinamismo do \u00abReino\u00bb est\u00e1 presente, fermentando a nossa hist\u00f3ria colectiva e individual. Este \u00abReino\u00bb come\u00e7ou com Jesus, como uma pequena semente, um fermento. Ele entregou-nos a responsabilidade de o fazer crescer, atrav\u00e9s do investimento das nossas energias a favor dele. As desgra\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o enviadas por Deus, porque Ele n\u00e3o semeia joio. Somos n\u00f3s que constru\u00edmos ou destru\u00edmos, de acordo com as alian\u00e7as que fazemos. <\/p>\n<p>Leituras do XVI Domingo: Sb 12,13.16-19; Sl 86 (85); Rm 8,26-27; Mt 13,24-43<\/p>\n<p>Deolinda Serralheiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 Luz da Palavra &#8211; XVI Domingo do Tempo Comum &#8211; A<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[59],"tags":[],"class_list":["post-4944","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4944","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4944"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4944\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ecclesia.pt\/cv\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}